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domingo, maio 24, 2026

A quase "piscina-tanque municipal"...


Passei pelo jardim a meio da tarde e reparei em meia dúzia de jovens que aproveitavam o pequeno tanque com repuxo, rente aos azulejos de Manuel Cargaleiro, dos anos cinquenta, para se refrescarem, em mais um dia daqueles...

Como ando sempre com a minha "canon" à mão, tirei dois retratos, a alguma distância, para não quebrar a alegria daquele banho colectivo.

Felizmente não existem em Almada fiscais diligentes, polícias de rua ou cidadãos demasiado zelosos, com a coisa pública... e a ida a banhos deve ter continuado pela tarde fora...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, outubro 31, 2025

Um Outubro que se despede em tons de cinzento...


Da minha janela, virada para o Tejo, olho o "melhor rio do mundo", pintado de cinzento.

Curiosamente, continua belo, mesmo sem ter os tons verdes e azuis habituais, graças às nuvens que escondem o Sol. 

Mas o Sol não se rende e tenta furar as nuvens que lhe dão banho, oferecendo novas tonalidades de cinzento e iluminando as águas do rio...

É o Outubro a despedir-se, quase num quadro a preto e branco, memorável...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


domingo, outubro 12, 2025

A bela praia que gosta de se intrometer nas eleições...


Ontem como estava perto do mar, resolvi passar ao lado das praias da minha infância.

Não esperava encontrar tantos veraneantes tardios, embora os médicos continuem a recomendar o Sol e o ar marítimo, com o célebre iodo, para algumas doenças, como as ósseas, por exemplo.

Fiquei a pensar que, se hoje estiver novamente, "um dia daqueles", há alguns candidatos que vão ficar com menos votos...

(Fotografia de Luís Eme - São Martinho do Porto)


quarta-feira, outubro 01, 2025

O tempo deste tempo...


Outubro começa, os termómetros continuam a andar próximos dos trinta graus. Para uns é uma maravilha, para outros, nem por isso.

Quem gosta muito, muito de mar, daquele mar que tem praia, sol, toalhas, corpos pintados, ainda se pode deitar na areia e brincar com as ondas.

Quem tem de se levantar cedo, apanhar transportes para o trabalho, depara-se com outros quadros... A minha companheira, sensível a cheiros, queixa-se por ter de viajar no mesmo comboio das pessoas que não tomam banho todos dias nem mudam de roupa diariamente... 

São viagens diárias, de pé, com uma proximidade pouco agradável, porque além dos cheiros sujos, há os toques pouco inocentes, de outra gente, com idade para ter juizo.

É o tempo deste tempo...

O tempo que faz com que Benidorm ou Valência, aqui mesmo ao lado, fiquem quase submersas...

É o Outono que começa, curiosamente, menos melancólico, que o costume.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, agosto 29, 2025

Sol, livros, mar, livros, sol, livros, mar livros...


Talvez os frequentadores da minha praia, não sejam pessoas muito normais. Talvez...

Noto isso pelo número de pessoas agarradas a livros que encontro rente aos chapéus de sol, com vista para o mar. 

Até parece que aquele lugar tem uma placa qualquer, invisível, onde se informa qualquer coisa como: "praia aconselhável a leitores de livros".

Sim, o nosso caso esteve longe de ser único (três pessoas com três livros abertos...). E ainda bem. 

Nota não menos importante, havia leitores de todas as idades. Sim, não me venham cá com o "filme" de que os jovens não lêem, eles eram praticamente iguais em número aos pais e aos avós, que gostam de ler deitados e sentados na toalha, a sentir aquela brisa quase azul que vem do Oceano.

Só me faltou mesmo, andar de chapéu em chapéu, a ver o que se lia mais, romances, ensaios ou poesias...

(Fotografia de Luís Eme - Algarve)

Nota: quarta e última crónica algarvia.


sexta-feira, abril 11, 2025

Ver o tempo a fugir por entre os dedos...


Este mês de Abril está ser de muito trabalho.

O curioso, foi a montagem da minha exposição de fotografia (que é inaugurada amanhã...), acabar por servir quase como um momento de distracção, e até descontração.

Há muito tempo que não sentia os dias tão curtos, mesmo que o Sol apareça cada vez mais cedo e vá-se embora mais tarde...

Até parece quase um título de livro ou filme, esta coisa de ver o tempo a fugir por entre os dedos...

(Fotografia de Luís Eme - Costa de Caparica)


quinta-feira, janeiro 02, 2025

O ano que começa...


Haverá quem mude de vida, de forma radical, por várias razões. Talvez as profissionais e amorosas sejam as que mais concorrem para essa necessidade de partir, de ser e fazer, diferente...

Claro que não vão estar à espera do começo do ano, para a tal mudança de vida, por vezes demasiado urgente (é quase uma questão de sobrevivência...).

Nós não queremos fazer coisas diferentes, neste ano que começa. Queremos sim, continuar a fazer as coisas que gostamos. De preferência, melhor. E se possível, com mais prazer ainda.

Talvez tenha sido por isso que ontem mal me levantei, escrevi mais que uma página de histórias, que vão tentar furar este tempo, que se quer afirmar quase "sem história", quase sem os valores que nos tornavam mais iguais.

Também fiz um passeio solitário e fresco pela margem do Tejo, num Ginjal que nesta altura quase que nem consegue ver o Sol (o que ajuda a perceber todos aqueles que só voltavam a fazer vida no Ginjal no começo de Maio, abrindo as janelas e as portas para deitar fora a humidade que devia deixar um cheiro estranho nas divisões das casas...).

Já Cacilhas, esconde o frio e agarra o Sol com tudo o que pode, desde as mãos aos pés, para sonhar com um mundo diferente, mesmo que o bom senso continue a estar longe de ser a melhor característica humana...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


domingo, junho 23, 2024

O Sol é mesmo um Deus...


No nosso canto, ainda só sentimos umas ligeiras transformações, até porque gostamos de Sol (ainda existem campos de golfe no Algarve e tudo)...

Mas no Mediterrâneo as coisas estão longe de ser simples e fáceis.

Ainda estamos em Junho e já se fecham ilhas (aos turistas...), como aconteceu em Capri, na Itália, porque a única água que existe por lá em abundância, é a salgada.

Segundo as notícias do mundo, há várias regiões do planeta (em vários continentes...) onde as temperaturas têm ultrapassado os 50 graus, como se fosse uma coisa normal.

Continuamos a fingir que não é necessário mudar de vida. Não sei bem porquê. Ou talvez saiba.

Sempre fomos bons a inventar coisas, como se a autodestruição fosse o caminho... 

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, abril 28, 2024

O que encontro de mais parecido com este tempo erróneo...


Este tempo anda de tal forma baralhado e enigmático, que farta-se de "trocar as voltas" aos meteorologistas.

Aquilo que encontro de mais parecido, por aqui, na Terra, são os políticos (de todos os continentes e quadrantes...). O que mais nos oferecem é instabilidade, errando com demasiada facilidade nas suas previsões e esquecendo as promessas feitas antes dos votos.

É um mal geral, não é apenas dos nossos: do "saloio", do "lento", do "mentiroso", do "chico-esperto" ou do "fala-barato"...

É caso para dizer que até a Chuva e o Sol, nos andam a tramar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, janeiro 21, 2024

Voltar a abraçar o Sol e o Tejo...


Por muito corajosos que sejamos, o frio e a chuva afastam-nos sempre da rua, que deixa de ser o lugar mais agradável do mundo.

Foi por isso que gostei de voltar às minhas caminhadas mais longas à beira do Tejo e encontrar várias pessoas a quererem absorver um pouco daquele Sol, que brilhava, de mão dada com um céu bem azul.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, agosto 14, 2023

A Ponte é uma Passagem para as Férias


Percebe-se nas ruas da cidade que há menos movimento.

Não é apenas este Sol, pois ele anda abrasador há pelo menos um mês, mais dia menos dia.

Conversa que se vai ouvindo daqui e dali e percebe-se que é coisa do calendário, de um 15 de Agosto que calha a uma terça e da malta que antecipa as férias em um dia e começa a fazer contas a partir de sexta à tarde, ganhando mais uns dias de descanso (se contarmos com o tal fim de semana...). 

Claro que são uns contas que podem não bater certo, mas isso é o menos importante. Sabe tão bem pensar que se vai trabalhar mais tarde e que se "deu meia-volta ao patrão"...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


sexta-feira, abril 07, 2023

Semana Santa com Sol e Sombra


Tenho a sensação de que a chamada "Semana Santa" é cada vez mais aproveitada pelo turismo e menos pela religião.

Mesmo o chamado "turismo religioso" não tem qualquer hipótese de competir com o "turismo de praia", com estas temperaturas próximas dos trinta graus.

E não há mais gente a aproveitar esta "escapadinha", porque há muitas famílias que não podem mesmo ir para fora e aproveitar o Sol e a beleza das praias e dos campos.

A sombra não paira apenas na Igreja, paira também nas famílias portuguesas, cada vez com mais dificuldades em sobreviver a esta inflacção, que é um "doce" para o capital... 

(Fotografia de Luís Eme - Algarve)


domingo, novembro 21, 2021

A Polónia e a Bielorrússia tão Longe...


Quase que parece que a Polónia e a Bieolorrússia ficam num outro continente, algures no Oriente, em África ou na América Latina, onde ainda existem mais que um tipo de seres humanos.

Mas não, ficam mesmo na Europa...

Com o passar do tempo, fomos perdendo a noção do que realmente devia contar nas nossas vidas. Talvez tudo comece na dificuldade cada vez maior em distinguir ética de moral, alimentando um egoísmo que faz com que se privilegie cada vez mais o "eu", ignorando o "nós". 

Talvez estejamos já num ponto sem retorno e não nos seja possível voltar a reencontrar a nossa condição humana.

Isso ajuda a explicar a nossa passividade em relação aos passos que temos de dar para tentarmos salvar a Terra, que nos acolhe com cada vez menos serenidade.

Pensei nisto enquanto chovia e fazia sol em simultâneo, a meio da tarde... e eu esperava que este vencesse a chuva, debaixo dum varandim...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sábado, novembro 06, 2021

«O Inverno ainda não veio. Foi só o frio que chegou.»


As pessoas dizem coisas que parecem não ter muito nexo, pela forma descontraída como se usam as palavras.

Quando ouvi a senhora da tabacaria a dizer que «o Inverno ainda não veio. Foi só o frio que chegou.» Percebi perfeitamente o que ela quis dizer. 

Estava frio sim, mas os dias continuavam a ser de Sol, até se podia passear na praia e tudo.  

Claro que mesmo com Sol, o homem dos sorvetes agora vende castanhas. Ele não é parvo nenhum e sabe que agora o que apetece mesmo são as "quentes e boas"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, agosto 14, 2021

O Humor e o Drama "Adoram-se"...


Sempre fomos bons a misturar o humor com o drama dos nossos dias. É possível que isso aconteça por normalmente a "vida" não nos oferecer grandes motivos para sorrir...

Pode ser a explicação para o quase "vício" de vivermos as vitórias dos outros, especialmente no futebol, esse ópio popular que tanto jeito tem dado aos políticos, de Lisboa a Trás-do-Outeiro (o normal é os costas, os medinas e os moreiras andarem às palmadinhas nas costas com os dirigentes do "chuto na bola"...).

Toda esta prosa, porque afinal a onda de calor, sempre veio, apesar dos meteorologistas (coitados, fartam-se de meter água, mesmo em tempo de seca...), dizerem que "era outra coisa"...

E um dos meus amigos, que se tivesse jeito para o desenho podia ser um "Vilhena", disse na esplanada suada que "há vida para lá dos 50 graus", acrescentando de seguida, com o ar mais sério do mundo, enquanto limpava o suor da testa, "para répteis e insectos".

(Fotografia de Luís Eme - Algarve)


quarta-feira, maio 26, 2021

Nem Portugal é uma "República das Bananas" nem os "Portugueses são uns Bananas"


Embora perceba a nossa dependência económica em relação ao turismo, estou longe de concordar com a postura de governantes como António Costa (e outros membros do seu governo...), que só faltou estender a "passadeira vermelha" aos ingleses no Algarve. 

É por causa desta postura subserviente em relação ao exterior, que alguns dos nossos visitantes pensam que estão numa "República das Bananas". E para piorar a questão, a nossa simpatia - muitas vezes exagerada... - faz com que alguns ingleses, holandeses  e alemães pensem que os "portugueses são uns bananas".

Quando reparo que 90% dos estrangeiros com quem me cruzo (a maioria jovens) não usam máscara, quando a regra não é bem essa (só se dispensa a máscara quando é possível manter a distância social...), fico a pensar que fazem isso porque ninguém lhes chama a atenção. Se a polícia fizesse o seu papel nas ruas (com multas e tudo), talvez eles começassem a pensar, que afinal, não somos "bananas" nem vivemos numa "república delas"...

Claro que não é de agora esta postura dos estrangeiros. Os holandeses no país deles dizem que nós o que queremos é "sol, praia e cerveja". Mas depois vêm para cá, e além do "sol, da praia e da cerveja" (esqueci-me das mulheres, como muito bem a Té escreveu, embora sejam elas, muitas vezes louras, que têm um certo fascínio pelos latinos do mediterrâneo...), ainda gostam de provocar desacatos, infringindo as regras que cumprem no seu país. Os ingleses e os alemães, embora não nos tenham passado o mesmo "carimbo" que os holandeses, têm o mesmo comportamento. Se no país deles não deitam nada para o chão, por cá gostam de deixar rasto por onde passam, com latas e garrafas de bebidas (muitas vezes partidas...).

Sei que fazem o mesmo em Espanha, Grécia ou Itália. 

É por isso que me faz muita confusão que esta gente de pele e cabelo clara, não saiba saborear e respeitar a liberdade que se vive no Mediterrâneo...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, abril 07, 2021

Saudades de Ver "O Mundo a Passar"...


Estávamos todos a precisar das esplanadas.

O Sol, os donos dos cafés, e os outros, que neste caso particular, somos nós.

E não tem de ser necessariamente para estudar ou escrever. Pode ser apenas para ver "o mundo a passar"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, julho 21, 2020

Estes Dias Quase Amarelos...


Estes dias quase amarelos, com  o Sol a brincar às escondidas com umas nuvens esquisitas, que deixam passar o calor, só escondem a luz, são no mínimo estranhos...

E depois, o corpo é que paga... como cantava o António. A roupa cola-se ao corpo, o suor escorre pela testa, mesmo quando estamos quase parados...

Nem as trovoadas nocturnas nos dão descanso.  

Sem darmos por isso, estamos cada vez mais perto do Norte de África...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, maio 16, 2020

Incertezas Temporais...


Ontem esteve um dia quase de "dilúvio", com trovões e aquela chuva que molha mesmo com guarda-chuva... Hoje, esteve bom até para ir molhar os pés no mar... (apesar das recomendações contrariarem este gosto).

Estas "incertezas temporais" deixam-nos sempre marcas no corpo... Só me falta por cá o meu avô materno, para me contar uma história e aproveitar estas "diferenças", para dizer que isto nunca mais foi o mesmo desde que os homens puseram os pés na Lua...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, novembro 04, 2019

Instabilidades e Memórias...


O tempo instável tanto pode ser uma coisa boa como uma chatice do caraças.

Depende dos momentos, de como usamos e abusamos do Sol, da Chuva ou das nuvens.

Sabe bem estar perto de uma janela a ver a chuva a cair e as pessoas a circularem, com e sem chapéus (é coisa que me ficou da meninice, da visão da janela da sala, onde ficava, quase hipnotizado a ver a chuva a cair, as pessoas a fugirem das poças de água  - a estrada ainda não estava alcatroada - e a esquivarem-se dos poucos carros que circulavam e as "pintavam" de castanho...).

Menos bom é olharmos para o relógio e percebermos que temos de nos fazer à rua, sem chapéu de chuva, quando a água promete cair sem parar...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)