Só me conseguia lembrar de um outro nosso amigo comum, que a partir de certa altura (é verdade que começou a visitar mais vezes hospitais que galerias de arte...), não conseguia começar uma conversa sem se queixar disto ou daquilo. Ela disse-me mais que uma vez, que era cada vez mais difícil falar com ele, que se tornara um chato, que só falava de doenças...
Depois de a deixar, fiquei a pensar que aquilo podia ser quase "epidémico". Ela estava como ele. Talvez o problema seja da vidinha. Sim, quando o mundo ameaça cair-nos em cima, aquilo que nos realizava até aí, pode deixar de ser importante...
De uma forma optimista, pensei que talvez conseguisse escapar a este epidemia, por ser um tipo estranho.
Sim, já que raramente falo com os outros dos meus "achaques" e até há muito "boa gente" que acha que isso não é muito normal...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa - detesto quando destroem a arte alheia como aconteceu neste caso...)

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