Cinco anos pode ser uma
eternidade,
Ou ser apenas o dia
seguinte...
Nova Iorque não voltou a
ser igual,
As pessoas perderam tantas
coisas...
Até a liberdade de serem
quem eram.
O simples gesto, de um
aceno ou sorriso,
Foi suprimido pela
ditadura da segurança,
Assim como qualquer
palavra circunstancial
Trocada na rua, com
estranhos.
Cinco anos pode ser uma
eternidade
Ou ser apenas o dia
seguinte...
Podemos banalizar o que
aconteceu
Fingir que as Torres
Gémeas desapareceram,
Num truque qualquer de
magia,
Podemos dizer que a vida
continua,
Que o que já lá vai, lá
vai...
Cinco anos pode ser uma
eternidade
Ou ser apenas o dia
seguinte...
Mas os rostos daqueles que
partiram,
Sem marcar qualquer
viagem,
Permanecem vivos no
coração de Nova Iorque.
Sim, coração, de Nova
Iorque!
O coração de qualquer
cidade
São sempre os seus
habitantes.
Luís [Alves] Milheiro
Nota: escrevi este poema em 2006, quando passaram cinco anos desta tragédia, ou seja há vinte anos...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Uma enorme tragédia difícil de esquecer, quando muitos assistiram em directo ao 2° embate e concluíram imediatamente que era um ataque terrorista.
ResponderEliminarEu estou nesse número.
O mundo mudou e não foi para melhor!
Abraço
Pois... está tudo pior, Rosa.
EliminarNinguém aprendeu nada (aliás, não quis....).
Violência só gera mais violência...