quarta-feira, setembro 12, 2018

«Não me digam que estavam à espera que as coisas mudassem por cá, no nosso cantinho!»


Mesmo que não seja hábito dizermos que andamos a "virar frangos" há muito tempo, ou utilizar outro lugar comum ainda menos eloquente, «desta gente espera-se tudo», é notório que começamos a ser cada vez menos crédulos. Parece-me que o único que escapa da nossa mesa é o Manel, o mesmo bom rapaz de sempre.

Ou seja, não conseguimos passar ao lado das últimas notícias sobre os "chico-espertos" de Pedrogão Grande, que se aproveitaram da existência das habituais "vírgulas", que existem nos contratos, com a cumplicidade de alguém  ligado à autarquia, para conseguirem uma casinha nova, nas suas segundas e terceiras habitações, à conta de donativos, que só foram possíveis graças à boa vontade de milhares de portugueses.

Houve quem falasse como se este acontecimento fosse uma coisa "anormal"  no nosso país. Foi preciso a Rita colocar ordem na mesa e dizer: «Não me digam que estavam à espera que as coisas mudassem por cá, no nosso cantinho!»

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, setembro 11, 2018

A Resistência e a Liberdade Novaiorquina...


A bonita  "Livraria" da nossa Maria Vieira da Silva pode ser tanta coisa...

Sim, os livros da Maria também podiam ser "arranha-céus", daqueles que transformaram Nova Iorque numa cidade única, e que hoje continuam a ser um símbolo maior, de Resistência e de Liberdade...

segunda-feira, setembro 10, 2018

Este Calor que Vai e Vem...


Hoje voltou a estar um autêntico dia de Verão.

A temperatura voltou a subir e as margens do rio encheram-se de pessoas, que fizeram do Tejo quase uma praia e um solário. E para variar, a maioria saberá apenas uma ou duas palavras do nosso português...

Os "turistas saltitões" da fotografia estão na banda de cá...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, setembro 09, 2018

Domingo nas Corridas...


Hoje passei parte do domingo no Parque Eduardo VII, graças ao "3º Grande Prémio Red Bull" e ao meu filho...


Foi um grande espectáculo, sobretudo de criatividade, das mais de sessenta equipas de Norte a Sul que participaram na  nossa "corrida mais louca do mundo".


E foi uma grande aprendizagem para o meu filho de 20 anos, que participou na competição, ainda que de forma quase meteórica, com três amigos...

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, setembro 08, 2018

Os Nossos Espelhos de Casa...


Os nossos filhos são muitas vezes o nosso espelho.

Olhamos-os e recordamos que nem sempre nos apetecia aprender com os erros... Tantas vezes que pensávamos que a teimosia era uma virtude...

Não vale a pena dizer-lhes que são novos e não pensam, Até porque estão na idade da "sabedoria".

Quando os cabelos começarem a receber outras tonalidades, vão ver as certezas a serem substituídas por outras coisas, quase sempre mais certas. 

Embora não se note, crescemos mais de um palmo, quando percebemos que há mais verdades que àquelas que julgávamos conhecer...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, setembro 07, 2018

Memórias de Setembro...


Por este Setembro estar a querer "murchar", como acaba por ser normal, ano após ano, lembrei-me, que nos primeiros anos de vida activa gozava férias no começo de Setembro. 

Embora isso acontecesse por ser "demasiado novo" para puder marcar férias em Agosto... 

E quando já podia escolher, Agosto continuou de fora, foi a segunda quinzena de Julho que passou a ser a preferida cá de casa.

Mas voltando aos Setembros de há mais de trinta anos atrás, recordo que não me preocupava muito com o encolher dos dias ou com o vento dos finais de dia na minha Foz do Arelho... 

E como era agradável a sensação de ter a praia quase "só para mim".

A nostalgia normalmente só chegava em Outubro, até porque a barreira de 100 quilómetros era mais que suficiente para "libertar" os namoros de Verão...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 06, 2018

Efeitos (quase) Especiais...


Um dia destes cruzei-me lá por Lisboa, com um "homem de duas cabeças" (e mais difícil ainda, "duas cores"...), que noutros tempos, poderia ter feito carreira no circo, numa daquelas jaulas que exibiam seres humanos quase raros, que faziam parte dos célebres "fenómenos do entroncamento"...

Brincando um pouco menos, a "ilusão de óptica" tem coisas quase do caraças...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, setembro 05, 2018

Setembro com Nuvens...


Este Setembro com nuvens, que está ali mesmo atrás da porta, promete roubar-nos o pôr do Sol laranja, que tanto gosta de se esconder para lá do Tejo....

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, setembro 04, 2018

"Roubar" Rostos e Corpos e Fingir que Não é Nada Connosco...


Sei que gosto da fotografia de uma forma estranha, ou pelo menos, pouco convencional.

Nunca serei um "repórter de festas", por falta de gosto e de jeito. Não gosto de ir contra os rostos dos outros, nem de expor pessoas que param para ficar nas fotografias.

Para mim a fotografia com pessoas é vida em movimento. A maior parte das vezes uso-as quase como objectos decorativos (tento que não tenham rosto, que possam ser qualquer pessoa...).

É por isso que o título deste texto faz algum sentido. Quando tiro fotografias com a componente humana, tento que possam ser "milhentas pessoas", opto quase sempre por as apanhar de costas ou de lado. Sei que também há algum pudor neste exercício (não quero ser apanhado a "roubar" rostos e corpos...).

Mas de longe a longe distraio-me e acontece o que aconteceu com esta fotografia (esta proximidade só foi possível graças ao zoom, mas mesmo assim elas olharam para a fotografia, com expressões e sentimentos diferentes. Se uma quase sorri, a outra apetece-lhe mandar-me para algum sítio)...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, setembro 03, 2018

A Literatura é Mesmo Diferente...


Estava a ouvir uma jovem tocar viola numa roda de amigos e quando dei por ela, estava a viajar pelo passado, a percorrer as ruas dos sonhos da juventude...

Embora eu nunca tivesse grande jeito para a música, encontrei vários amigos dos tempos das "bandas de garagem" que ficaram pelo caminho, assim como o Rui "Pintor", que também abandonou esta vocação, quase apenas por que sim...

Quase que posso dizer que fui o único do bairro que continuou a caminhada pelo mundo das artes (neste caso mais letras...). E apenas por uma razão, a literatura é uma das poucas áreas da cultura que não exige uma formação específica. Se por um lado existem conservatórios para músicos, actores, encenadores, escolas de belas artes, não existe nenhuma escola que forme escritores (apesar de andarem por aí algumas pessoas a vender gato por lebre...).

E isso acontece porque para se ser escritor, a primeira qualidade que se exige é possuir-se um talento natural para a escrita, que se começa a notar desde cedo, nas redacções da primária. Talento que depois tem de ser alimentado, sobretudo com a leitura e com a prática diária dos jogos de palavras...

Ou seja,  podemos ser escritores "sem mestre". O mesmo não se pode dizer de um músico, ou de um pintor. Para "crescerem" eles precisam de alguém que os eduque, que lhes indique o caminho certo...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, setembro 02, 2018

O meu Interesse pela Vida dos Outros...


Às vezes penso nisso e reparo que o meu interesse pela vida dos outros é quase abstracto. 

Como é que vou explicar isto de uma forma simples?  Talvez até seja mais fácil do que parece... 

Raramente sinto um interesse particular pela vida dos vizinhos, do prédio ou da rua. Interessa-me sim, apanhar partes de vidas (através de uma notícia, uma conversa, um filme...) que possam entrar dentro das histórias dos livros, que  quase em simultâneo acabam por ser escritas em papel. 

Muitas acabam por perder logo a graça numa segunda leitura. Outras fingem que podem mesmo entrar no romance constantemente adiado...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, setembro 01, 2018

Ser (ou não ser) o Melhor do Mundo...


Incomoda muito os jornalistas (sim, especialmente estes...), quando alguém se acha dos melhores do mundo, e afirma-o, sem qualquer problema.

Isso tem acontecido com Cristiano Ronaldo e José Mourinho, no estranho mundo do futebol.

Mourinho sempre gostou de criar uma relação de "amor-ódio" com a comunicação social, algo que teve os efeitos desejados nos seus primeiros tempos na alta roda do futebol mundial, mas que hoje não se aproxima dos  seus objectivos: proteger a sua equipa e os seus jogadores.

Ele sabe que os tempos são diferentes (pelo menos desde que treinou o Real Madrid, pois em clubes desta dimensão, tudo é notícia, e ele é apenas mais um...). Mas mesmo assim não deixa uma resposta para dar, especialmente aos jornalistas de fraca memória (são quase todos, por causa do "negócio" e não só...), que o questionam como se fosse um "principiante" ou um "derrotado". 

É por isso que acho muito bem que puxe dos "galões" e diga que sozinho têm mais títulos de campeão inglês que os restantes 19 treinadores da liga inglesa. Porque a memória é tramada... Mourinho também poderia responder, com toda a legitimidade, a todos aqueles que dizem que só sabe ganhar com jogadores que custam milhões, que as duas vezes que foi Campeão Europeu, conseguiu-o com equipas quase "modestas" (FC Porto e Inter de Milão), pelo menos quando comparadas com as do Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, Arsenal ou Manchester United...

Já em relação à polémica do troféu de melhor jogador europeu, em que Modric venceu Cristiano Ronaldo, penso que nem seja motivo para grandes ondas, pois o médio croata fez uma excelente época. Estranho sim, que ninguém tenha falado sobre a justeza da entrega do prémio de melhor guarda-redes europeu a Keilor Navas (que na minha opinião, pouco modesta, nem sequer entra na lista dos dez melhores guardiões que actuam na Europa...), quando estava a competir com Buffon...

(Fotografia de Luís Eme)