Durante a viagem de ida e volta para casa tive a companhia de uma amiga, que vive um daqueles dramas que só quem passa por ele, sabe o turbilhão de emoções que entram dentro de nós, nos dias, meses e até anos seguintes (a perda de um companheiro ou companheira de uma vida...). Sinto que ela está a reagir bem. Está a tentar fugir da solidão, do vazio que ocupa parte dos seus dias. Mas é sempre mais fácil para nós falarmos, que para quem vive os dramas que a vida nos impõe...
Quando nos deixámos, voltei a pensar na exposição. Sim, é uma exposição diferente de muitas outras, só faz sentido para quem a entende... para quem perceba que se trata de uma viagem em volta de 100 imagens, cada uma com a sua história...
E lá vem a velha questão, quase filosófica, mas que diz tanto da vida: "Somos todos diferentes e todos iguais"... seja na forma de olhar, seja na forma de viver.
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
Somos todos diferentes mas todos iguais porque todos temos "parcelas" comuns!
ResponderEliminarEu também luto contra a solidão!
Abraço
Hoje luta-se muito contra a solidão, no nosso país, Rosa.
EliminarNão nos devemos isolar, mesmo quando gostamos de estar sós.
Há muita gente a sofrer a solidão da perda. Que tenham coragem as pessoas a quem acontece. Quanto à exposição que seja um sucesso, meu Amigo Luís.
ResponderEliminarTudo de bom.
Um abraço.