Mostrar mensagens com a etiqueta Sentidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sentidos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, junho 18, 2026

Eles não sabem, mas o Humanismo não cabe nos caixotes do lixo...


O que mais me tem chocado na governação falsamente democrática de Montenegro, é a quase ausência de humanismo, na maior parte das suas medidas de cariz social.

Eu sei que esta maltinha da direita sempre gostou mais de dar esmolas, que de criar condições para que as pessoas pudessem viver com mais dignidade... e não se limitarem a olhar para o chão.

Até iam à missa (muitos ainda devem ir e até comungam e tudo...) e fingiam-se cristãos, mesmo que não soubessem muito bem o que era isso. O que eram mesmo, era católicos...

Mas vamos lá ao assunto que interessa. Não satisfeita com a tentativa de aprovação da PSU, a AD resolveu alterar também as regras do SMC (Subsídio de Mérito Cultural). Pelo que li na reportagem da Joana (Amaral Cardoso) nas páginas do "Público", fizeram-no de uma forma cobarde e silenciosa. Ou seja, simplesmente decidiram reduzir e cortar os subsídios, que eram atribuídos a antigos homens e mulheres das artes e letras, que viviam com dificuldades, sem qualquer aviso ou informação.

Perante este drama, houve mesmo uma tentativa de suicídio de um velho fotógrafo, que viu o seu subsídio ser reduzido de 470 para 128 euros. Já vivia mal e esta alteração fez com que se sentisse quase "condenado à morte".

Faz-me ainda mais confusão que sejam ministras a estarem ligadas a todas estas polémicas de tostões (e o dinheiro nem é delas, é de todos nós...), quando sempre se reconheceu uma maior sensibilidade social às mulheres...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, maio 27, 2026

O caminho foge de nós e nós fugimos do caminho...


Talvez as pessoas só se sentissem tão perdidas durante a Segunda Guerra Mundial, como se sentem hoje. Talvez...

Claro que não eram todas as pessoas, eram só as dos países ocupados ou em guerra. Felizmente ou infelizmente, estavamos muito distantes da globalidade. Não era um coisa do outro mundo, num lugar afastado do mundo, não se fazer ideia de quem era o Hitler ou o Staline. Hoje é mais difícil passar ao lado de um Putin, um Trump ou um Netanyahu.

Pensei nisto ao ler uma passagem do Diário de Hélène Berr (escrito por uma judia em Paris, durante a ocupação nazi...): "Como se curará a humanidade de outra forma senão começando por descobrir a sua podridão? Como se purificará o mundo de uma forma, senão fazendo compreender a extensão do mal que angustia e me atormenta. Nâo é pela guerra que se vingarão os padecimentos: o sangue chama sangue, os homens ancoram-se na sua malvadez e cegueira."

O mais curioso é estas palavras terem sido escritas por uma judia, e hoje poderem ser transpostas para vários pontos do Mundo. É assim a vida dos palestinianos, dos libaneses, dos iranianos ou dos ucranianos, entre outros povos, especialmente do continente africano.

Sinto que nos estão a querer roubar todas as âncoras...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, junho 30, 2025

É sempre bom voltar a pensar nas coisas que parecem ser mais confusas do que aquilo que realmente são


Antes da conversa de ontem, associava os "limites" mais a ditaduras que a democracias.

Depois de pensar no assunto, percebi que ambas têm limites. 

A grande diferença, é que nas democracias a maior parte dos limites são impostos por nós. Nas ditaduras normalmente acontece o contrário, uma boa maior parte dos limites são impostos pelo Estado (até afixam avisos e tudo...).

Eu sei que é uma forma demasiado simplista de falar destes "limites", mas não se afasta muito da realidade.

Claro que mesmo nas democracias, fazem-nos sentir, cada vez mais, até onde podemos ir. Mas isso acontece também pela dificuldade que temos em lidar com a liberdade, que nunca foi a "utopia", de podermos fazer tudo o que nos apetecesse...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, junho 20, 2024

Os cheiros e outras coisas parvas que fazem parte das conversas


Há dias que falamos sobre coisas parvas. Sei que isso acontece porque este mundo que nos rodeia, também está cada vez mais parvo...

Não vou ao exagero de dizer que está tudo mal nessa coisa que dizem ser a mais inteligente que habita neste planeta quase redondo. Mas o normal é encontrarmos mais caras sisudas que caras sorridentes nas ruas e nos transportes públicos.

Não sei quem foi que começou a falar de "cheiros", mas acho que foi a senhora que disse que teve de fingir que estava com alergia logo de manhã e tapar o nariz, e logo às oito e alguns minutos da manhã, porque um dos companheiros de viagem não devia gastar dinheiro em desodorizantes e também devia evitar tomar banho para poupar água...

Claro que depois a Capital quase que veio abaixo, porque Lisboa há muito que não cheira bem. E diziam eles, que era por causa de quem vinha de fora, não de férias mas em trabalho...

Estavam certos. Se em muitas casas vivem mais de uma dezena de pessoas, deve ser complicado ter condições para dormir, quanto mais para um banhito... E nem vale a pena falar de quem vive em tendas.

Vá lá que só se falou do cheiro do sovaco, não se falou do cheiro dos lugares mais recatados, que fazem as vezes de urinol público...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, maio 22, 2024

Essa coisa que parece boa, de se fingir "que não se passa nada"...


Nunca senti tanto as mudanças de tempo no corpo como agora.

Sei que é sinal de velhice e de perda de qualidades físicas. Mas também sei que é sinal destes tempos estranhos, em que somos brindados com as quatro estações num só dia, porque continua a ser mais fácil e agradável (por enquanto...) fingir que está tudo bem.

Ontem, numa viagem relativamente curta, de apenas 100 quilómetros de carro, fez muito sol, choveu, fez frio, voltou a fazer sol e depois as nuvens ganharam o céu, por um bom bocado, até darem de novo espaço ao sol.

A parte que me é mais desagradável são as enxaquecas. Antes só aconteciam quando arrefecia muito e a minha sinusite dizia presente. Mas aconteciam apenas uma meia-dúzia de vezes por ano...

Mas o que queria dizer, é que me incomoda bastante que as alterações climáticas continuem a ser tratadas como um "fair diver", quase como uma diversão de estudantes rebeldes que pintam montras, cortam estradas, etc.

Basta olhar para o lixo que floresce ao lado dos contentores, diariamente, próximo da minha casa, para perceber estes humanos que me rodeiam. É colocado duas vezes no sítio errado. Fora dos ecopontos e fora dos contentores do lixo geral. 

Não ando a ver quem faz isto, mas calculo que seja gente de todas as gerações, ou seja, há demasiadas pessoas a fingir "que não se passa nada", mesmo que de um momento para o outro, o vento se faça ouvir, irado, e ameace levar tudo à frente...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sábado, maio 11, 2024

«Mudou tanta coisa. Até nós somos outras pessoas...»


Às vezes dá-nos para falar de coisas que são "para esquecer", como é o caso da pandemia (mesmo que possa voltar, mais tarde ou mais cedo).

Há pessoas que quase desapareceram do mapa, como foi a Rita, que encontro muito menos do que devia, porque o "teletrabalho" veio mesmo para ficar, em muitas profissões e ocupações.

A coisa que ela achou mais estranha em mim foi o meu cabelo estar mais cinzento, mesmo que dissesse que me ficava bem. Podia ter falado das "olheiras", coisa que quase não tinha antes do "fecho do país", porque dormia lindamente, coisa que não acontece hoje, em que acordo mais vezes do que devia durante a noite. Ou ainda dos centímetros que tinha a mais na zona abdominal...

Claro que olhámos para trás com humor. Muitas vezes é essa coisa boa, de um dito ou de uma história alegre, que nos anima e faz andar para a frente.

Mesmo assim a Rita disse: «Mudou tanta coisa. Até nós somos outras pessoas...»

E somos mesmo (mas não vou falar do que o Carlos disse, sobre "vinagre" ou sobre "fascistas"...).

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, maio 14, 2022

A Poesia Escreve-se com a Memória e com os Sentidos


Por já ser quase velho, sei que a poesia se escreve quase de mil e uma maneiras. Há até quem diga que é uma mão invisível que o guia até ao mundo das palavras, que têm tanto de bonito como de estranho.

O poeta Pina dizia que a poesia escreve-se com a memória. E dizia muito bem, mas também se podia referir ao romance e ao conto, que seria deles sem a memória...

É por isso que acrescento à memória os sentidos. 

Acho a poesia muito ligada a todos os sentidos, inclusive ao sexto.

É por isso que só escrevo poesia de vez em quando. A memória não é suficiente para me levar a escrever... preciso dos sentidos (todos, até mesmo do sexto)...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha) 


quinta-feira, maio 14, 2020

Jogos com Palavras e com Pessoas


As palavras que escrevemos têm quase sempre mais que uma interpretação. Por uma razão simples: são lidas e sentidas de forma diferente pelas pessoas.

Há até quem consiga descobrir caminhos, que estavam distantes da imaginação do próprio autor...

Pois é, o que não faltam por aí são frases dúbias, por mais simples que queiram ser. Um exemplo? 

«Teu corpo é uma porta sem fechadura, que se abre e fecha como um simples portão de um pátio de aldeia.»

Há quem possa encontrar sensualidade, da mesma forma que há quem se fique pela facilidade... são palavras que tanto podem provocar um sorriso, como cara de caso...

Quase que me apetece dizer, que as palavras são como as pessoas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

segunda-feira, abril 13, 2020

Coisas do Gostar e dos Livros...


Embora as coisas boas tenham sempre mais pessoas a gostar delas... a vida gosta de nos dizer que "há gostos para tudo", e ainda bem. O mundo fica sempre mais rico e, no mínimo, com mais cores.

Mas o gostar não tem apenas a ver com beleza ou qualidade. Todos nós sabemos que o nosso estado de espírito faz com que os nossos dias sejam desiguais, é também por isso que não se vestimos da mesma maneira, todos os dias...

(era para falar de livros e  como me devo ter enganado na rua, estou a afastar-me...)

Queria dizer apenas esta coisa simples: a maneira como agarramos os livros e como eles nos agarram a nós, é que os torna "excelentes" ou "péssimos". E isso nem sempre tem que ver com o apelido que aparece na capa, mesmo que este seja Andresen, Oz, Saramago, Hemingway, Amado, Steinbeck, Torga, Marquez, Auster ou Luís.

Até porque, no meu caso pessoal, adoro gostar de livros de "autores desconhecidos"...

(Fotografia de Luís Eme - Vila Nova da Barquinha)

sábado, março 07, 2020

«Porque sim...»


Há muitas desculpas que podemos arranjar para deixarmos de ler... Como em tudo na vida, umas são mais válidas que outras. 

Talvez a mais pertinente, e razoável, seja a natural perda de visão, "roubada" pelos muitos anos de leituras, que faz com que se demore mais tempo a ler e a perceber as palavras.

Foi por isso que quando ouvi um amigo, sem problemas de visão, desabafar: «Porquê continuar a ler, se me esqueço logo das histórias que estão dentro dos livros?»

Só consegui dizer: «Porque sim...»

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, janeiro 19, 2020

O "Adamastor" Está de Passagem pela Minha Rua...


Lá fora alguém sopra, com quase toda a fúria do mundo. Quase que me apetece acreditar que é o "Adamastor", mesmo sem precisar de ir espreitar a janela.

Sei que ele aparecia mais no meio dos oceanos, mas acredito que, uma vez ou outra, era senhor para vir a terra, levantar um destes alvoroços, que deve dobrar as pobres árvores da minha rua, e pela parte que me toca, faz estremecer os estores, a pouco mais de um metro da minha secretária...

(Fotografia Luís Eme - Cova da Piedade)

domingo, outubro 20, 2019

A Esquerda e a Direita Fazem Parte da Nossa Natureza...


Quando alguns "entendidos" dizem que já não se percebe bem onde começa a direita e acaba a esquerda, têm sempre algum interesse obscuro, em se manifestarem desta maneira. Porque há sempre pequenos nadas que nos dizem o contrário, é não é apenas uma questão da utilização dos braços ou das mãos, ou da direcção que seguimos nas estradas e caminhos...

Uma das coisas que nos definem, nesse espaço vasto das "esquerdas" e "direitas" (sempre houve muitas, umas para reinar, outras para dividir e outras ainda para nos confundir...), é a forma como olhamos e nos situamos no mundo.

Eu por exemplo, sem conhecer a fundo a questão dos Curdos, por sentir há já algum tempo a vontade imensa de alguns povos em os exterminar, não consigo deixar de estar a seu lado. O mesmo se passa em Espanha. Aqui já estou mais dentro das várias questões que dividem a Espanha e a Catalunha. E  é sobretudo a falta de bom senso de quem exerce o poder em Madrid, que faz com que seja cada vez mais "Catalão"...

Sei que estas minhas posições, além de humanistas, também são de esquerda.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, julho 12, 2019

«Também usa vestidos?»


Os tempos de hoje não são para se fazerem perguntas indiscretas, ainda por cima a mulheres, e das que achamos jeitosas.

Sem saber explicar muito bem porquê, hoje apeteceu-me perguntar a uma mulher, que vejo quase diariamente, sempre de calças - simpática até dizer chega na loja onde trabalha e distante nas ruas (como deve ser, diga-se de passagem...) -, uma coisa tão simples, mas que, reconheço, poderia levar-nos para um mundo de sugestões. Era apenas isto: «também usa vestidos?»

Claro que não perguntei. Se fizesse a pergunta na loja, talvez me sorrisse e dissesse: «Uso, mas só em dias de festa». Se perguntasse na rua, era capaz de me olhar com cara de caso e mandar-me para qualquer sitio menos recomendável.

Posso acrescentar que se trata de uma mulher relativamente alta (mais de 1.70 m), de constituição normal e com cabelos compridos (usa-os apanhados na loja). 

Tenho a certeza que ficava mais bonita e mais feminina de vestido...

(Fotografia de Luís Eme - Vila Real de Santo António)

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Olhares com Linhas


Ultimamente tenho tirado fotografias a olhar as "linhas" de edifícios e das ruas. Os telhados, as esquinas e as escadas, têm me merecido uma atenção especial, e sem que exista uma qualquer "ordem natural" da coisa.

Acho que isto de tirar retratos, muitas vezes, funciona quase por simpatia. E penso que se trata de algo, mais instintivo que racional. 

É quase um pacto, ou um "segredo", entre o olhar e o dedo...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, novembro 05, 2018

Ter e Não ter Dinheiro...


Ontem tive uma conversa pouco vulgar, por uma razão simples: o dinheiro normalmente está distante das minhas conversas com gente amiga (bastam as que somos obrigados a ter por causa do "orçamento familiar"...).

Falei com alguém que costuma misturar os sonhos com o dinheiro, coisas que nem sempre casam muito bem... porque a vida está longe de ser uma coisa linear.

Tudo o que ela sonhava e queria fazer, só era possível com uma quantidade quase grande de dinheiro, algo que só estava ao alcance de uma pequena minoria da nossa sociedade.

Foi buscar o filme da sua vida e depois andou  com ele para a frente e para trás, ao mesmo tempo que fazia comentários, quase sempre pouco felizes. 

No final o que sobrou foi uma enorme frustração, por não ter conseguido chegar a quase nenhum dos seus sonhos (gigantes)...

Quando nos despedimos fiquei a pensar na conversa e percebi que o dinheiro nunca esteve directamente ligado à maior parte dos meus sonhos, talvez por não sonhar demasiado alto... 

Mas claro que é melhor ter dinheiro, que não ter. 

É bom viver sem se ter a carteira vazia. É importante ter dinheiro para fazer coisas tão simples como comprar o livro que nos apetece, poder jantar num lugar agradável, ou, oferecer um presente a alguém de quem gostamos...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, agosto 01, 2018

Voltar...


Voltar às rotinas do dia-a-dia, é um processo cada vez mais lento, à medida que os anos vão passando. Talvez por a idade nos ir roubando alguma frescura e também a "esperança" de que o dia de amanhã pode ser melhor que o de hoje...

As temperaturas mediterrânicas também não são uma boa ajuda...

Passei os últimos quinze dias  sempre com Sol, mas com uma temperatura extremamente agradável, sempre abaixo dos 30 graus (o meu limite de bem estar...). O único contra do Sul foram as águas do mar se encontrarem ao nível das da Foz do Arelho ou da Costa de Caparica (refrescando até ao osso...).

Mas não há nada a fazer, senão voltar...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, setembro 22, 2017

Andar a Ver "Veleiros"...

Sempre que se aproximam as "vésperas" de lançar um livro, fico com a cabeça demasiada ocupada por insignificâncias, ao ponto de quase não ler, e também não sentir grande vontade de andar pelas ruas com a "cabeça no ar", em busca de palavras soltas que trazem coladas as histórias dos outros. 

É por isso que ando há uma série de dias a "escrever" quase só para as legendas de imagens...

Sei que "postar" não devia ser obrigação. Mas quando não há muita inspiração... pelo menos que vá aparecendo uma ou outra fotografia, para "desmontar"...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 25, 2017

Diogo Piçarra em Corroios

Podemos não gostar de alguns géneros musicais, ou pelo menos não lhes darmos muita atenção. É isso que acontece comigo em relação ao Diogo Piçarra, que ontem à noite visitou a "melhor sala" de concertos da Margem Sul, o "Palco Carlos Paredes" da Quinta da Marialva, em Corroios.


Mas quando as pessoas são inteligentes, sabem o que querem, e percebem que hoje já não há espaço para "amadorismos", constroem aquilo que se chama um bom espectáculo, que além da música, também precisa de uma boa encenação. 

Foi isso que eu vi, ontem em Corroios, com o Diogo PIçarra, na tradicional festa anual.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, maio 14, 2017

Sábado Escrito com "Três Éfes"...


É impossível não dizer nada sobre o dia de ontem, um sábado escrito com "três éfes".

Como devem ter lido por aqui, muito antes de sábado já estava "intoxicado" com  Fátima. Isso não tem nada que ver com o Papa Francisco, de quem é difícil não gostar (tal como acontecia com João Paulo II), devido à forma simples e directa com que fala de todos os problemas que nos rodeiam. Tem a ver sobretudo com uma igreja que continua a alimentar "milagres" e "segredos", que nem sequer dão grandes histórias de ficção...

O segundo éfe foi sobretudo agradável para mim e para todos os benfiquistas. O Benfica sagrou-se campeão nacional e conquistou pela primeira vez na sua história quatro títulos consecutivos. Mas não me agradou apenas por ser o meu clube, agradou-me por nunca ter assistido a tantas manifestações de mau perder por parte dos responsáveis do Sporting e do FC Porto, colocando tudo e todos em causa, semana após semana. Estes últimos até baptizaram o campeonato de "liga salazar"...

Mas o mais surpreendente (e até mais saboroso) acabou por ser o último "éfe", não de fado, mas de "festival" (da eurovisão), com a vitória de Salvador Sobral, um rapaz calmo e simples (que grande conferência de imprensa!), que encantou a Europa com uma balada, bela e sentida, cantada em português...

(Fotografia de Nino Migliori)

sexta-feira, março 03, 2017

Sou Mesmo uma "Esponja"...

Nem sempre me apercebo da minha capacidade de absorção e transformação (quase em simultâneo) de uma frase que ouço na rua numa pequena história...

E lá vai mais uma "prosa" para a pasta dos "contos malucos"...

E sim, é verdade, há quem escreva sem gostar de  ler livros. Claro que escreve coisas estranhas, normalmente mal construídas, como o fulano que apareceu num clube de leitura e quando começou a falar, contou a história de um livro que ninguém conhecia, nem mesmo ele próprio, pouco dado a leituras...

(Fotografia de Luís Eme - não tem quase nada a ver, mas o bar "A Cerca" ficou mais bonito com este "boneco", com a marca da "Semana do Amor")