Desta vez parece que a Comissão Técnica foi mesmo independente e esclareceu todas as dúvidas (se é que elas existiam...) a quem assistiu ao vivo a esta apresentação. Posso mesmo acrescentar, que se tratou de um exemplo raro de transparência, no nosso País.
Num campo completamente oposto está o caso das "meninas gémeas". Não vou falar da questão médica nem do "milagre da nacionalidade" em 14 dias. Vou falar sim de toda a trapalhada que foi criada à sua volta. Da gente com grandes responsabilidades políticas, que em vez de falar verdade, resolveu dar a desculpa do costume: "já foi há quatro anos, não me lembro sequer de ouvir falar disso". Foi o que fizeram tanto o Presidente da República como a antiga Ministra da Saúde, acabando por ter de dar o dito pelo não dito (houve um momento em que Marcelo até ameaçou os jornalistas com os tribunais...), porque é impossível esquecer um caso destes, que envolve uma doença rara e um medicamento com o custo de quatro milhões...
Como escrevi no título, são dois bons exemplos da transparência, que devia existir em todos os investimentos públicos, e da falta dela, quando as pessoas pensam que estão "acima da lei", ou que os cargos que exercem lhes permitem passar pelos "intervalos da chuva"...
(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)