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quinta-feira, abril 23, 2026

A Liberdade com livros e os livros com Liberdade...


A proximidade do Dia Mundial do Livro com o 25 de Abril é um bom pretexto para afirmar que a literatura é uma das forma artísticas mais livres que existem, por estar muito ligada à imaginação, ao sonho, à história e às pessoas.

E também é uma forma de recordar, de resistir, de denunciar, de agir.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, abril 01, 2026

Um dia que quase perdeu a graça


A mentira está de tal forma institucionalizada, que as habituais brincadeiras do primeiro dia de Abril quase que deixaram de fazer sentido.

Quem diria que este dia iria perder a graça...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, março 19, 2026

Um mundo que teima em ser mais masculino que feminino...


Podia dar dezenas (ou centenas...) de exemplos de um mundo que finge ser igual para os homens e as mulheres, mas que sempre que pode, trata-as de maneira diferente.

Podia começar pela parte material, em que para a mesma tarefa é normal existirem ordenados diferentes. Há patrões que até se dão ao desplante de fazer referência à função de "chefe de família", colocando em segundo plano as tarefas que ambos realizam...

Mas o que vou falar é do desporto. Soube de três casos de clubes (um deles conhecido a nível nacional, a Académica de Coimbra...) em que por dificuldades financeiras, as primeiras modalidades a fecharem foram as secções femininas. Em qualquer um destes casos, nem sequer se deram ao trabalho de ouvir as atletas ou os seus familiares, para estudaram com ambos qualquer possibilidade de viabilidade...

O curioso disto tudo é ver à parte mais direita de quem nos representa no Parlamento, querer mudar tanto a Constituição, quando, apesar de ser a principal lei do país, se percebe que continua a contar pouco no nosso dia a dia, numa coisa tão concreta como a igualdade de oportunidades para todos, homens e mulheres. 

Nota: Por ser dia do Pai, é uma boa oportunidade para falar dos direitos da minha filha, que são mais pequenos, curtos e estreitos que os do meu filho...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, março 08, 2026

Uma homenagem diferente às mulheres, com um poema de uma grande poeta...

 


sou um homem e pinto
 
acontece-me frequentemente sair de casa
para escolher uma mulher na rua,
uma desconhecida, alguém cujo rosto seja um poema, 
ou simplesmente um rosto.
visto umas calças e uma camisa velha 
e saio na hora de ponta,
envolvo-me na multidão e atravesso ruas sem parar,
até encontrar esta mulher.
 
já trouxe para casa mulheres cegas,
são fáceis de pintar,
tiram a roupa tão depressa como tiram os óculos
e despem-me em igualdade de circunstâncias.
não me fazem perguntas, falam das condições do tempo,
numa espécie de arrefecimento gradual
que vão experimentando com a idade,
e quase sempre me oferecem o corpo.
 
já trouxe mulheres solteiras, muito jovens,
ainda virgens, comportam-se timidamente,
não mexem em nada, fazem gestos de grande ignorância,
encolhem-se sobre a sua própria magreza,
enrolam fios de cabelo nos dedos, à espera das palavras.
 
já tenho recebido mulheres casadas, estupidamente infelizes,
que deixam os filhos na escola e chegam extenuadas,
como se a tarefa da maternidade fosse invencível,
ou estas visitas pudessem aliviá-las.
 
há uma que vem todas as sextas-feiras, descalça, 
com os olhos cheios de perguntas,
as mãos tão brancas e doridas, a pele enrugada,
cada ruga um enigma para o meu complexo ofício de pintor.
 
hoje, quando chegou, pediu-me com gentileza,
ponha algumas flores no meu retrato,
e foi sentar-se na cadeira.
depois, quando viu o retrato disse, 
ficam já estas para as que me faltarem na campa, e saiu.
 
alice macedo campos

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, fevereiro 16, 2026

A forma como olhamos para as segundas-feiras...


É curiosa a forma como olhamos para este primeiro dia da semana.

Tem muito a ver com o que fazemos. Como olhamos para a segunda, que devia chamar-se primeira. 

Sei que quem tem de trabalhar para os outros e há muito que não se sente feliz no emprego, não acha graça nenhuma a este primeiro dia da semana. É quase sempre o começo de mais uma semana de "pesadelo"...

Quem como eu trabalha todos os dias, sem pensar em segundas, domingos, feriados, muitas vezes perde-se no tempo. Claro que no meio das desvantagens, como por exemplo esquecer-me que amanhã é carnaval, há a vantagem de já não me lembrar de quanto pode ser angustiante, uma segunda-feira...

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)


sexta-feira, julho 25, 2025

O tempo e os tremeliques da terra...


Uma das melhores coisas que acontecem, quando estamos de férias, é perdermos a noção dos dias da semana. 

Se não trouxermos "chatices" coladas aos calções, nem outras coisas que tenham o condão de sinalizar os dias, sinto que amanhã tanto pode ser quinta, sexta ou sábado...

(Claro que também sei que há sempre alguém que nos lembra, e diz: «olha que amanhã é sábado»)

E mesmo que não queira saber do mundo nem veja notícias, eis que a minha filha me dá a novidade que de madrugada houve um sismo, que veio da Madeira até ao Continente e que em Lisboa ultrapassou o número cinco da escala...

E é a falar dos tremeliques da terra - que se chegaram ao Sul, não dei por nada -, que vou ali e já venho...

(Fotografia de Luís Eme - Algarve)


terça-feira, julho 15, 2025

Há sempre coisas que têm de ficar para amanhã...


Delegaram-me a missão de colocar determinada pessoa a par de um projecto colectivo comum, depois de uma reunião com avanços importantes.

Por ela estar envolvida numa iniciativa que estava a decorrer, deram-me um outro nome feminino, de uma espécie de secretária, com quem poderia falar e colocá-la a par de tudo.

Cheguei e perguntei se era possível falar com a tal senhora. Telefonaram e depois perguntaram-me qual era a temática, expliquei de uma forma sintética o que me tinha levado ali. Do lado de lá recebi a informação de que ela também estava muito ocupada com o mesmo certame e que o melhor seria aparecer noutra altura. Agradeci a atenção.

Depois de ter saído, segundos depois resolvi voltar a entrar. De repente  tive uma ideia quase luminosa. Pensei que me poderia voltar a acontecer a mesma coisa, no dia seguinte, receber a resposta de que ela "estar demasiado ocupada para falar comigo". E então voltei à recepção e disse ao rapaz do telefone se poderia perguntar à senhorita, se havia uma hora em que ela me pudesse receber, no dia seguinte.

Enquanto esperava resposta, ainda desabafei que estava a ficar velho demais, para aqueles jogos, ainda por cima quando estava em causa um projecto colectivo...

Segundos depois, veio a resposta. Sim, era possível falarmos, às 16 horas, de quarta-feira...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, junho 13, 2025

A voracidade dos dias...


Se passasse outro fim de semana, ou mesmo uma semana, perdido - ou achado - no interior, sem ligar a televisão ou abrir o computador (como não uso smartphone é menos uma ligação ao mundo com que me preocupo...), a guerra entre Israel e o Irão passava-me ao lado, assim como a pretensa transformação do país que se afirmava como "o mais livre do mundo", numa ditadura trampista (sim, é sobretudo de trampa que se fala...).

Esquecia a frase que tinha escrito, quando olhei para trás e pensei nas muitas coisas que planeio fazer e não faço.

Acabara de me confrontar com duas coisas, quase paralelas: ter ideias a mais e coragem a menos...

E agora que os dias parecem ter menos horas (onde é que já vão as 24...), ainda há a desculpa, quase literária, da "voracidade dos dias", para tentar explicar esta inércia cada vez mais natural...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


terça-feira, junho 10, 2025

Lá estamos nós, no dia que é muitos dias...


Este dia que podia ser só de Portugal e das Comunidades, também é de Camões, o nosso poeta Luís, que foi capaz de escrever sonetos há mais quinhentos anos, que ainda fazem sentido e têm beleza... e até são cantados...

Pensar que quando a Amália resolveu trazer Camões para o fado, foi quase um escândalo nacional. Nem o meu querido Zé Gomes Ferreira achou graça, apesar de ser bastante avançado para o seu tempo. E depois vieram outros poetas até às vielas, numa clara demonstração do bom gosto da "Rainha do Fado".

Felizmente o Luís também era um homem do futuro, sabia que "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades".

Foi por isso que compreendeu, como poucos, que  "todo o mundo é composto de mudança".

São estas pequenas grandes coisas que fazem com que Luís de Camões continua a ser o nosso "poeta maior".

(Fotografia de Luís Eme - Constância)


sábado, maio 10, 2025

Como se ganha uma manhã, um dia...


Foi bom acordar cheio de ideias sobre um livro que anda mais que na minha cabeça. Sim, ele tem de ser realidade, no final do Verão, terá de estar pronto para ganhar asas e voar por aí...

Foi por isso que a primeira coisa que fiz, na companhia do café e da torrada, foi sentar-me e registar num documento do PC as ideias que quase que se "atropelavam", com a boa sensação de estar a recuperar o "tempo perdido".

Foi uma manhã ganha. Aliás, um dia ganho. E ainda agora começou...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, maio 01, 2025

O Primeiro de Maio continua a ser demasiado bonito e sentido


Faz-me confusão, que até o Dia do Trabalhador, tenha sido banalizado, especialmente pelos adeptos do consumismo.

Sei que essa tem sido a luta dos patrões, pelo menos desde Abril, desviar quem trabalha de rumos que se podem tornar perigosos, ao ponto de os puder levar de regresso à defesa os seus direitos laborais de um rumo.

Pois... parece que o conseguiram, mesmo que o Primeiro de Maio seja demasiado bonito e sentido, para ser trocado "por um prato de lentilhas"...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


quinta-feira, abril 24, 2025

Abril é Abril, mesmo que lhe queiram chamar outra coisa...


Cinquenta e um anos deviam ser tempo mais que suficiente para todos percebermos que, Abril é Abril, mesmo que lhe queiram chamar outra coisa...

Abril é Abril, mas continua a não ser igual para todos. Nem todos gostam da cor, dos cheiros, e até da alegria de se andar de mão dada com a liberdade pelas ruas (se pudessem iam passar uns dias à Polinésia...). 

Abril é Abril, mas nem todos querem, e gostam, de igualdade. Gostam sim de misturar as coisas e de fingir que não percebem que podemos ser iguais, continuando diferentes. 

Sim, não precisamos de nos vestir da mesma maneira nem de comprarmos ou comermos as mesmas coisas, para vivermos Abril mesmo em Novembro. 

Normalmente quem não gosta de ouvir falar em igualdade, tem aquele "sonho antigo", de um dia qualquer, conseguir ser "mais que os outros". Isso sim, é importante.

É gente que nunca se contenta com  "igualdades", querem sim, um mundo só para eles...

Felizmente hoje já são mais previsíveis. 

O primeiro sinal que dão, é não gostar de cravos, a flor de Abril que é Abril...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, abril 23, 2025

Ter uma livraria na cidade é outra coisa...


Hoje comemora-se o "Dia Mundial do Livro".

Podia falar de livros, mas prefiro falar de livrarias (é quase a mesma coisa). Ou seja, da alegria de Almada ter voltado a ter uma livraria, depois de vários anos sem um único espaço comercial livreiro, no centro da Cidade (existia uma ou outra resistente, como a "Escriba" na Cova da Piedade, mas é um espaço demasiado pequeno...) 

Não tenho grandes dúvidas de que o regresso da "Bertrand" a Almada, foi uma boa aposta comercial (a renda deve ser inferior e as vendas não são menores do que quando estavam no "Almada Fórum"...).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, março 21, 2025

«Sou Poeta!»


Ser poeta continua a ter muito que se lhe diga, no nosso país e nos países outros. Foi por saber isso que um dia qualquer escrevi estas palavras:


«Sou Poeta!»
  
Quando lhe perguntam a profissão,
responde sempre:
- Sou poeta!
Gosta de ser olhado de alto abaixo,
como se os outros andassem a ver
de onde lhe faltava um parafuso.
 
Que satisfação boa e secreta…


Luís [Alves] Milheiro


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

 

sábado, março 08, 2025

As mulheres, a política e o voto "contra elas próprias"...


Continua a fazer-me bastante confusão a forma bastante peculiar, e desigual, com que se olha para a mulher, no nosso país e no mundo.

Por hoje se festejar o "Dia Internacional da Mulher", ainda é mais pertinente escrever algumas linhas sobre algumas das diferenças, que já se deviam ter esbatido, até por muitas delas estarem legisladas. 

Só falta mesmo colocá-las em prática...

Lançando um olhar ainda mais abrangente, não consigo entender os exemplos do Brasil (quando elegeu Bolsonaro) e dos EUA (que agora reelegeu Trump), sem ficar estupefacto. 

Se pensarmos que as mulheres normalmente estão em igualdade (e às vezes até em maioria...), em relação ao número de votantes, não compreendo como é que são possíveis estes resultados eleitorais. Fico sempre com a sensação de que as mulheres votam "contra elas próprias" (tal como algumas minorias...).

Ou seja, sinto que há mudanças que dependem mais delas, que da própria sociedade. Pelo menos no dia das eleições...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, agosto 24, 2024

Sei que é perigoso, mas...


Sei que é ligeiramente perigoso dizer isto, mas confesso que já estava com saudades de um céu carregado de nuvens...

Pensei nisto na noite de quinta para sexta, quando elas passavam a grande velocidade pela Lua.

E ontem o céu quase que perdeu o azul, logo de manhã.

Claro que hoje é outro dia, isto agora são tudo coisas passageiras. 

Aquilo que chamamos "tempo", está apostado em nos ir enlouquecendo, ao perceber que continuamos a fazer as mesmas coisas que fazíamos antes, apesar de ele dar mostras de estar cada vez mais irritado connosco...

(Fotografia de Luís Eme - Céu)

segunda-feira, junho 10, 2024

Camões do Tamanho de Portugal


Luís de Camões é, sem qualquer dúvida, o nosso grande poeta da história. 

Sei que há Fernando Pessoa, mas não nos devemos esquecer que Camões é do século XVI...

Por hoje ser aquele dia que é muitas coisas, até Dia de Portugal, a melhor combinação continua a ser o Dia de Camões.

E nada melhor que esta fotografia tirada na Feira do Livro, para homenagear o nosso Poeta, que além de excepcional vate, via melhor com um só olho que muito boa gente com dois...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, abril 28, 2024

O que encontro de mais parecido com este tempo erróneo...


Este tempo anda de tal forma baralhado e enigmático, que farta-se de "trocar as voltas" aos meteorologistas.

Aquilo que encontro de mais parecido, por aqui, na Terra, são os políticos (de todos os continentes e quadrantes...). O que mais nos oferecem é instabilidade, errando com demasiada facilidade nas suas previsões e esquecendo as promessas feitas antes dos votos.

É um mal geral, não é apenas dos nossos: do "saloio", do "lento", do "mentiroso", do "chico-esperto" ou do "fala-barato"...

É caso para dizer que até a Chuva e o Sol, nos andam a tramar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


terça-feira, abril 23, 2024

Cada vez ligo menos aos dias disto e daquilo...


Não devia dizer isto (é de livros que se trata), mas cada vez ligo menos aos dias disto e daquilo.

Não foi por isso, mas, consegui, sem esforço, não ler nenhuma página de um livro, e melhor ainda, não comprei também nenhum livro. Mas evitei passar em frente da "Bertrand", podia estar alguém por ali e chamar-me...

A única coisa que fiz de "condenável", foi pegar em vários livros, para os mudar de lugar (estava distraído e...).

O maia curioso, foi a meio da tarde, ter-me cruzado com uma jovem com a pele morena de África, de óculos e com uma máscara pandémica a esconder-lhe parte do rosto, a caminhar e a ler.

Quando nos cruzámos, olhou para mim, talvez espantada, por perceber que olhava para ela e para o livro. Parecia uma jovem presa ao telemóvel, sem sequer olhar para o passeio. Felizmente era um livro que tinha nas mãos (devia ser dos bons...). Não a fotografei, porque dava demasiado nas vistas.

Pensei que não devia ligar aquele pormenor, até porque me cruzo com mais leitoras nos outros dias, que não têm livro como apelido. 

E não devia mesmo, porque para mim todos os dias são dias do livro, menos o dia de hoje...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, março 08, 2024

Um oito de Março que continua a ser necessário...


Nunca pensei que o 8 de Março durasse tanto tempo, e que continuasse a ser tão necessário. 

De uma forma, ingénua (eu sei), pensei que seria possível em pouco mais de uma década, chegarmos à igualdade plena, de direitos e deveres, entre as mulheres e os homens.

Infelizmente a forma como a nossa sociedade aceita estas "desigualdades" (com muitas mulheres a serem as maiores inimigas das outras mulheres...), às vezes quase de mãos nos bolsos, faz com que se perceba que talvez se tenha de fazer mesmo, uma revolução (não se vai lá, com toda a certeza, com a oferta de flores ao dia oito do costume...).

Poderia falar de vários sintomas desta desigualdade, mas vou-me focar em apenas dois, que na minha opinião, são dos mais graves.

Começo pela diferença de ordenados para as mesmas funções, que continua a ser uma realidade no nosso complexo mundo laboral. Será muito difícil de eliminar (pelo menos no sector privado), enquanto o capitalismo reinar, de uma forma cada vez mais "selvagem", com a conivência dos governos, que se fingem democráticos e igualitários.

Mas o maior dos flagelos continua a ser a violência, que é exercida no próprio lar, por todos aqueles que se acham "donos" das mulheres que um dia desposaram. É uma vergonha para todos os homens, o número de mulheres que continuam a ser vitimas de violência doméstica no nosso país (muitas perdem a vida...). 

Isso explica muita coisa. Até o crescimento da extrema-direita...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)