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quinta-feira, julho 09, 2026

Pois é, parece que afinal "o dinheiro não paga tudo"...


O facto de ainda não ter sentido falta de água canalizada na minha casa, fez com que fosse alvo de algumas "bocas", de quem gosta de se informar através das redes sociais, sem sequer se dar ao trabalho de pensar um pouco, de saber como funcionam as coisas.

Penso que a abastecimento de água  nas cidades não tem grandes segredos. Há vários reservatórios, distribuídos por áreas geográficas, que na maior parte dos casos devem coincidir com os mapas das juntas de freguesia.

Se existir uma zona que consome o dobro ou o triplo da água das restantes, é óbvio que o seu reservatório, acabará por se esvaziar de uma forma mais rápida. E, em casos extremos (como o que está a acontecer no Concelho de Almada...), poderá condicionar mesmo a distribuição normal de água pelas populações.

Isso faz com que a palavra "solidariedade" não faça muito sentido, porque o consumo depende das próprias pessoas. Embora tudo indique que ela até esteja a ser feita em Almada, através do uso de camiões cisternas, que devem ir buscar água aos reservatórios que estão a funcionar normalmente, para a distribuir junto dos almadenses que estão mais necessitados deste bem essencial.

Além das grandes responsabilidades do Município, que não se preocupou em fazer as obras necessárias para evitar este problema, é importante dizer, que os moradores das freguesias mais afectadas, não deixam de ter alguma culpa, no agravar desta situação.

Fala-se de desperdício, e até de roubo de água. Mas existe ainda outro problema: a Charneca de Caparica é a freguesia com mais vivendas, e naturalmente, com mais jardins e piscinas do Concelho. Isso faz com que algumas pessoas usem a água como se esta fosse um bem infinito. E ainda sejam capazes de argumentar: "Se pago, uso a água que quiser..."

E o resultado está à vista...

Nota: As notícias televisivas continuam a não reflectir a realidade. Há uma histeria e um exagero, que levam as pessoas a ver o problema com "lentes de aumentar" e a pensar que todo o Concelho de Almada está sem água.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, julho 08, 2026

A falta de água em Almada é uma grande ironia (há mais de oito anos que a CMA "mete água" em Almada)...


De vez enquanto escrevo sobre o mau serviço que é prestado pelo Munícipio de Almada, aos almadenses. Tento não ser muito insistente, embora os problemas se mantenham - e em alguns casos até se agravem -, ano após ano.

O meu espanto é que, no meio de tanta incompetência, as pessoas continuam a votar no partido do poder. Nunca percebi o porquê. Mas também não perco muito a tentar perceber, até por se passar o mesmo a nível nacional... 

O que eu posso dizer, como morador do Concelho de Almada há mais de trinta e nove anos, é que a forma como se olha para a coisa pública, a começar pelas ruas, nunca foi tão displicente. Lixo, buracos e vegetação, são o "pão nosso de cada dia" em todo o Concelho.

É muito triste sermos notícia nacional devido à falta de água, apenas porque não se "fez o trabalho de casa", como foi dito pela Ministra do Ambiente. Até porque o nosso subsolo possui um dos maiores aquíferos do distrito de Setúbal...

Pessoas ligadas à CDU garantem-me que em 2017 já existia um plano de renovação de toda a rede pública, assim como um projecto para a realização de novos furos de água. Mas como o costume é ignorar as iniciativas feitas pelos outros partidos, mesmo que sejam boas para a população, não vale a pena fazer grandes comentários.

Por todas estas razões, não tenho qualquer dúvida, de que a falta de água em Almada, é uma grande ironia em relação à governação local (ou não se desse o caso de se andar a "meter água" no Município, há mais de oito anos...).

Nota: texto publicado inicialmente no "Casario do Ginjal".

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, outubro 05, 2023

A Ética a Estética chocam mais vezes do que deviam (isso acontece mesmo nas pequenas coisas...)


Uma das coisas boas, que está quase sempre presente nas pessoas com menos instrução, é o seu raciocínio fácil (quase sempre próximo da "lógica", daquilo que na cabeça deles faz mais sentido). Em vez de construírem "castelos de areia", semeiam bens essenciais...

As questões do ambiente que enfrentamos não carecem de qualquer dúvida, nas suas cabeças, mesmo com os seus argumentos "terra a terra", banalizam as conversas de qualquer engraçadinho armado em negacionista. E isto, sem ser é preciso ir tão longe como a geração do meu avô, que achava que a ida à Lua, só nos iria trazer problemas no futuro...

Mas o que é queria falar era de uma coisa ainda mais simples, no aproveitamento da água que se pode fazer nas nossas casas. Nós, por termos uma pequena hortinha, há muito tempo que aproveitamos a primeira água do duche, que sai fria. O único cá de casa que não se dá a esse trabalho é o meu filho, que nem sequer gosta de ver um garrafão com água no interior da casa de banho...

Pois é, até nestes casos pequenos a ética choca com a estética... A ética diz-nos que devemos desperdiçar o mínimo possível de água, que é cada vez mais um bem indispensável e finito em todo o Planeta, a estética diz que um garrafão de plástico não combina bem com o mobiliário da casa de banho...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, dezembro 22, 2022

O Regresso da Água aos seus Cursos Naturais


Se na cidades - devido à acção humana - é impossível devolver à água aos seus cursos naturais, o mesmo não acontece nos campos, onde além da subida dos leitos dos rios (alguns praticamente secos no Verão passado...) "nascem" ribeiros quase em todas as encostas, oferecendo-nos um espectáculo único, com pequenas e grandes cascatas de água.

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


terça-feira, novembro 01, 2022

"Chuveirinhos" no Ginjal


Quando as marés se tornam mais "vivas" e existe alguma ondulação no Tejo, é possível avistarmos vários "chuveirinhos", naturais, ao longo do Ginjal. 

Isso faz com que seja preciso algum cuidado a passear no paredão. Ou seja, é boa ideia "contar as ondas", para circular em segurança.

Talvez esteja a exagerar, para tirar esta fotografia, tive de esperar mais que as "sete ondas" da colecção...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)



sábado, setembro 03, 2022

Um Bem Finito e um Dia a Seguir ao Outro...


Já percebemos que isto de viver, não é essa coisa simples, de viver um dia a seguir ao outro.

Claro que não percebemos todos. É por isso que um dos meus vizinhos da frente continua a regar diariamente a relva do jardim, para que ela seja a mais verde e viçosa do quarteirão.

Ainda bem que o resto da vizinhança que tem jardim, não entra nesta competição. 

Talvez tenham viajado para o interior nestes últimos tempos e tem visto com os próprios olhos rios, praticamente secos e barragens muito abaixo dos seus níveis normais...

Sim a água potável é um bem finito, como uma boa parte dos africanos já perceberam, há vários anos...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


sexta-feira, novembro 15, 2019

É Bom Quando o Povo Ergue a Voz e se Levanta...


É uma coisa rara, mas de longe a longe, o povo ergue a sua voz e levanta-se, para lutar pelos seus direitos. Tem quase sempre razão. E por muito que os governantes se esforcem para o silenciar, menorizando as suas palavras, muitas vezes com o recurso a "leis", "pareceres técnicos" e essa coisa que chamam "interesse nacional", nada o faz demover da sua "luta", contra aquilo que considera nefasto para todos.

E nem mesmo a presença das forças da autoridade o fez arredar pé. Foi assim com a plantação de eucaliptos em Valpaços, em 1989, e também com o célebre "buzinão" na Ponte 25 de Abril, em 1994. Em ambos os casos, apesar do uso da violência, o Povo  não baixou os braços e obrigou o governo a recuar...

Espero que aconteça o mesmo com as manifestações contra a exploração do lítio, que os habitantes de Boticas (e das outras regiões) não percam a coragem e sigam estes exemplos na defesa dos seus interesses, na defesa do ambiente e da sua qualidade de vida - que como de costume, são os interesses de todos nós, mesmo que estejamos distantes.

Nota: Se puderem, leiam o artigo de opinião de Daniel Deusdado, publicado hoje no "Diário de Notícias".

(Fotografia de Luís Eme - Serra da Estrela)

terça-feira, agosto 13, 2019

Os "Galegos" do Século XXI...


É normal encontrarmos nos lugares onde se junta mais gente (de preferência turistas...), os "galegos do século XXI", que tem a vantagem de não andar com o respectivo barril de água a fazer a distribuição, quase casa a casa - dizem os antigos que era assim que se fazia em Lisboa e arredores, no começo do século XX.

"Os modernos" instalam-se em lugares estratégicos com geleiras, carregadas de garrafas pequenas de água, que vendem cada unidade a um euro, aos muitos sequiosos desprevenidos que andam por aí, a passear ao Sol... 

E o lucro é pouco menos que cem por cento...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, abril 14, 2019

É Só a Maré Baixa...


Eu sei que esta imagem até podia retratar um daqueles lugares onde o Tejo corre quase como um ribeiro (cada vez mais comum, pelo menos antes do "melhor rio da minha aldeia" dar um forte abraço ao Rio Zêzere, na vila de Constância...).

Mas não, é só a "maré baixa", numa baía, aqui bem perto...

(Fotografia de Luís Eme - Seixal)

sábado, abril 28, 2018

Abril nos Campos...


Não é novidade nenhuma dizer que Abril e Maio são os meses mais bonitos do ano.

Este ano, graças a toda esta água que tem descido dos céus, ainda se encontram mais floridos.

Por termos a memória curta, até nos apetece dizer "não me lembro de passar por aqui nesta estrada e ver as bermas com tantas flores", mesmo sabendo que é quase assim todos os anos.

Claro que quando chove menos, os "jardins selvagens" ficam um pouco mais pobres, porque as plantas são iguais a todos os seres vivos, há algumas de maior sensibilidade, que precisam mais de água que outras...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 03, 2018

Marcas do Mau Tempo no Ginjal...


Hoje passeei de manhã pelo Ginjal e pude olhar algumas marcas que ficaram do mau tempo...


Dizem que é desta que o "plano de pormenor" vai avançar, e que vai nascer mesmo algo novo rente ao Tejo.


Espero que sim, porque há zonas do Ginjal que se percebe que já não aguentam um ou outro Inverno mais rigoroso...

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, agosto 30, 2017

Ainda Vestígios deste Agosto...

Já de regresso a casa, parámos rente às margens da Barragem do Fratel, para ver de perto o contraste de cores das duas margens e das águas do Rio, com o castanho e o cinzento a predominarem.

O mais estranho de tudo é sentir o Tejo, ali tão perto, completamente incapaz de alterar o rumo ditado pela natureza (mesmo que tenha tido mão humana no começo...).

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, agosto 29, 2017

A Natureza é Cá uma Coisa...

As piores perspectivas concretizaram-se... Não me lembro de ver a Barragem da Idanha-a-Nova com tão pouca água, como neste Agosto maldito.

Nesta fotografia (que é quase no mesmo lugar onde tirei a outra... a paisagem estava de tal forma alterada, que tive dificuldade em fazer o registo no mesmo local), onde agora está o carro, em Abril, ficaria submerso...

Em quatro meses tanta coisa que mudou. A natureza é cá uma coisa...

sábado, agosto 26, 2017

De Abril a Agosto...

Em Abril encontrámos a barragem de Idanha-a-Nova com bastante água (mais que em 2016...).

Não estávamos a contar era com um Junho, um Julho e um Agosto, com temperatura acima da média, que acabam por ter influência na "evaporação" da água...

Neste local onde tirei a fotografia, de certeza que está tudo seco e sem este "espelho"...

Só espero é que a vegetação se mantenha intacta, neste ano de tantos "assaltos" ao verde e ao mundo das árvores...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 03, 2016

A Piscina do Isaque e dos Amigos

Hoje quando passava no Jardim do Almada, reparei em vários jovens que aproveitavam para se refrescar no tanque com repuxo, que fica junto aos paineis de azulejo de Manuel Cargaleiro.

A miudagem estava muito divertida, foi quando pedi ao Isaque (um míudo de cor que andou na primária com a minha filhota) se lhe podia tirar uma fotografia.

Ele acenou-me que sim, com o seu sorriso traquina, divertido a dar banho a um dos amigos...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, setembro 06, 2014

O Perfume da Terra Molhada


Hoje está um daqueles dias estranhos, em que chove e faz Sol, deixando no ar aquele cheiro sempre agradável (para mim, claro...), a terra molhada.

Claro que a inalação deste perfume é um privilégio apenas reservado a quem vive no campo ou próximo de uma zona verde, que ainda não esteja completamente "inundada" pelo alcatrão e cimento, os reis e senhores das cidades.

Embora já seja Setembro, como a temperatura está agradável, esta chuva parece ser daquelas episódicas de Agosto, em que os seus pingos estão longe de nos incomodar ou obrigar a abrir o chapéu de chuva.

O óleo é de Federico Pillan.

sexta-feira, maio 23, 2014

Parece que o Sol Está de Volta


Afinal parece que não vai ser preciso levar o chapéu de chuva para o passeio de barco na Lagoa.

Não sei se já experimentaram a sensação de passear de barco a remos à chuva. Apesar de ser uma aventura daquelas, está longe de ser agradável, pois acabamos por ficar gelados.

A não ser que seja chuva tropical..

O óleo é de Zehra Basaran.

sábado, março 01, 2014

Chuva Pouco Científica


Os cientistas devem ficar ligeiramente incomodados com as "voltas" que o tempo lhes vai dando, sempre que pode.

Temos mais um ano com muita água, apesar de vários especialistas terem prognosticado há uns três anos, que vinham aí vários anos de seca...

Esta fotografia tem três dias e mostra uma barca da Lagoa de Óbidos, quase transformada num aquário sem peixes (eles preferem as águas em movimento da lagoa), refém deste Inverno com mais água e vento...

terça-feira, agosto 27, 2013

O Quase Adeus do Sol na Barragem da Idanha-a-Nova


Passei pela Beira Baixa este fim de semana, sempre quente e seca no Verão.

Uma das formas de amenizar o calor era acabar o dia nas águas calmas da Barragem da Idanha-a-Nova, onde dizíamos «até amanhã», ao Sol...

domingo, julho 07, 2013

A Sombra e o Sol


A sombra costuma brincar às escondidas com o Sol e normalmente é agradável de se estar.

A não ser que se veja  invadida por uma destas vagas de calor, que de vez em quando chegam ao nosso país, sopradas pelos camelos do Norte de África.

Só nos resta andar com uma roupa leve, beber bastante água, e claro, não nos esquecermos do chapéu, quando deixarmos a sombra...

O óleo é de Boris Grigoriev.