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quarta-feira, julho 31, 2024

Temos é de fechar bem os olhos...


Estava a ouvi-lo e a ver-me ao espelho. 

Lá estava eu a enredar-me na "teia de contradições", que é a nossa vida... 

Ambos gostamos de escrever ficção. Adoramos ouvir histórias de e com pessoas, E depois, não consegumos acreditar em "estórias da carochinha"...

Quando ele disse, «sei que o meu forte nunca foi ter uma mente muito aberta», sorri. Continuou a baralhar-me ao acrescentar que, «nunca consegui acreditar em milagres, com ou sem santinhos.» E depois concluiu, «provavelmente o problema é meu...»

Claro que sim. O problema é nosso. 

Se fecharmos bem os olhos, até é possível termos direito a uma dessas visões milagreiras, temos é de fechar bem os olhos...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


terça-feira, maio 21, 2024

Os cépticos e os crédulos querem sempre coisas diferentes...


Nunca fui crédulo, nem mesmo nos meus tempos de criança (nunca me esqueço da visita em família ao "Bom Jesus do Carvalhal", um Santuário em que tentavam dar vida a uma figura de madeira, desproporcionada -  até acontecera o "milagre" de lhe crescer a barba, graças a um sacristão solicito à fé e às necessidades religiosas -, e disse à minha Avó que aquele era um boneco de madeira, provocando um "escândalo" daqueles... devia ter sete ou oito anos).

Desde então, fui alimentando a ideia de que os milagres dependem apenas de nós, de querermos acreditar ou não, das coisas estranhas ou pouco normais que nos rodeiam (talvez também por ter a "sorte" de nunca ter sido espectador de nada próximo de um milagre).

Pensei nisto porque ao fazer o zapping do costume, reparei que tinha dado o filme "Fátima" (na imagem aparecia a Rita Blanco e pensei que se tratava da fita de João Canijo, mas não, era outra sobre a irmã Lúcia e os pastorinhos. Poucos minutos depois mudei de canal, porque aquele não era o meu género de ficção preferida. 

A SIC também está a transmitir uma telenovela que se passa nos Açores, que se chama "Senhora do Mar". Já vi um ou outro episódio e percebi, que como costuma acontecer nestes episódios, eles são exploradas e aproveitados, pelas pessoas do costume, que "se acham mais espertas que os outros" e que são bons a explorar as fragilidades.

E claro, fiquei a pensar que os cépticos (como eu...) e os crédulos, querem sempre coisas diferentes...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, agosto 11, 2023

Ainda existem alguns "milagres humanos", aqui e ali (cheios de teimosia...)


Hoje no meu "Casario" tento fazer alguma justiça a três associativistas, que foram do melhor que conheci nesta Almada, tão fecunda em verdadeiros "operários da cultura".

Foi quando me lembrei das parecenças que existem entre o Associativismo e o Circo, na batalha pela sua sobrevivência. Dos homens que são uns "faz-tudo", porque a necessidade assim os obriga, já que o dinheiro por mais bem gerido que seja, nunca chega...

Sim, por exemplo, o Fernando Gil ou o Francisco Gonçalves, além de serem os protagonistas de qualquer peça de teatro da Incrível Almadense, também montavam e carregavam os cenários, vendiam entradas na bilheteira, entre outras coisas que fossem emergentes para que o espectáculo acontecesse.

No circo passa-se a mesma coisa. Durante a montagem das tendas gigantes é fácil descobrirmos o trapezista ao lado do palhaço ou do equilibrista, a levantar do chão, aquela "casa de sonhos". Tal como durante o espectáculo poderemos ver alguém muito parecido com eles, vestido com uma bata (para disfarçar), a ajudar a tirar as coisas da arena circular, para que não se perca muito tempo entre números, ou ainda a levar as pessoas para os respectivos lugares das bancadas antes do começo do "maior espectáculo do mundo".

Infelizmente o futuro não se compadece com estes "amadorismos" e estas duas actividades vivem grandes dificuldades. Muitas vezes só subsistem quase por "milagre".

Milagres humanos, claro (cheios de teimosia...).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, fevereiro 08, 2023

"Milagres" no Meio dos Escombros...


O terramoto que ceifou milhares de vidas na Turquia e na Síria, deixa muitas questões no ar. 

Mas o mais curioso, é que, mesmo nas notícias televisivas que nos últimos anos têm apostado mais no "sangue" e na "morte" que na "vida" (não sei se por influência local, imagino que as primeiras imagens difundidas foram das televisões locais...), têm sido bem mais positivas do que estamos habituados. E ainda bem.

Até agora o maior destaque tem sido a vida humana, os quase "milagres" que têm acontecido, todos os dias, com o salvamento de dezenas de crianças (as imagens de um recém-nascido, que sobreviveu à própria mãe, deixam-nos sem palavras...), que têm sido o foco das notícias, deixando a esperança a pairar no meio dos escombros, muitas horas depois da terra tremer...

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)


domingo, março 28, 2021

"O Quarto Segredo de Fátima"


Não deixa de ser curioso, que Vasco Pulido Valente, depois da sua última viagem, tenha deixado uma "tirada das suas" para a posteridade, dentro de mais um livro de entrevistas do jornalista João Céu e Silva ("Uma Longa Viagem com Vasco Pulido Valente"). 

Eu sei que até dava jeito ao jornalista, algo de bombástico, para ajudar a vender mais uns livros (a coisa agora está ainda mais complicada com a pandemia...) mas insinuar que Álvaro Cunhal tinha "ganas de assassino"... Não é bem insinuação, é mais "crença", nas palavras ditas pelo jornalista ao "seu" Diário de Notícias, de 20 de Março, que transcrevemos:

«Alguém tão exigente como Vasco Pulido Valente não diria que Cunhal mandaria matar Soares sem ter essa certeza. Tinha a forte crença de que Cunhal, caso fosse um vencedor político, seria capaz de querer riscar Soares dos rivais; o envolvimento político que Pulido Valente viveu à época e o facto de ter seguido Cunhal de perto enquanto jornalista não admitem que tenha dito isto de ânimo leve.»

Mais "crença menos crença", quase que se pode falar de mais um, sim, este podia muito bem ser o "quarto (ou quinto...) segredo de fátima"...

(Fotografia de Luís Eme - Fátima)


sexta-feira, novembro 01, 2019

A Procissão de Cacilhas


Hoje foi dia de Procissão em Cacilhas. Procissão que se realiza desde o século XVIII para agradecer aos Santos e Deuses, a ajuda que deram ao fim do "maremoto" de 1755, que se seguiu depois do sismo, e que invadiu as ruas da localidade ribeirinha, deixando um rasto de destruição, um pouco por todo o lado.

Uma das fotografias mais curiosas que tirei, foi esta, da passagem (e paragem...) da Nossa Senhora do Bom Sucesso pelo busto de José Elias Garcia, uma das grandes figuras que nasceram em Cacilhas.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

sexta-feira, outubro 13, 2017

Fátima, a Igreja e os Pastorinhos...


A única coisa que acredito que existe no Santuário de Fátima é um grande "campo magnético", alimentado por toda a energia positiva que é  transmitida pelos crentes.

É por isso que não vou falar do  mar de contradições em que a Igreja tem "navegado" nos últimos 85 anos, quase sempre em proveito próprio, graças ao famoso enlace de Cardeal Cerejeira e Salazar, que tão jeito deu ao Estado Novo e à Igreja Católica (e que nos tentou  amansar durante pelo menos 48 anos)...

Falo sim dos dois irmãos, Jacinta e Francisco, que morreram cedo demais, e que continuo a acreditar que foram instrumentalizados pela prima Lúcia, nas vidências, que alguns anos mais tarde, já "irmã" (foi a vez dela se deixar instrumentalizar...), inventou os patéticos "segredos de Fátima", que são um péssimo "cartão de visita" para o "milagre" que hoje  passou a ser centenário...

(Fotografia de autor desconhecido)

domingo, abril 30, 2017

Cinema & Mitologias


Olhei para esta caixa e achei feliz a coincidência da colagem de cartazes, de dois filmes que também coincidem nas salas de cinema, e ainda um cartaz do PCP a espreitar.

E este "Fátima" do João Canijo com algumas das suas actrizes fetiches, promete... muito mais que o "Jovem Karl Marx", pela forma como aborda o mistério da peregrinação.

No campo das mitologias, as Aparições de Fátima e a Revolução Soviética festejam os seus centenários este ano. Curiosamente acabaram por ficar ligadas também pela ficção que se apoderou dos segredos da irmã Lúcia, que talvez seja muito mais que "vidente", pode muito bem ter sido a "criadora" de todo o fenómeno, instrumentalizando os primos mais novos, que só por tudo o que devem ter sofrido, merecem ser santos...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, agosto 10, 2014

Beleza Versus Inteligência


As pessoas das gerações dos meus avós e pais não eram mais parvas que as do meu tempo. Quanto muito, seriam mais ingénuas, o que acabaria por as tornar também mais crédulas. Foi também por isso que assistiram a vários "milagres"...

Mas nem é esse ponto que quero abordar. Quero sim falar do "boato" imposto por uma sociedade patriarcal e machista, que andou anos e anos a espalhar que as mulheres bonitas eram menos inteligentes que todas as que tinham contraído qualquer dívida com a beleza. E se fossem louras as coisas pioravam...

Embora a beleza feminina continue a ser fundamental em muitas coisas, até para se conseguir um emprego, fico feliz por no meu tempo a formosura ter feito as pazes com a inteligência.

Pois é, agora até as escritoras são bonitas...

O óleo é de Jon Boe Paulsen.

domingo, dezembro 22, 2013

Olhar e Ouvir o Mar


O Mar quando resolve falar mais alto, deve ser escutado com respeito e até admiração.

Sinto que ele quando está mais violento, quer sobretudo espaço, sentir-se completamente livre...

Muitos de nós fingimos que ainda não o compreendemos, outras vezes não o levamos a sério e não lhe damos o tal espaço que ele quer. E ele fica furioso, quase indomável,  e não nos perdoa não respeitarmos a sua vontade. Grande parte das vezes só escapamos da sua brutalidade por "milagre".

Há mais de uma década fiz uma reportagem sobre pescadores e percebi que nem todos pensam e sentem o mesmo pelo Mar.

Uma das pessoas que nunca esqueci, foi um homem que me contou a sua derradeira viagem pelo Mar dentro, quando pensou que ia mesmo ficar por lá, pois nunca apanhara ondas tão grandes nem nunca se sentira tão pequenino. Mas o mais estranho foi não ter sentido medo, ficou tão fascinado com aquela grandeza que encarou o destino com naturalidade, a possibilidade de ser engolido por uma daquelas ondas e ficar por lá, quase que lhe pareceu o canto de uma sereia.

Felizmente foi uma coisa de minutos. Só quando chegou a terra é que conseguiu ver o  que acontecera. O facto de não ter tido medo assustou-o de tal forma, que nunca mais conseguiu voltar ao Mar, ao contrário dos restantes companheiros da barca, que nos momentos de aflição deveriam continuar a rezar à Nossa Senhora e agarrarem-se a tudo que lhes parecesse sólido.

Ficou com a sensação que foi o único que conseguiu olhar todo aquele alvoroço, olhos nos olhos. E foi por isso que não voltou...

O óleo é de Derek Harrison.

sexta-feira, junho 17, 2011

Por Muito que nos Tentem Dizer o Contrário, Somos um País Normal


Se por um lado temos o mau hábito de passar o tempo a dizer mal do país e dos nossos conterrâneos (o Eça já era assim há mais de cem anos...), também gostamos de dourar a pevide, enaltecer os nossos heróis, mesmo que eles hoje sejam mais artistas do futebol (Cristiano Ronaldo e José Mourinho) que das letras ou de outras artes.


Digo isto porque uma amiga belga me confessou ter uma grande inveja das nossas histórias bonitas. Gostava muito de ter um Poeta que salvou o seu livro profético dos mares, a nado, já só com um olho, assim como uma Rainha capaz de transformar pão em rosas...

Sorri, com vontade de lhe dizer que sempre tivemos um grande espírito inventivo...

O óleo é de Richard Smith.

quarta-feira, março 30, 2011

O Poço dos Milagres


Os homens e mulheres da geração dos meus avós eram óptimos a contar histórias.
Tive a felicidade de ouvir muitas, durante a infância, na qual passava uma boa parte das férias na casa dos avós maternos. Recordo com satisfação muitas das contadas pelo avô, um memorável contador de histórias.
O fantástico estava quase sempre presente, embora menos aventuroso que as histórias dos nossos dias, das "Crónicas de Nárnia" ou do "Harry Potter".
Muitas delas tinham séculos e eram passadas de pais para filhos ou de avós para netos, como a famosa história do "Poço dos Milagres", que embora não fosse uma "fonte da vida eterna", tinha umas águas portentosas que curavam quase todas as doenças.
As mais difíceis de acreditar eram as do cego que depois de lavar os olhos começou a ver e do coxo que massajou as pernas e começou a andar.

Perguntámos muitas vezes onde ficava o "Poço dos Milagres", mas o avô limitava-se a oferecer-nos algumas pistas, que serviam sobretudo para nos despistar...

Embora estas histórias fossem deliciosas, principalmente no Inverno, quando nos sentávamos à volta do "lume", o tempo ajudou-nos a perceber que um mundo demasiado saudável, cheio de soluções milagrosas, era capaz de ser um pouco monótono.


O óleo é de Jean Marie Poumeyrol.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Claro que Deviam Existir Milagres...

Sei que era uma chatice dividi-los de uma forma justa num mundo injusto como o nosso, mas mesmo assim deviam existir milagres.

Pensei nisto quando me cruzei há poucos minutos com a avó de um menino que era da sala da pré-primária da minha filha.

É uma daquelas senhoras que ao olharmos para ela, percebemos logo que é boa pessoa. E ainda bem para o neto, que precisa mais de amor e carinho que as outras crianças, pelo muito que tem sofrido, desde que começou a crescer, ainda na barriga da mãe, ao tempo adolescente.

Como se não bastasse ser filho de duas "crianças" com apenas dezasseis anos, nasceu prematuro e com problemas respiratórios e cardíacos. Com apenas quatro anos aconteceu o pior e teve de fazer tratamentos contra um cancro, traiçoeiro e cobarde, perdendo quase todas as defesas.

Por todas estas razões, precisa de uma atenção e apoio especial, em casa e na escola. Mas o pior de tudo é perceber-se que tem a vida a prazo, com apenas seis anos de idade.

Ao olhar para este drama familiar, que mesmo assim não rouba o sorriso e a doçura à avó, a pessoa que está sempre a seu lado, só posso mesmo dizer que deviam existir milagres e que este menino devia ter direito a renascer de novo e a ter uma vida igual à dos seus companheiros de escola.

O óleo é Michael Garsmash.

quarta-feira, outubro 20, 2010

O Pudor e as Lendas

O pudor não é apenas um palavrão esquisito, é muito mais que isso.

Tanto pode lutar contra nós, para que tenhamos o comportamento de "meninos do coro", como ainda é capaz de nos "castrar", de nos fazer apagar estórias que queriam ser muito mais que ficções.

Algumas vezes dou por mim a pensar, como seria eu se não tivesse sido educado segundo a "moral católica" e não chego a conclusão nenhuma.

Nem sequer sei se seria mais livre. Talvez fosse mais vazio. Ou talvez não, talvez partisse em busca do sentido das coisas, com mais cepticismo. Digo isto porque a ideia de Deus acaba sempre por explicar o que não tem explicação nenhuma, mesmo que seja pouco credível.

Por outro lado há quem não tenha qualquer religião e cultive o pudor.

Acho que fazemos muita confusão entre os valores éticos e os valores da "fé". Esquecemos-nos que a ideia do bem e do mal não é um exclusivo das religiões. Provavelmente a filosofia fez mais por ela que todos os "credos" que nos condicionam, directa e indirectamente.


O mais curioso neste texto, é que não era para escrever sobre o Pudor, mas sim sobre as Lendas que nos "vendem" aqui e ali. Sobre os "milagres" que resistem e que se agarram à história dos lugares, de uma forma incrível.
Sim, porque foi impossível "vender" ao meu filho de doze anos a estória da existência da marca da pata do cavalo de D. Fuas Roupinho, no Sitio da Nazaré...

sexta-feira, maio 14, 2010

A Visita Providencial do Papa

Eles podem não saber governar mas são uns verdadeiros artistas como "vendedores de banha da cobra", "ilusionistas" e "contorcionistas".

O apelo ao sofrimento, ao sacrifício, à união e à oração, claro, papal, nunca deve ter dado tanto jeito a um governo, como ao de Sócrates. Eu no seu lugar, voltava a mandar colocar crucifixos nas escolas e dizia que aquela história do estado laico tinha sido só uma brincadeira (mais mentira, menos mentira, começamos a ficar habituados...).
Nunca a velha frase, «isto está tudo ligado», fez tanto sentido. Talvez este ainda venha ser o quarto, quinto, ou sexto "segredo de Fátima".
Quando o Gui dos filmes me disse que não ia a Fátima, a 13 de Maio, porque tinha medo de começar a acreditar no milagre, com toda aquela emoção colectiva, que deve mexer com qualquer agnóstico, respondi-lhe com um sorriso, acrescentando que Fátima deu muito jeito a Salazar, como agora está a dar a Sócrates (a tolerância de ponto trazia impostos no bico...).
Só que os tempos são outros e para a semana já ninguém se lembra do Papa nem do Benfica e ele vai ter de descer à Terra, a não ser que se aproveite de mais qualquer coisinha...
Coloquei esta imagem, porque cada vez mais me parece que a Nossa Senhora de Fátima vai nua. O óleo é de Alan Feltus.

domingo, maio 13, 2007

O Mistério de Fátima


Hoje é o dia maior do Santuário de Fátima.
Segundo a versão oficial da Igreja Católica, comemora-se o aparecimento de Nossa Senhora aos três pastorinhos, Lúcia, Jacinta e Francisco, ocorrido há exactamente noventa anos.
São esperadas mais de 500 mil pessoas em Fátima, vindos de vários cantos do mundo, para gáudio dos comerciantes locais.
Sempre me fez confusão este Milagre. Embora acredite que as três crianças tenham visto algo fora do normal, a manipulação e massificação do fenómeno, por parte da Igreja e do Estado Novo - à qual não é alheia a forte ligação entre Salazar e o Cardeal Cerejeira - faz com que pense, que se trata de uma mitificação.
A história dos "segredos" da irmã Lúcia ainda fez com que ficasse mais convencido, de que se trata de um uso e abuso, do que aconteceu na Cova de Iria. Até o próprio Vaticano se tem aproveitado do "Milagre", alargando a trilogia interna defendida pelo nosso ditador, enquanto governou: Fátima, Pátria e Família.
Claro que, como todas as manifestações que envolvem multidões, há uma partilha de sentimentos e emoções, que tornam o Santuário num lugar mágico, onde as pessoas se sentem bem.
É também por isso que Fátima continua um mistério...
A fotografia que acompanha o texto é da Cova de Iria, no dia 13 de Outubro de 1917.