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terça-feira, outubro 07, 2025

Será que se está a preparar em Gaza um episódio parecido com a "guerra de Solnado"?


Se há coisa que já se percebeu, é que tanto Trump como Netanyahu, são capazes de tudo, para atingirem os seus objectivos pessoais, que por vezes tentam fingir ser colectivos.

É por isso que tenho algumas suspeitas de que o Presidente dos EUA está a querer "acelerar" um acordo de paz em Gaza (que tem tudo para ser parecido com o de "judas"...), por ver que se está a aproximar a atribuição do seu tão sonhado "Nobel da Paz".

Prémio que tem "exigido" em quase toda a parte onde discursa, ao ponto de inventar guerras que terminou sem elas começarem. Embora seja quase anedótico, que um ditador mentiroso, possa ter tais aspirações, no mundo actual parece que tudo é possível.

O que é verdadeiramente grave, é a notória falta de carácter dos principais líderes europeus, que a única coisa que têm deixado no ar, na relação com Trump e com os EUA, é a sua cobardia e hipocrisia (onde nem falta um português de apelido Costa...), ao ponto de estarem prontos a apadrinhar um "prémio" completamente imerecido, mesmo que os seus júris, só de vez em quanto, escolham os melhores...

É por isso, que este episódio é parecido com a "guerra do Solnado" (que parava aos fins de semana, para descanso do "inimigo"...), embora essa fosse completamente inofensiva, ao contrário do que se passa diariamente em Gaza. 

Nada nos diz, que depois de Trump receber o tão desejado "Nobel da Paz" (parece que é mesmo uma possibilidade...), não volte a existir uma marcha atrás no acordo e o Israel se mantenha firme, no propósito de aniquilar todos os Palestinianos...


domingo, junho 22, 2025

Será que querem transformar o Irão num novo Iraque?


Não consigo compreender, pelo menos de forma racional, as atitudes bélicas do Israel contra o Irão, muito menos o apoio (desta vez prático) dos EUA.

Também não entendo a reacção passiva da Europa (e de Portugal...) ao agravar de tensões no Oriente, reagindo como se fosse o Irão que tivesse atacado Israel...

Tudo se torna mais grave quando a responsável dos serviços secretos norte-americanos e o representante da Agência Internacional de Energia Atómica defendem que não existe qualquer evidência de que o Irão tenha armas nucleares.

Só faltou mesmo terem inventado um encontro como o das Lages, para que a mesma mentira que destruiu o Iraque, tivesse agora o mesmo efeito no Irão. 

Quem continua a barafustar contra todas estas atrocidades, é António Guterres. Mas de pouco lhe valem as palavras, percebe-se que falar ou estar calado, é quase a mesma coisa. Ou seja, a ONU é cada vez menos respeitada, especialmente pelas grandes potências do Mundo.

Segundo o meu olhar, longínquo e pouco conhecedor das tramas internacionais,  ele já se deveria ter demitido.

Espero que seja apenas a defesa intransigente do humanismo no Mundo, que o esteja a manter à frente da ONU...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, outubro 14, 2024

Esta Lisboa, que está cada vez mais presa ao mapa das "cidades-cinema" e das cidades-museu"...


Ontem, quando regressava a casa, de cacilheiro, pensei que Lisboa era cada vez mais, uma das várias "cidades-cinema" europeias,  vocacionadas para se fazerem filmes, tirarem fotografias, enquanto se saboreia um pastel de nata, tudo coisas que fazem as maravilhas dos asiáticos, dos americanos, e claro, também dos europeus, de várias latitudes. 

A Europa está cheia de cidades apetecíveis para estes "realizadores" e fotógrafos" amadores, como Paris, Roma, Barcelona, Veneza, Florença, Berlim ou Londres. Mas estes lugares (se excluirmos Veneza e Florença...) além de estarem organizados para  continuarem a receber turistas, esforçam-se por ter vida própria, com os seus habitantes a quererem ser muito mais que meros figurantes, como estão a querer transformar os lisboetas, não deixam de estar em perigo.

É perigoso deixarmo-nos "prender" pelos nossos passados, por muito gloriosos que eles sejam, fazer com que as nossas vidas fiquem cada vez mais dependentes das "cidades-museu", o lado A das "cidades-cinema"...

E entretanto chegámos a Cacilhas.

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


sexta-feira, outubro 04, 2024

Problemas velhos que parecem novos...


Nem sempre nos apetece recuar no tempo, até porque não nos surgem apenas surpresas agradáveis, dentro das nossas memórias.

Pois é, de repente descobrimos uma Lisboa que sempre teve problemas de habitação...

Quando viemos viver para a Cruz Quebrada, em 1981, nas viagens de ida e de volta para as Caldas, éramos obrigados a reparar nas suas entradas (rodoviárias e ferroviárias...), povoadas de bairros de lata. Bairros que floresciam graças aos problemas que parecem ser "de sempre": falta de casas para alugar, a preços acessíveis, pelo menos para quem recebia "ordenados de miséria" (também não é um problema apenas de hoje...).

Só com a entrada na União Europeia e com a boa utilização dos fundos por parte da autarquia de Lisboa (penso que nos mandatos de Jorge Sampaio e de João Soares), foi possível acabar com este flagelo social.

Claro que existiam ainda outros problemas na Capital, como uma baixa pombalina praticamente desabitada, com os interiores dos seus prédios quase em ruínas,  com o perigo de derrocadas latente... 

Este só seria resolvido com o "paraíso turístico", que chegaria alguns anos depois. Mas isso fica para amanhã...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, junho 27, 2024

As habituais contradições do dia seguinte...


Não tinha pensado escrever sobre a Selecção e sobre o Europeu, por sentir (como de costume...), que as espectativas estavam demasiado altas.

E continuo a pensar, que não há nada melhor que uma derrota, para colocar toda a gente com os pés no chão. Claro que não é preciso viajar do 80 ao 8, nem os "bestiais" passarem a "bestas", em apenas noventa minutos... Muito menos que o senhor Martinez passe a ser apenas o "espanhol" (sim, com letra minúscula).

Continuo a pensar que não somos a melhor Selecção da Europa. Mas também acredito que tudo é possível, basta que a sorte fique no nosso lado (o que não aconteceu ontem, além das ofertas que fizemos, o árbitro também era do clube dos que "não gostam do Ronaldo" (é a única explicação para não marcar o penalty das puxadelas da camisa...).

Só espero é que os jogadores pensem como eu. Faz muito mal a qualquer equipa, achar que são "os melhores da europa", antes de jogarem. 

É muito importante respeitar os adversários.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, junho 08, 2024

A partidarização da justiça (cada vez mais às claras)


Ninguém no nosso País deverá ter dúvidas que há uma "partidarização" da justiça, especialmente dentro do ministério público.

Começa a ser norma que na semana antes das eleições, apareça um escândalo qualquer que, normalmente, envolve a principal força da oposição. Ou seja, se for o PS que está a governar, há uma forte possibilidade de que alguém do PSD seja "investigado".  Se for o PSD (ou AD...) que seja governo, acontece o mesmo em relação ao PS. Neste caso a vitima directa é Lacerda Sales, as indirectas são o Presidente da República e a antiga ministra da Saúde, que por mera coincidência, é a cabeça de lista do PS, às Eleições Europeias...

É apenas mais um sector do país a precisar de um verdadeiro "25 de Abril"...

(Fotografia de Luís Eme - Caramujo)


sexta-feira, maio 24, 2024

A cultura da guerra é mais importante que a cultura de paz


Há coisas que algumas pessoas nunca irão perceber, porque a vida é o que é. Nem sei se serve de desculpa a não existência de nenhum teatro no bairro onde cresceram ou de uma biblioteca acessível a todos. Acho que não...

Mas que soa a estranho, que um país que nunca se esforçou para atingir o desejado um por cento para a Cultura, esteja agora disposto a chegar aos dois por cento para a defesa (mais para armamento...), como o primeiro-ministro prometeu na sua visita à Alemanha, até 2030.

Faz-me também confusão que toda esta gente que nos governa queira ter o rótulo de "bom aluno" e de "cumpridor". Querem mostrar que são tudo menos a caricatura holandesa, do povo que "gosta de sol, mulheres e cerveja" (algo que essa gente até parece gostar mais que nós, se excluirmos as mulheres, pois quando nos visitam bebem quase até à "coma alcoólica" e ficam ao sol até parecerem "tomates"...).

O que parece ser óbvio, é que todos os nossos governantes continuam a ter medo da Cultura (incluindo os "xocialistas"), tal como acontecia durante o salazarismo e o marcelismo. Também não é de admirar, até porque muita desta gente da direita portuguesa, que chega ao poder, descende da dúzia de famílias que eram "donas" do nosso país antes de Abril (dos governantes nacionais aos caciques locais...).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, abril 26, 2024

Com amigos destes...


Acho curioso (mas não devia...) que os comentários mais cínicos sobre a escolha do nosso novo Sebastião, sejam de comentadores de direita (pois é, são a maioria, pelo menos nas televisões...), que não se esquecem de referir: "eu sou amigo dele, mas..." (há muito  por aí quem defenda que amigo não empata amigo, até na cobiça da namorada alheia...).

Temos a mania de que a célebre "dor de cotovelo" é mais portuguesa que universal. Manias... O que não há dúvida é que alguns comentadores com mais uns anitos que Bugalho, a escrever e a falar, aqui e ali, acham que também já deviam ter a oportunidade para dar o "salto" e encher os bolsos (ainda por cima este dinheiro é "europeu", vale mais...).

Mas a realidade é outra coisa. E posso dar um exemplo familiar: o único comentador de quem a minha mãe me falou nos últimos tempos é do "rapaz penteadinho e bem vestidinho", que é capaz de dizer as maiores barbaridades, com o ar mais sério do mundo (ela é socialista e continua a ter uma "adoração" pelo Costa...).

O mais curioso é a atenção que tem sido dada à "agricultura" nestes dias pouco pardacentos. Não se trata apenas do Marcelo ter chamado a Montenegro de "saloio" (mesmo que ele seja mais urbano e moderno do que o que o presidente pensa, esta escolha fala por si...), há também vários comentadores que foram buscar os "melões" (coitados, não tiveram um avô que lhes ensinasse a escolhê-los e devem comprar demasiados "pepinos" em forma oval...), para dizer que o jovem é uma "incógnita".

Sem cinismos, eu acho que se trata de uma boa escolha, pelo menos para quem quer ser segundo nas eleições...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, janeiro 08, 2023

Os Nossos Governantes a Fingir e a habitual Aproximação à Latino-América...


Sempre houve tendência para olharmos para os problemas do nosso país, como se fossemos um "oásis da Europa", no pior sentido.

Parece que não conseguimos fugir da "sina", que nos persegue há séculos, de sermos governados por gente que se limita a fingir que governa (o Costa limita-se a seguir a "cartilha"...). Há muitas teorias e muitos teóricos, que explicam o quase inexplicável (só não conseguem solucionar o problema...).

Alguns até vão buscar influências à nossa posição geográfica, na ponta mais ocidental do continente europeu.

Talvez seja por isso que se nota a tentação de ir rebuscar as palavras de Eça de Queirós, com mais de um século, embora seja provável que até existam escritos anteriores, onde também seja possível encontrar algumas das críticas que parecem continuar actuais, na nossa caracterização como povo (há até quem vá até ao Viriato, quando ainda nem existia o nosso reino, por ter ficado registado na história que ele "não se governava nem se deixava governar"...).

E depois fala-se da nossa colagem ao "terceiro mundo", com aproximações à "Latina-América". E lá vem a geografia... Se não fosse o Atlântico, estávamos logo ali ao lado...

Sempre achei esta comparação injusta, porque fomos nós e os espanhóis, maioritariamente, que povoámos todo o continente sul americano (claro que já existiam os nativos e também temos de contar com a quantidade de escravos que levámos de África para a América...).

Ou seja, se há alguém que é o "pai da criança", somos nós e os nossos vizinhos (embora estes sejam muito diferentes de nós...).

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, novembro 04, 2022

O Amor à "Pátria" (entre a globalização e a aposta no ressurgimento dos nacionalismos)


Este foi um dos temas mais consensuais da nossa conversa. Não há ditador que prescinda do amor e da defesa da Pátria (muitas vezes contra tudo e contra todos...), agarrando-se a tudo o que pode, como sejam os momentos de glória do passado, o amor-próprio das pessoas, e sobretudo, de muita mitologia.

Não deixa de ser curioso, que tenha sido a globalização a promover o crescimento os nacionalismos na Europa. 

Esta aproximação dos continentes. assim como a abertura das fronteiras entre países europeus, consolidou outro fenómeno: a chegada quase diária de "migrantes" (vindos quase sempre do Norte de África, em fuga da fome, da guerra e do desemprego...). Chegada que também tem contribuído para o papel cada vez mais relevante dos partidos populistas e nacionalistas, xenófolos e racistas, na Europa.

Os tempos de crise que temos vivido nos últimos anos, colocam tudo em causa. Quase ninguém quer que lhes ameaçassem o emprego e a qualidade de vida. 

E estas questões são "terreno fértil" para o crescimento de partidos extremistas, que voltam a trazer à luz do dia o "Deus, Pátria e Família", que tanto jeito deram ao salazarismo e marcelismo, na manutenção do regime ditatorial durante quase meio século.

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


domingo, outubro 02, 2022

O (nosso) Desperdício de Talento


Hoje tinha pensado falar das "corridas de carros" que ocuparam a Margueira (Lisnave...) durante o fim de semana, mas a única coisa de interesse que encontrei por lá foram as pessoas que  fui guardando na minha máquina fotográfica.

Mas já à noite, enquanto ia assistindo, aqui e ali, à "feira de vaidades da SIC" (prémios globos de ouro), fui surpreendido por um momento especial.  A Catarina Vasconcelos foi premiada na categoria de melhor filme, com "A Metamorfose dos Pássaros". Não estava presente e foram os dois produtores que receberam o prémio e agradeceram ao público.

Um deles, aproveitou a presença do ministro da Cultura e do presidente da Câmara de Lisboa, para lhes lembrar as dificuldades com que vivem os realizadores, actores e técnicos, assim como o pouco apoio que o Estado dá à Cultura no geral e ao Cinema, em particular.

E em jeito de desabafo disse que não devia haver um país onde se desperdiçasse tanto talento como o nosso.

Mas o mais grave, é que este desperdício de talento faz-se em todas as áreas. Os nossos melhores jovens acabam por partir, mais tarde ou mais cedo, para outros mundos onde o seu talento e o seu trabalho é reconhecido e aplaudido.

Que estamos na cauda da Europa em quase tudo, não é nenhuma novidade para ninguém. (Os medíocres dos nossos governantes fingem não perceber que a sua preocupação em serem "bons alunos", além da "esmola" de fundos, não tem trazido nada de novo nem de útil ao país).

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, julho 11, 2022

Segunda-Feira Marroquina


Se tudo o que é mais de trinta graus, já é calor a mais para mim, nem sei o que dizer com estas "ultrapassagens pela direita, pela esquerda e pelo meio" dos quarenta e vários graus.

Nem a proximidade atlântica nos vale... 

Não faço ideia se os turistas continuam a encher os aeroportos e Lisboa e o Porto. Provavelmente sim. Mas se calhar não era bem este Sol que queriam. Este parece-se mais com o deserto que com a Europa Mediterrânea, mesmo a da ponta mais ocidental...

Como seria de esperar, a "guerra" televisiva transferiu-se da Ucrânia para as nossas matas e pinhais, pois estamos na época dos incêndios. Se a televisão está apostada no "espectáculo", o Governo levou tudo mais a sério e declarou o estado de contingência, proibindo todo o tipo de actividades nas nossa zonas florestais, mesmo as agendadas (como os festivais de Verão...). É caso para dizer um carneiro é menos para brincadeiras que qualquer cabrita... E ainda bem, para todos nós.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, abril 04, 2022

Lisboa e o Tejo Volta a Encher-se de Gente de Fora...


Talvez seja a nossa posição, no ponto mais ocidental da Europa, que atrai tanta gente de fora nestes tempos de guerra (mesmo que ela apenas fique próxima pelas televisões...).

Sei que estes tempos são muito diferentes, dos da "outra guerra", em que Lisboa era sobretudo ponto de passagem, para o outro lado do Atlântico. Por aqui nem se nota a chegada de refugiados. O facto de serem acolhidos sobretudo por amigos e familiares, deve fazer com que prefiram a descrição.

Ou seja, quem chega para passear no Tejo, vem de paragens mais pacíficas. 

No Ginjal ouço mais o francês e o italiano que o inglês, apesar da sua universalidade. Só o velho pescador da fotografia é que foi capaz de soltar umas graçolas em bom português, dedicadas às jovens mulheres, sentadas quase à proa do veleiro que passava frente ao cais.

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


sábado, abril 02, 2022

"Uma Receita para o Desastre"


Lia-o quase sempre, embora raramente concordasse com o Vasco Pulido Valente escrevia nos vários jornais onde colaborou. Isso acontecia pelo seu pessimismo e também pela sua vontade de "nadar contra a corrente" (adorava ter um ponto de vista original, diferente de todos os outros, mesmo que não passasse de um disparate...).

Curiosamente "bati de frente" com um pequeno recorte de uma das suas colunas do "Diário de Notícias" (Faz de Conta), datada de 5 de Setembro de 1999. Ou seja, uma coisa ainda do século passado, onde ele "tem razão antes de tempo". Tem como título "Uma Receita para o Desastre" e explica um pouco o porquê da tentativa da invasão Russa e destruição da Ucrânia, que todos assistimos, diariamente. Vamos lá à transcrição:

«A entrada na NATO da Hungria, da Polónia e da República Checa e sobretudo o próximo alargamento da UE a leste transformarão fatalmente a Alemanha na potência hegemónica da "Europa do Meio" /definida, reconheço, sem grande rigor). De qualquer maneira, do Adriático às fronteira da Ucrânia, mandará Berlim. O objectivo histórico do II Reich e do nazismo ressurgiu assim sob os nossos olhos e, prodigiosa coisa, em nome dos direitos do homem. Só falta (mas já se fala nisso) que a Estónia, a Letónia e a Lituânia entrem na NATO - e a Rússia ficará "cercada". Claro que a Alemanha avançou, e avança, no vácuo deixado pelo abjecto fim da URSS e pela actual impotência de Moscovo. Sucede que esta situação não vai durara sempre e que, uma vez arrumada a casa, nenhum governo russo aceitará perder por completo a sua influência na "Europa do Meio". Os perigos da política expansionista (que hoje surpreendentemente ninguém contesta) são mais do que óbvios. Levam em linha recta a uma Rússia humilhada e revanchista, que ainda é a segunda potência militar do mundo e que deverá o "Ocidente" (a Alemanha e a América) como o seu inimigo principal. Uma receita para o desastre.»

Os russos só esperaram vinte e dois anos e alguns meses, para "responder" ao Ocidente e dar razão a Vasco Pulido Valente. E a Alemanha, por muito que disfarce, não está longe do "olho do furação".

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, março 20, 2022

Impotência


Impotência, é o que a maior parte dos cidadãos comuns da Europa e do Mundo sentem em relação ao que se está a passar na Ucrânia.

Continuo a desconfiar da "desculpa", de que existe o perigo de uma "guerra nuclear", se a NATO tivesse uma participação mais activa na defesa das pessoas e das cidades ucranianas. Existiriam sim, mais baixas de parte a parte... Mas estou convencido de que a invasão russa teria os dias contados... 

Se tudo permanecer como até agora, a Ucrânia pode ficar sem uma única cidade habitável...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)



quarta-feira, março 16, 2022

A Lucidez de Pacheco Pereira


Ao longo do seu longo percurso como comentador, José Pacheco Pereira tem sido criticado (muitas vezes injustamente, no meu entender, claro...), por não ter qualquer problema em dizer o que pensa, nunca se preocupando com essa coisa que chamam o "politicamente correcto". 

Isso voltou a acontecer no domingo passado na CNN, quando falou das diferenças de tratamento que são dadas aos refugiados, e que tudo começa pela cor de pele. Deu como exemplos vários conflitos no mundo, também com invasões e bombardeamentos a países. Falou mesmo em estas vítimas terem a "cor errada".

Eu não vou tanto pela "cor de pele" (embora cidadãos portugueses de cor, tivessem sido barrados na fronteira da Polónia, quando estavam a fugir da Ucrânia...). Vou mais pela proximidade geográfica, por a Ucrânia ser na Europa. Por sentirmos este conflito muito perto (até pelo "espectáculo televisivo" diário, que abafou completamente a pandemia...).

Claro que o mal não está no apoio que está a ser dado aos ucranianos, mas sim aos outros refugiados, africanos ou orientais. 

Gosto da lucidez de Pacheco Pereira, porque mesmo quando não concordo com ele, sou "forçado" a olhar para os lados, e não apenas para a frente e para trás...

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)


quarta-feira, março 02, 2022

«Num mundo normal o Putin estava cercado por todos os lados»


Acho que todos pensamos a mesma coisa, mas não dizemos.

Não sei se vivemos num mundo "anormal", mas percebi perfeitamente o que o Carlos quis dizer, quando disse:

«Num mundo normal o Putin estava cercado por todos os lados e já tinha sido obrigado a recuar e a enfiar o rabinho por entre as pernas.»

Infelizmente vivemos num tempo em que os interesses pessoais, se têm sobreposto, com cada vez mais "normalidade", ao interesse comum... 

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)


quinta-feira, fevereiro 24, 2022

Misérias Humanas


Digam o que dizerem os muitos comentadores ("cata-ventos" ou "com agenda"...), que quase fazem fila para "opinar", não há qualquer hipótese de branquear o que está acontecer na Ucrânia.

Só há um país que está a invadir um território que não é seu e a iniciar uma guerra, que como todas as outras, irá matar sobretudo inocentes.

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)


sexta-feira, dezembro 10, 2021

Fingimos que não Vemos... Fingimos que não Percebemos...


Fingimos que não vemos... Fingimos que não percebemos... Sempre foi a forma mais fácil de olhar para o mundo à nossa volta. 

Devíamos ter vergonha desta Europa em que habitamos, que gosta de se fingir mais democrática e humanista, do que realmente é.

Acho que também foi, mais ou menos assim, o nosso comportamento durante os anos intermináveis da Segunda Guerra Mundial.

As gentes dessa época também fingiram não perceber o que se estava a passar com todos os perseguidos, especialmente com os judeus.

Obrigado Rosarlette (cliquem no nome), por nos recordares que existem crianças presas nos muitos centros de acolhimento de refugiados espalhados pelo mundo, em mais um Inverno do nosso descontentamento...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, setembro 04, 2021

Uma "Viagem" a Caminho de 2040...


Ontem tive uma conversa, com alguma profundidade, sobre como será o nosso País (e também a Europa...) daqui a vinte anos.

No início prevaleceu a ideia da existência de duas europas, um de "ricos" e outra de "pobres". E claro que para nós estava destinado o "lado pobre". O futuro acabou de ser confrontado com as alterações climáticas e com as migrações, que pouco a pouco, foram destruindo as teses de que o "dinheiro tudo vence", porque as catástrofes podem acontecer onde menos se espera, como se verificou este ano com as cheias na Alemanha (o país de que se dizia, que não cometia erros ambientais, nem construía em zonas consideradas como leitos de cheia...).

Se a estatística nos diz que não gostamos de famílias grandes (temos zero, um ou dois filhos no máximo...), os novos europeus que têm chegado de África e do Oriente, fazem questão de ter meia dúzia de filhos. E isso não só mudará os "retratos sociais" como dificultará bastante a "futurologia"...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)