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sexta-feira, agosto 22, 2025

A escolha de "escudos humanos" na política


Quando se chefia um governo, há sempre a tentação de escolher ministros, cuja função principal é serem "escudos humanos", estarem lá para apanharem a "porrada" destinada ao primeiro-ministro.

É sempre uma atitude cobarde. Esta cobardia só sobe de nível, quando se escolhem mulheres para fazerem de "escudo", usando as suas aparentes fragilidades.

O "conde de monteverde" é perito nisso, não só se esquiva às perguntas como tem a mania que é bom a brincar ao "toca e foge". 

Além de ter uma ministra da Saúde disposta a fazer todos os tipos de papeis, também escolheu para a pasta da Administração Interna (antes e agora), duas mulheres competentes, mas com dificuldades em comunicar debaixo de pressão e em vestir fatos que não lhes estão à medida.

Ou seja, quando for preciso "rolarem cabeças", tem a dele longe do "cadafalso"... Até porque já começa a ser tarde demais para continuar a empurrar culpas para os suspeitos do costume (PS), dois governos e dois Verões depois...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, junho 13, 2025

A voracidade dos dias...


Se passasse outro fim de semana, ou mesmo uma semana, perdido - ou achado - no interior, sem ligar a televisão ou abrir o computador (como não uso smartphone é menos uma ligação ao mundo com que me preocupo...), a guerra entre Israel e o Irão passava-me ao lado, assim como a pretensa transformação do país que se afirmava como "o mais livre do mundo", numa ditadura trampista (sim, é sobretudo de trampa que se fala...).

Esquecia a frase que tinha escrito, quando olhei para trás e pensei nas muitas coisas que planeio fazer e não faço.

Acabara de me confrontar com duas coisas, quase paralelas: ter ideias a mais e coragem a menos...

E agora que os dias parecem ter menos horas (onde é que já vão as 24...), ainda há a desculpa, quase literária, da "voracidade dos dias", para tentar explicar esta inércia cada vez mais natural...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


sábado, setembro 16, 2023

Somos todos menos tolerantes...


Os jovens servem para tantas coisas nas nossas sociedade, até para nossos "bodes expiatórios".

Foi o que pensei quando ouvi um senhor de fato e gravata a dizer na televisão (penso que foi um inspector da judiciária...), que os jovens de hoje são muito pouco tolerantes,  tentando explicar o inexplicável.

Só que não são só os jovens, é toda uma sociedade. Gente de todas as idades que comunica casa vez menos com os outros (se esquecermos as mensagens, claro), que se fecha na sua concha e tolera cada vez menos quem os rodeia. 

O mais grave, é que são incapazes de perceber metade do que se está a passar à sua volta...

Sei que sou um "marginal", e que devia ter vergonha de dizer (e escrever) que só uso o telemóvel para telefonar (e cada vez menos...). Mas não sou só um rapaz das margens (até vivo na Margem Sul e tudo...), sou também um "olhador", atento a tudo o que me rodeia. 

Sim, não perdi o hábito de andar na rua de cabeça levantada, sem medo de olhar as nuvens que prometem chuva e os rostos que se baixam e escondem atrás de um rectângulo quadrado, que finge ter o mundo lá dentro...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)