Mostrar mensagens com a etiqueta Objectos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Objectos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, junho 09, 2026

Um homem especial que gosta de livros, papeis, e sobretudo, de liberdade...


Hoje estive no Barreiro, onde assisti na Casa da Cidadania Cabós Gonçalves ao colóquio, "Comer em tempos difíceis", moderado por José Pacheco Pereira.

Os testemunhos do padre-operário, Luís Martins Ferreira, das trabalhadoras da indústria conserveira, Maria Poupinha e Alice Silva e do pescador, Rogério Correia, foram extremamente enriquecedores, de vários tempos, que tinham em comum as grandes dificuldades de se subsistir.

Mas o eu quero relevar é a singularidade do historiador José Pacheco Pereira, que conseguiu fazer da "Ephemera" e dos seus arquivos, o principal centro de história sobre as pessoas e também os objectos comuns, no nosso país.

E que bom que é existirem as antigas instalações fabris da CUF, que se transformaram em arquivos de todo o género de materiais. Todas as pessoas que gostam de guardar coisas, que parecem não ser importantes (para as suas famílias...), têm agora um lugar onde as depositar, distante dos caixotes do lixo...

Como a gratidão não é o nosso forte, nunca iremos agradecer a este homem especial, por tudo que ele tem feito pela nossa história, cultura, literatura e liberdade.

Mas eu estou-lhe muito grato, por entre outras coisas, também gostar de livros, papeis e de liberdade...

(Fotografia de Luís Eme - Barreiro)


sexta-feira, abril 21, 2023

Bons "Sinais da Liberdade" (obrigado Pacheco Pereira)


Já sabia que a Ephemera tinha organizado uma exposição no Tribunal da Boa Hora, cujo título diz quase tudo: "Sinais da Liberdade".

Visitei-a quase ocasionalmente. Tudo aconteceu porque depois de subir a Rua do Carmo, em vez de continuar a subir em direcção ao Chiado, e depois descer para o Cais de Sodré, resolvi continuar em frente, pela Rua Nova do Almada. Quando me estava a aproximar do Tribunal da Boa Hora, lembrei-me da exposição.

Ainda pensei que só deveria abrir à tarde, tal como aconteceu na exposição que esteve patente na Gare Marítima de Alcântara. Felizmente abriu às 11 horas da manhã e foi possível visitá-la.

Gostei bastante da forma como a exposição estava organizada, de uma forma simples mas com bom gosto e equílibrio (até na colocação dos cartazes...). Encontrei lá algumas surpresas, que fotografei com gosto, como a barca que se afunda, bem ao lado da vela socialista do punho fechado (até parece actual)...


Vale a pena passar pelo Tribunal da Boa Hora, para ver a exposição e as vistas (ainda subi até ao pátio interior e vi os seus azulejos).

Houve um político desses menores (não me lembro de quem foi, mas deve ter sido da direita rasteira...) que tentou atingir Pacheco Pereira, por ele continuar a ser uma voz sem dono, aconselhando-o a ir "colecionar cartazes" ou algo parecido. E eu só posso dizer: ainda bem que o Pacheco Pereira começou a coleccionar todo o género de documentos e objectos históricos, tal como a sua equipa de colaboradores.

Só desta forma é que é possível ter e ver tão bons "Sinais da Liberdade".

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, dezembro 16, 2022

Os Chapéus (pequenos) e a Chuva...


Não gosto muito de guarda-chuvas, apesar de reconhecer a sua utilidade em dias fartos de água, como os destas duas últimas semanas.

É uma coisa de sempre. 

Como sempre fui muito distraído, desde os tempos de escola que o normal era esquecer-me deles, aqui e ali, assim que aparecia o sol. 

É por isso que dou preferência aos chapéus "malabaristas", que conseguimos reduzir quase ao tamanho de um palmo e podem ser guardados no bolso. 

O único problema é a sua fraca resistência aos ventos que sopram tanto do Sul como do Norte...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, outubro 27, 2022

O Futuro cada vez menos risonho dos Livros...


Ontem falei para mais de meia-dúzia de pessoas, sobre livros. Queriam saber a minha opinião sobre o "futuro dos livros". Embora seja optimista, disse que os livros passaram definitivamente de moda e que no futuro, serão cada vez mais um "objecto de culto", usado apenas por quem gosta de adquirir conhecimento e de ler histórias de papel.

Infelizmente não havia jovens metidos nesta conversa. Ou seja, algumas daquelas pessoas que estavam ali para conversar, ainda liam livros, ainda continuavam a dar uma importância a estes objectos, que eles já não tinham...

Com algum descaramento, até disse que eles até tinham perdido valor como ornamento decorativo. Já quase ninguém exibia orgulhosamente uma "biblioteca" na sala de estar. Talvez estivesse a exagerar, mas era o que pensava. Fui novamente "contra a corrente"...

E nem me quis alongar com os índices de leitura, que correm o risco de ainda serem piores que os que nos são oferecidos, e que parecem caminhar para fazer de "cada leitor um tolinho", dando por vezes até a impressão que a leitura de livros "é uma perda de tempo".

Claro que os livros também têm vantagens, quem gosta mesmo de ler, vai ler sempre livros (talvez tenha exagerado novamente, mas foi a melhor maneira de acabar a conversa).

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, agosto 24, 2022

«Antes na Feira da Ladra que no Lixo...»


Esta nossa sociedade consumista deixa rasto em todo o lado. Nunca como hoje se deitaram fora tantos móveis  sofás, entre muitos outros objectos, que normalmente são depositados rente aos caixotes do lixo doméstico.

Ontem acabei por passar pela Feira da Ladra (tinha um encontro de trabalho na Graça, que é só um bocadinho acima...). Uma das coisas que me despertaram a curiosidade foi uma caixa de medalhas desportivas, que poderão ter sido conquistadas por algum antigo atleta, ou simplesmente coleccionada. Sim, pode-se coleccionar quase tudo...

De regresso a Almada cruzei-me com um antigo atleta amigo, que é muito cioso da sua vitrine de medalhas e troféus. Contei-lhe o que descobrira e ele saiu-se muito bem, na sua resposta: «Olha rapaz, antes na Feira da Ladra que no lixo...»

E como ele está certo...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, julho 06, 2018

Um Amigo, uma Carta & uma Fotografia...


Um dos meus melhores amigos de Almada (que já não está por cá...), depois de uma das nossas memoráveis conversas de café, em que lhe fiz várias perguntas, presenteou-me com uma carta, escrita à máquina (incluindo o subscrito...).

Ou seja, respondeu-me a uma das perguntas com a letra de máquina, sem se esquecer de assinar no final, com um abraço amigo.

Ontem descobri a carta, junto a um monte papeis "especiais"...

E hoje voltei a lembrar-me do meu amigo e da carta, ao ver está máquina, ao sol, num "ferro velho". 

Ela, se pudesse, com toda a certeza, teria milhentas de histórias para nos contar...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 23, 2018

«O gás falta sempre na pior altura.»


Não pude deixar de ouvir a recomendação de uma mãe para uma filha (penso eu...), na rua, quando me cruzei com elas no passeio.

«O gás falta sempre na pior altura», disse ela, para que a mulher jovem não se esquecesse da importância de ter uma segunda botija em casa.

Parece quase uma verdade daquele senhor francês...

Claro que com o uso e abuso do gás natural, esquecemos esta questão, ou seja, temos menos um problema nas nossas vidas...

(Fotografia de Arthur Rothstein)

sábado, novembro 18, 2017

«Qual casa, quais livros, quais quadros?»

As pessoas mais próximas ainda não perceberam até que ponto o António ficou afectado com a fogueira grande que deixou a casa de campo apenas com as paredes.

A Ana anda preocupada e diz a todos os amigos que o companheiro não anda bem. Tudo porque quando alguém lhe "quer medir o pulso", para saber coisas que ele desistiu de quer saber e lhe faz perguntas sobre tudo o que aconteceu, ele com um sorriso nos lábios diz: «Qual casa, quais livros, quais quadros?»

Com os amigos mais próximos vai mais longe nas explicações: «Há muito que a casa precisava de uma remodelação. Nos últimos anos foi tratada como "depósito de lixo", levávamos para lá o que não nos fazia falta. Os móveis que não queríamos, as roupas que não usávamos, os livros que não líamos e os quadros que não cabiam nas paredes. Agora voltou tudo ao início. Vai voltar a ser a casa dos primeiros tempos, quando acabarem as obras.»

E vai ainda mais longe no seu sorriso: «Talvez volte a ter tempo de pegar na viola no quintal e tocar para os pássaros.»

Mesmo assim desconfiam da sinceridade das suas palavras. Não compreendem que ele seja capaz de dizer, «Voltar atrás para quê?», um lugar comum que é título de livros e de filmes, mas que é a melhor solução para se conseguir continuar a andar em frente, sem andar com os bolsos cheios de "fatalidades". 

Não sei se é o facto de ser homem (com um bom poder de abstracção - que há quem chame capacidade de "fugir dos problemas"...), que me leva a compreender o António. Sei que o que ele quer dizer é que há coisas mais importantes que os objectos que vamos guardando pela vida fora, por muito que façam parte das nossas memórias...

(Fotografia de Tarlé Dominique)

sexta-feira, março 31, 2017

As Vozes Amigas da Televisão

Embora não conseguisse olhar para a televisão como aquela senhora que vivia sozinha, compreendia-a muito bem. A "caixa mágica" era o único espaço que ela conhecia capaz de lhe oferecer vozes e rostos amigos, sempre prontos para oferecer sorrisos e palavras simpáticas a milhões de pessoas solitárias como ela.

Foi por isso que guardei as palavras "alienação" e "manipulação" no bolso.

Sei que é sempre mais fácil criticar que dizer bem, faz parte da nossa natureza...

Claro que me incomodava que ela pensasse que tudo aquilo que saía da "caixa" era verdadeiro e genuíno, mas não seria eu que lhe iria dar cabo dos seus sonhos tardios.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Coisas Importantes (quase) sem Importância Alguma...


Se pensar bem no assunto, ando constantemente em arrumações.

Tudo isto acontece graças à "tralha" que guardo, a pensar que um dia qualquer me poderá ser útil, naquela coisa que não existe, a que chamamos futuro...

Claro que acabo por esquecer a sua existência (a não ser que me seja absolutamente indispensável, o que raramente acontece, pelo tal esquecimento...).

Mas o maior drama é quando resolvemos "revirar" as coisas, continuarmos com dificuldade em as deitar fora. Muitas delas acabam por ficar no mesmo caixote e voltar ao mesmo sítio da garagem (mesmo que saiba, que apesar de estarem catalogadas, acabarão novamente esquecidas...).

Claro que há sempre alguma coisa que fica em casa (para avolumar a "papelada" que me rodeia...), por lhe descobrir importância para este ou aquele trabalho...

Bem dizia o bom do Pina: ««Descobri que as coisas importantes, se as pusermos num monte, passados uns meses, deixam de ser importantes. É tudo inútil, são urgências que entretanto deixaram de ser urgentes.»

(Óleo de Joan Miró)

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Relógios de Corda com o Tempo a Fugir

Hoje foi um daqueles dias com menos horas que as dos relógios de corda...

Pelo menos é a sensação que experimento, quase no virar do dia. Comecei mais cedo e acabei mais tarde, sem conseguir fazer tudo o que era preciso.

Até o almoço foi rápido. Não fizemos sala nem conversámos tanto. Todos tínhamos coisas para entreter o tempo. Também sentimos a falta do Carlos.

E mesmo assim sei que fiz muitas coisas. Mas não todas...

Espero que amanhã não acabe o dia com esta estúpida sensação, de não ter feito tudo o que era preciso fazer.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, maio 17, 2016

A Sempre Bela Feira da Ladra


O campo de Santa Clara continua a encher-se de gente às terças e aos sábados na já histórica Feira da Ladra. Muitos aparecem para fazer negócio, outros apenas para assistirem a todo aquele movimento humano, onde é possível regatear como em Marrocos.

Nos períodos de crise este tipo de mercado costuma florescer, e foi o que aconteceu nos últimos anos, para gáudio dos turistas, que descobrem uma feira especial, com um colorido único de ofertas.

Embora possa parecer estranho, há cada vez mais jovens que se vestem nas várias "boutiques ambulantes", que espalham pelo chão da feira. Isto acontece porque conseguem encontrar peças com alguma originalidade e sempre a bons preços.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, março 23, 2015

A Beleza das Janelas (dentro e fora)


Sei que não sou só eu que gosto de fotografar janelas, há muito boa gente que se sente fascinada por estas "aberturas" das casas, para a luz, para o vento e também para os sons e cheiros da rua.

Mas não só os fotógrafos que prendem o olhar nas janelas, há muitos pintores (mesmo aqueles muito bons...) que se deixam levar pela sua beleza e imaginam espaços e cores, que podem ser muito mais interessantes que uma fotografia.

Esta janela é de Carlos Botelho, um pintor de Lisboa, das ruas, dos telhados, do Tejo... e também desta janela com um interior de casa azulado, que tanto pode estar perto do céu, como perto do mar...

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Eu Conservador me Confesso


Apesar de ser de esquerda, sou conservador em muitas coisas (talvez teimoso e avesso a algumas modernidades seja o termo mais exacto...).

Embora não goste de remar ou nadar ostensivamente contra a maré (tipo Pulido Valente...), há coisas que tento não fazer, mesmo sem conseguir explicar muito bem a razão de não me "converter" a algumas modernices.

Toda esta prosa para dizer que não tiro fotografias com o telemóvel. Porque para mim este serve para falar com pessoas, é uma versão moderna do telefone sem fios.

Claro que isso se calhar acontece por ter máquina fotográfica desde os quinze anos. E também por achar que elas são o mecanismo mais apropriado para tirara retratos a pessoas, objectos ou ao "nada" (são quase sempre as que resultam mais...).

Talvez seja um "antigo" (ou outro nome qualquer pior), mas não me incomodo nada com esse rótulo. 

Embora reconheça que os aparelhos com multifunções dão jeito (as impressoras são o grande exemplo...), acho que se abusa na vontade de concentrar tudo num único objecto.

O óleo é de Pierre de Monjins.

quarta-feira, dezembro 31, 2014

O Meu Companheiro Está de Volta


Ontem, ao fim do dia, o meu "Acer" voltou para casa, com um disco novo.

Ainda estou a instalar algumas coisas, mas é delicioso perceber que no essencial não se perdeu nada.

Depois de um ano com vários percalços, é bom entrar o ano de uma forma animadora.

Aproveito para vos desejar um melhor 2015 (em relação aos últimos anos...), com mais motivos para sorrirem e para se sentirem felizes neste pedaço de mundo, que desejo que passe a ser melhor frequentado. E claro, com muita inspiração.

O óleo é de Cristopher Stott. 


sábado, dezembro 20, 2014

As Avarias das Máquinas que Já Fazem Parte da Nossa Vida


O meu computador resolveu meter "baixa", pelo que nos próximos tempos vou estar mais afastado do que tinha pensado, da blogosfera. Ou seja, estou com umas férias natalícias antecipadas destes jogos de palavras e de algum convívio, mesmo virtual.
 
Como costuma acontecer nestas coisas, estão por lá muitas coisas importantes, que não guardei no disco externo, porque pensamos que o nosso computador é "eterno". Espero que consigam resistir a esta "imtempéride" e que voltem a respirar, com alegria (principalmente para minha alegria, estão lá três livros inacabados...).
 
 É mais um "balde de água fria" para me despedir serm grandes saudades de 2014.
 
O óleo é de Javad Azarmehr.
 

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Dia Molhado


Hoje esteve um dia típico de Inverno, com chuva e vento, óptimo para destruir os chapéus mais frágeis e menos preparados para entrar em qualquer "batalha" com o sopro desnorteado da natureza.

Quase tomei banho à tarde. Quase...

À noite também vou ter de sair. Talvez já seja tempo de tréguas...

A ilustração volta a ser de Loui  Jover, claro.

quarta-feira, novembro 13, 2013

Fazer Jornalismo num Museu


Sabia que não era um emprego a sério, mas empregos desses tinham deixado de existir desde que o capitalismo se tornara indomável e a ganância, tal como o cinismo e a hipocrisia, governavam o "mundo".

Assim que subiu ao primeiro andar e descobriu uma sala com três secretárias, que em vez de computadores tinha máquinas de escrever, sorriu entre a admiração e o espanto.

Foi então que uma porta se abriu e percebeu que aquela sala era o "museu" do jornal, os computadores, as impressoras e os colegas estavam ao lado... 

O óleo é de  Jesus Navarro.

quinta-feira, outubro 03, 2013

Já Sentia Saudades dos Sons Vivos das Janelas


O conforto e a modernidade tinham decretado a substituição das janelas altas, a madeira ia dar lugar ao aluminio, que embora se mantivesse branco e com um desenho parecido, era outra coisa.

Sentou-se no velho cadeirão que já conhecia pelo menos quatro gerações da família e ficou ali a ouvir o ranger das portadas, o vento, sempre ele, a querer entrar...

Estupidamente a magia da madeira, do antigo e do rústico,  ia ser substituída pelo conforto das janelas com vidro duplo, que se iriam esforçar para "apagar" toda aquela vida que chegava da rua...

O óleo é de Amadeo Souza-Cardoso.

sexta-feira, maio 17, 2013

A Televisão é Apenas um Objecto de Decoração


Não estou a pensar seguir a "filosofia" do Nuno e da Anabela, de viverem o dia a dia sem a companhia viciante da caixa que dizem ter mudado o mundo (e mudou mesmo...).

Mas não deixei de pensar no assunto.

O único televisor que têm é dos anos sessenta, ainda da era a preto e branco, utilizada apenas como objecto decorativo da sala (achei curioso ser da mesma marca da primeira televisão dos meus pais, "Ferguson", que provavelmente já não existe...).

Naturalmente falámos disso. Eles disseram-nos que a televisão faz mal porque nos oferece um mundo distorcido, a realidade é sempre ligeiramente diferente (quando não é muito...). Achei piada quando o Nuno disse que tudo aquilo era falso, que todas aquelas pessoas (mesmo os figurantes) se tinham vendido ao espectáculo e entravam com os dois pés em toda aquela "manipulação" humana. 

Imaginação por imaginação prefere a dos filmes e dos livros, é mais lúcida e transparente.
Mas não pensem que se trata de uma família "de outro planeta qualquer", ouvem muita música, rádio, e claro, estão ligados ao mundo pela "net"...

O óleo é de Erik Mattijssen.