sábado, agosto 29, 2020

Fragilidades Humanas...


Eu sei que as separações deixam marcas (visíveis e invisíveis...).
Mas não estava de todo à espera, que os seus olhos fossem tão reveladores.

Olhei-a apenas por breves instantes.
E não gostei nada de a sentir tão frágil...

Foi quando voltou a colocar os óculos e fingiu ir ver o Tejo...

(Fotografia de Luís Eme - Quinta da Arealva)

12 comentários:

  1. Há separações e separações!
    Acho que o espanto se junta à fragilidade!

    Abraço

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    1. Foi o olhar que me surpreendeu, Rosa.

      A mulher confiante de outrora desaparecera dentro daqueles olhos... Depois vim a saber que o ex-marido andava a "instrumentalizar" os filhos, a "culpá-la" da separação (acho que no depois os homens ficam mais "perdidos" que as mulheres).

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  2. As separações são sempre dolorosas.
    Abraço, saúde e bom fim de semana

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    1. Sempre, Elvira.

      E quando há filhos é terrível.

      Devem existir milhares e milhares de casos em que as pessoas adiam o "final" da relação pelo bem estar dos filhos...

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  3. Foto / Poema, a conjugação perfeita
    .
    Um domingo feliz
    Abraço

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    1. A fotografia foi escolhida por acaso, e só a última frase lhe pertence, Ricardo (para despistar...). :)

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  4. Ver o Tejo para que ele lhe levasse as lágrimas... Ausências que doem.
    Uma boa semana com muita saúde meu Amigo Luís.
    Um abraço.

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    1. As coisas bonitas fazem doer, quando transportam atrás de si belas recordações, Graça. :)

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  5. Mais uma belíssima foto!

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    1. (uma fotografia "roubada" a alguém que estava em movimento, rente às ruínas da Quinta da Arealva, Severino)

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  6. Sempre é bom descansar a vista nas águas vivas. Algo esperançoso sai delas.
    Desejo do melhor. Essa dor vai desaparecer. Continue a olhar as águas vivas, o céu... sentir o calor na pele. Sentir que há vida e está a vivê-la.

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    1. A dor não era minha, Portuguesinha, mas era demasiado visível, e de alguém que respirava confiança por todos os poros, foi isso que mais me intrigou... Embora saiba que o amor nos enche de "buracos" invisiveis...

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