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segunda-feira, maio 19, 2025

Manias de grandeza no meio da pobreza...


Pode parecer estranho a pessoas normais, haver emigrantes que se acham "de primeira", ao ponto de serem tão - ou mais racistas - que os brancos de cabelo curto, que fingem ser "arianos", em relação a outros povos, que chegam ao nosso país vindos do Oriente.

Como cada vez vejo menos televisão. Não vi a senhora brasileira que falou ontem à noite para as câmaras, durante os festejos da "vitória" do Chega. Mas hoje li o que escreveu Vicente Nunes no "Público" que, entre outras coisas, explica o quanto a ignorância é atrevida:

«Mulher, negra e imigrante. A brasileira que fez questão de ir às comemorações do Chega, partido de extrema-direita que elegeu 58 deputados para a Assembleia da República, é o retrato claro de parcela dos imigrantes que estão em Portugal e defendem, equivocadamente, políticas restritivas para quem vêm de fora com o intuito de construir uma nova vida no país.
Em um tom acima do normal, olhando para as câmaras das tevês, ela ressalta que é trabalhadora, que paga seus impostos, como se os demais imigrantes fossem vagabundos e só estivessem em território luso para se aproveitarem de benesses governamentais, como prega o líder do partido radical, André Ventura.»

Pois é, parece que cada vez há mais gente que adora "dar tiros nos pés" e "lamber as botas" a quem os insulta e explora...

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)


domingo, março 09, 2025

Coisas difíceis de entender...


Sei que este título é enganador. Podem pensar que vou escrever sobre a "rábula" encenada pelos sociais democratas, que acham ser possível dar "tiros nos pés" e mesmo assim, melhorar o número de votos (tendo como referência as últimas eleições). É a única explicação que encontro para a sua aposta em novas legislativas....

Vou falar de eleições, mas num outro prisma, mais focado na sociedade em que estamos inseridos.

Não consigo perceber que, num país como o nosso, onde se vive com cada vez mais dificuldades económicas, a maior parte das pessoas que votam, ofereçam o seu voto aos partidos de direita, que defendem tudo menos os seus interesses.

Não é por acaso, que o fosso entre ricos e pobres está cada vez mais largo e fundo, com os ricos a serem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

E tudo indica que é que vai continuar a acontecer, com novas eleições para o Parlamento...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


terça-feira, fevereiro 25, 2025

O pão, a verdadeira "gasolina" das nossas vidas...


Faz-me confusão o que acontece hoje com o leite e o pão, que continuam a ser alimentos essenciais na vida das pessoas, principalmente para as mais pobres, e mesmo assim, deixaram de ter qualquer protecção, recebendo aumentos como qualquer outro produto.

Talvez não falte muito para serem olhados da mesma forma pelo mercado, que o gasóleo e a gasolina, com subidas e descidas quase semanais (até porque devem continuar a ser os alimentos mais vendidos)...

Talvez seja este o maior reflexo do capitalismo que nos comanda as vidas (sem termos pedido), disfarçado de liberalismo e até de social democracia, que mostra as garras de uma forma cada vez mais destemida.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, novembro 17, 2024

"Vinde a mim, pobrezinhos do mundo..."


Os dias disto e daquilo, sobrepõem-se cada vez mais. Hoje era  dia mundial de pelo menos três coisas diferentes. Apenas vou falar de uma delas, por esta continuar a ser um dos nossos maiores flagelos sociais: a pobreza.

Depois dos tristes anos da "troika" (com o nosso Governo a ir ainda mais longe que essa gente...), o fosso entre ricos e pobres, em vez de diminuir, foi aumentando. Haverá várias explicações para isso acontecer, mas hoje nem me quero focar muito no "capitalismo selvagem" ou nas "más políticas sociais" de um partido, que de socialista só tem o nome, muito menos do seu sucedâneo, que nunca escondeu ao que vem.

Quero falar sim de toda uma indústria que tem florescido em volta dos "pobrezinhos" (sem meter no mesmo saco as associações de voluntários que tentam mesmo ajudar as pessoas...), que gosta de "coitadinhos" e se esforça para roubar a dignidade ao ser humano. 

Indústria que tem a seu lado uma igreja quase moribunda, que também sempre fez a sua "luta" em redor dos "pobrezinhos", e claro, as grandes famílias do poder, que sempre gostaram de distribuir esmolas. Com algumas "esposas do regime" a voltarem a ter a sua "corte de pobrezinhos" a quem dão "pão e agasalhos", e claro, a fazerem o respectivo sorteio, para terem um "pobrezinho" na mesa de Natal...

É por estas pequenas grandes coisas, que se percebe que crescemos muito pouco, como seres humanos. Tenho cada vez mais vergonha de viver numa sociedade que se alimenta e alimenta este "mundo dos coitadinhos", que prefere dar esmolas em vez do pagamento justo pelo trabalho.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)