Não sei quem fechou primeiro, se foram os tribunais ou as finanças. Depois foram os bancos a decidirem transformar-se em caixas de multibanco. É esta a história de demasiadas cidades e vilas do interior...
Agora é a vez de fecharem restaurantes e salas de cinema, nos mesmos sítios onde já não existem os tribunais e outras coisas que tais...
É normal. Sem pessoas, não há negócio que resista...
É também por isso que este mesmo interior, corre o risco de deixar de ter à venda jornais diários em papel...
Quem não parece muito preocupado com este estado de coisas, é o Estado do país (que temos a mania de dizer que somos todos nós, mesmo que seja mentira...).
Talvez os governantes que têm como apelido "estado" gostem destes vazios.
Talvez gostem que quase toda a gente viva com a possibilidade de ver o mar...
(Fotografia de Luís Eme - Castelo Branco)
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