Não sei quem fechou primeiro, se foram os tribunais ou as finanças. Depois foram os bancos a decidirem transformar-se em caixas de multibanco. É esta a história de demasiadas cidades e vilas do interior...
Agora é a vez de fecharem restaurantes e salas de cinema, nos mesmos sítios onde já não existem os tribunais e outras coisas que tais...
É normal. Sem pessoas, não há negócio que resista...
É também por isso que este mesmo interior, corre o risco de deixar de ter à venda jornais diários em papel...
Quem não parece muito preocupado com este estado de coisas, é o Estado do país (que temos a mania de dizer que somos todos nós, mesmo que seja mentira...).
Talvez os governantes que têm como apelido "estado" gostem destes vazios.
Talvez gostem que quase toda a gente viva com a possibilidade de ver o mar...
(Fotografia de Luís Eme - Castelo Branco)
Na altura das eleições, ouve-se com frequência a valorização do Interior. Depois, fecham-se os serviços públicos e o Interior apenas é notícia na tragédia dos incêndios. Os casos sucedem-se de um país cada vez mais inquinado para o Litoral e em particular para o Porto e Lisboa.
ResponderEliminarTodos temos culpa, sobretudo o poder político.
De cabeça lembro-me do eterno adiamento do IP3, da ausência de um estrada decente que ligue Bragança ao TGV a poucos quilómetros.... Tantos outros podia dar.
É triste, o que fazemos com o interior, cheio de coisas bonitas e agradáveis.
EliminarSó falta mesmo aparecerem os estrangeiros branquinhos e perfumados, com dinheiro a saltar dos bolsos, e começarem a "comprar" a retalho as nossas aldeias quase abandonadas...
E talvez o de maior impacto, os CTT que deixaram o povo isolado!
ResponderEliminarPois foi, esqueci-me do correio (era através deles que muita gente recebia as reformas), Tintinaine.
Eliminar(ainda devem faltar outras coisas...)