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terça-feira, janeiro 03, 2023

Um mundo quase de pernas para o ar, com muitas "intoxicações Informativas" e vários "trocadores de tintas"...


Chegou-se a um tempo em tudo parece ser possível, quase sempre no pior sentido. Isto passa-se ao mais alto nível, mas também no dia a dia, nas nossas ruas. 

Já todos percebemos, que de alguma forma esta mudança está a abrir as portas ao crescimento da extrema-direita e à existência de mais regimes ditatoriais. Vêem-se pessoas aparentemente normais com discursos onde se percebe que querem uma sociedade com mais repressão e menos liberdade.

Normalmente chamamos "populismo" ao aproveitamento de todas as ondas de descontentamento (esta semana li que o líder do CDS, que irá fazer tudo para voltar a ter alguma relevância política, a pedir IVA zero para os produtos essenciais, como foi feito em Espanha, algo que faria mais sentido se fosse pedido pelo PCP ou BE, pois vai contra a história e o conservadorismo do seu partido...). 

Infelizmente, com a quase "intoxicação" informativa dos nossos dias - não é só nas redes sociais, existe também um crescimento do jornalismo "tóxico", das meias verdades e das meias mentiras -, se as pessoas não estiverem bem informadas e não pensarem pela sua cabeça, são facilmente levadas à certa, por estes discursos.

Penso que a extrema-direita só não tem crescido mais no nosso país, porque o principal responsável do Chega "nasceu" num programa televisivo de desporto com pouca credibilidade, onde se podia dizer uma coisa hoje e o seu contrário amanhã. Ou seja, facilmente se percebe que é um "trocador de tintas"... 

(Fotografia de Luís Eme - Barreiro)


domingo, fevereiro 06, 2022

A "Vox Populi" e a Cobardia Habitual


Sempre ouvi dizer que é um acto de nobreza e de dignidade, não bater em quem já se encontra no chão. Mas não é por isso que a expressão popular, "bater no céguinho", alguma vez deixou de ser um passatempo nacional (provavelmente mundial...). Há mesmo quem viva disso, como é o caso da maior parte da comunicação social...

Se no futebol o Benfica agora é o "bombo" de todas as festas, na política há muitos candidatos a "levarem mais que a burra do cigano", nestes dias após as eleições que ofereceram um "trono" ao Costa. É só escolher, da esquerda para a direita, ou da direita para a esquerda.

Como não sou um seguidor atento de programas com comentadores políticos, acabo por ser transportado para a realidade por programas como o antigo "Governo Sombra" ou ainda o "Isto é Gozar com Quem Trabalha", de uma forma mais leve, e até anedótica (é o que acontece no segundo programa, que acabei de ver).

Se já tinha assistido ao "aparecimento" do antigo líder do PAN pelos jornais (afinal parece que a sua saída não foi tão pacífica como nos quis fazer crer, ou então não achou muita piada ser substituído por uma mulher...), a criticar o partido de que faz parte e a sua líder, não fazia ideia que no CDS a vingança de vários deputados que "ficaram sem parlamento", tinha sido tão incisiva, contra o rapaz que demonstrou mais qualidades para "moço forcado" que para "cavaleiro"  na "tourada" da política...

Os únicos derrotados que escaparam à fúria dos seus rivais foram Jerónimo de Sousa e Rui Rio. Se do primeiro não se conhecem adversários, do segundo, todos sabemos que eles "são mais que as mães". Talvez tenha sido a sua legitimidade, ganha nas eleições internas no partido, embora eu vá mais pelas sondagens (o "cheirinho" a vitória, mesmo muito ténue, colocaram a seu lado na última semana quase todos os seus "inimigos públicos" - só Passos Coelho fugiu à rua e à campanha...), para esta quase "unanimidade", mesmo na derrota (é só "violas no saco"...).

Só não estava à espera que aparecesse uma senhora loura a "culpar" o povo pelo mau resultado do PSD. 

E como ela estava certa. A "vox populi" vingou-se tanto das sondagens como do número enganador de Rio como humorista.

(Fotografia de Luís Eme - Charneca de Caparica)