terça-feira, janeiro 20, 2026

Não sei quem fechou primeiro...


Não sei quem fechou primeiro, se foram os tribunais ou as finanças. Depois foram os bancos a decidirem transformar-se em caixas de multibanco. É esta a história de demasiadas cidades e vilas do interior...

Agora é a vez de fecharem restaurantes e salas de cinema, nos mesmos sítios onde já não existem os tribunais e outras coisas que tais... 

É normal. Sem pessoas, não há negócio que resista...

É também por isso que este mesmo interior, corre o risco de deixar de ter à venda jornais diários em papel...

Quem não parece muito preocupado com este estado de coisas, é o Estado do país (que temos a mania de dizer que somos todos nós, mesmo que seja mentira...).

Talvez os governantes que têm como apelido "estado" gostem destes vazios. 

Talvez gostem que quase toda a gente viva com a possibilidade de ver o mar...

 (Fotografia de Luís Eme - Castelo Branco)



4 comentários:

  1. Na altura das eleições, ouve-se com frequência a valorização do Interior. Depois, fecham-se os serviços públicos e o Interior apenas é notícia na tragédia dos incêndios. Os casos sucedem-se de um país cada vez mais inquinado para o Litoral e em particular para o Porto e Lisboa.
    Todos temos culpa, sobretudo o poder político.
    De cabeça lembro-me do eterno adiamento do IP3, da ausência de um estrada decente que ligue Bragança ao TGV a poucos quilómetros.... Tantos outros podia dar.

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    1. É triste, o que fazemos com o interior, cheio de coisas bonitas e agradáveis.

      Só falta mesmo aparecerem os estrangeiros branquinhos e perfumados, com dinheiro a saltar dos bolsos, e começarem a "comprar" a retalho as nossas aldeias quase abandonadas...

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  2. E talvez o de maior impacto, os CTT que deixaram o povo isolado!

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    1. Pois foi, esqueci-me do correio (era através deles que muita gente recebia as reformas), Tintinaine.

      (ainda devem faltar outras coisas...)

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