domingo, agosto 12, 2018

Chapéus (Também) de Sol...


Quando não há uma sombra e o Sol está forte, é sempre boa ideia improvisarmos, seguindo por exemplo esta senhora, num dos jardins lisboetas...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, agosto 11, 2018

Um Verdadeiro Parque da Paz...


O Parque da Paz é o pulmão verde de Almada.

Se há uma conquista de Abril memorável no Concelho de Almada, é este lugar, cheio de verde, de animais, e claro, de paz...


Como se pode ver pelas imagens, é bom para brincar e também para ler...

(Fotografias de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 10, 2018

O Exemplo Maior da Nossa "República da Mediocridade"...


Temos dezenas e dezenas de maus exemplos da nossa "República da Mediocridade", da saúde à administração interna que, de ano para ano parecem agravar-se, apesar de algumas tentativas infrutíferas de alguns "sonhadores", para melhorar o estado das coisas...

Onde ninguém tenta melhorar nada, há já mais de 30 anos (pelo menos desde o famoso "cavaquistão"...) é nos nossos transportes ferroviários.

A sensação com que se fica (sei que não sou o único que fico...), é que todos aqueles que têm sido escolhidos para administrar a CP, têm como objectivos principais da sua gestão, o aumento dos passivos da empresa, a redução de horários e composições e  a degradação das condições oferecidas aos utilizadores deste transporte histórico, cuja resistência é digna de realce. 

Só mesmo o comboio é que conseguia aguentar todos estes ataques violentos, perpetuados, de Norte a Sul. Talvez por deslizar em carris de ferro...

Era bom que alguém fizesse um dia a história deste transporte, sem se esquecer de frisar todos os jogos de interesse que foram desviando as mercadorias e as pessoas, das linhas férreas para as auto-estradas. E claro, os nomes dos administradores, do arco governativo do costume (PS, PSD e CDS) que sempre demonstraram mais vontade em servir interesse particulares, em prejuízo dos do Estado e de todos nós...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 09, 2018

Surrealismo Infernal em Agosto...


Nem sei por onde começar, nem o que escrever...

O primeiro-ministro resolve falar ao povo misturando velas e bolos de aniversário, à habitual propaganda do sucesso e da excepção que confirma a regra.

A líder do CDS tenta tirar dividendos da desgraça alheia, como de costume.

Os estudiosos da "sociedade protectora do eucalipto" aproveitam para afirmar, aqui e ali, que a culpa dos fogos tanto é dos sobreiros, dos carvalhos e azinheiras, como da sua árvore preferida.

A protecção civil muda as chefias e o porta-voz...

Os jornalistas televisivos fingem que não dormem e continuam numa correria, de terra em terra, em busca de pessoas que gostem de colocar "a boca no trombone" e tenham contas a ajustar com alguém.

A gente anónima atingida pela desgraça pergunta, "porquê?". à resposta violenta da natureza que, apesar do rasto de destruição que deixa, continua a não ser levada a sério...

Exemplos? Apesar do susto, a árvore que dá sombra ao quintal e à casa, promete continuar por lá...

E com muitas mais asneiras pelo meio, Monchique continua a arder, ao sétimo dia.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, agosto 08, 2018

A Descontracção Presidencial nos nossos Pequenos "Tamisas"...


A descontracção presidencial é única. Não há lugar ou gente que o aflija, aparentemente, está "sempre em casa".

Mesmo quem não é grande apreciador desta "militância" de se estar bem com "deus e com o diabo" - como é o meu caso - acaba por se render à sua aparente boa vontade de estar com os portugueses e com o País, em todas as horas e em todos os lugares.

E se pensarmos que teve um antecessor que gostava da "invisibilidade"... O sr. Silva assim que sonhava que havia alguma jornada de protesto preparada, junto de algum lugar a visitar, tentava saber se existia alguma "porta do cavalo" próxima, ou então, pura e simplesmente desmarcava o cerimonial presidencial...

É por isso que não me causa qualquer escândalo ou repulsa, que ele fale em fato de banho para o país ou com qualquer outro traje de trazer por casa. Marcelo é como algumas senhoras vistosas, daquelas que nos podem provocar problemas no pescoço, qualquer "paninho lhe fica bem"...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, agosto 07, 2018

As Venezuelas, as Coreias e as Conversas do Nosso Descontentamento...


Hoje estive à conversa com um Senhor, que me tentou convencer que todos os problemas da Venezuela são obra dos Estados Unidos da América.

Comecei a "partir a louça", quando lhe falei da falta de liberdade, do poder de partido único, da falta de alimentos com o que o povo se confronta diariamente.

Não o consegui convencer, a "cassete" só tinha aquela "gravação". O Maduro era um verdadeiro resistente...

Depois andou pelo Médio Oriente, a "louvar" mais uns quantos ditadores (inclusive o Assad).

Com a maior diplomacia possível, disse-lhe que não valia a pena continuarmos a conversar sobre aquele assunto, porque nenhum de nós iria mudar de ideias.

Percebi que mesmo que a China e a Rússia alimentem cada vez com mais destreza o "capitalismo selvagem", os Estados Unidos da América (com ou sem Trump) serão sempre os maus da fita para gente como o Senhor que almoçou à minha frente...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, agosto 06, 2018

A Banhos na Praia das Lavadeiras...


Apesar da água do Rio estar muito mais límpida que a da maioria das praias fluviais, vê-se muito pouca gente a tomar banho nas praias do Tejo na Margem Sul.

Hoje ao fim da tarde descobri três miúdos na Praia das Lavadeiras (rente aos restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final").

Normalmente são os únicos que se atrevem a furar as águas calmas do Rio. Imagino que são crianças que gozam de alguma liberdade, com os pais a deixarem-nos entregues a eles próprios, enquanto trabalham...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, agosto 05, 2018

Coisas Pouco Compreensíveis...


Desde sexta-feira que a Serra de Monchique arde. 

O combate ao fogo não só não tem conseguido os resultados desejados, como 48 horas depois, atingiu-se o seu ponto mais crítico, com a aproximação do incêndio à Vila e com a destruição de várias casas.

Este é mais um exemplo do pouco que se tem feito no nosso país, se ignoramos a limpeza  de algumas matas e pinhais e o reforço de meios, quase forçados pelas mortes de 2017.

Em 2003 ardeu quase 90 % da área florestal da Serra de Monchique. Em 2010 a Serra voltava a ser notícia como um potencial "barril de pólvora". E em 2018 é o que todos assistimos, via televisão...

Faz-me confusão que a Serra continue a ser tão vulnerável e tão inacessível, que não se tenham criado, por exemplo, mais "corta-fogos" (asseiros...) e caminhos, para evitar novas tragédias, como a que está a ocorrer neste momento...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, agosto 04, 2018

Olhares Diferentes, à Esquerda e à Direita...


Estava de férias quando rebentou o "escândalo Robles", que foi muito bem encenado, ao ponto de levar o vereador do BE da Câmara de Lisboa a pedir a demissão.

Não vou colocar-me no meio da questão, mesmo sabendo que Ricardo Robles não cometeu nenhum crime, nem se apropriou de nenhum bem público, como fazem tantos políticos de Norte a Sul, segundo as notícias. Teve sim, um comportamento eticamente reprovável. Mas não é sobre isso que me interessa escrever.

Quero escrever sim sobre o preconceito que existe, especialmente na comunicação social, que tem o prazer,  cada vez menos secreto, de tratar os políticos de direita e de esquerda, de maneira diferente. Se aos primeiros quase tudo é permitido, como se já nascessem "aldrabões" e "corruptos", aos segundos, assim que se sabe que têm qualquer bem que os afasta da "classe operária" (às vezes basta um carro ou uma casa mais vistosa...), cria-e logo um "caso"...

Isto é de tal forma ridículo, que há mesmo quem pense que todos aqueles que defendem a igualdade e a justiça social, deviam ser obrigados a repartir os seus bens para com os "pobrezinhos". Ou seja, o facto de se defender uma sociedade mais igualitária e mais justa, faz com que não se possa ser livre de utilizar o dinheiro que se ganha, honestamente, como muito bem se entende.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 03, 2018

As Leituras de Férias...


Apesar de este ano estar a ler mais que o normal (até ao fim de Julho li 29 livros...), o período de férias com praia continua a ser o mais literário, em quinze dias voltei a ler cinco livros.

Gostei particularmente de dois. Curiosamente são livros de memórias. "Uma Outra Memória", de Manuel Alegre (com muitos textos sobre  amigos e gente com quem partilhou parte da sua vida, política e literária). E "Cebola Crua com Sal e Broa", de Miguel Sousa Tavares, que mesmo abusando na transformação da sua pessoa em "super-herói", tem muitos motivos de interesse, especialmente quando aborda acontecimentos da nossa história recente ou recorda os seus pais...

Li ainda dois romances fraquitos (que nem vou publicitar, de autores que ainda não tinha lido...) e um policial de Simenon,  "Maigret e o Fugitivo", de cuja capa azulada gostei bastante, da autoria de José Cândido.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 02, 2018

Novas da Dinamarca...


Ontem assisti à reportagem televisiva sobre a proibição do uso de véu e burka na Dinamarca, que está a causar alguma polémica.

Concordo com a proibição do uso da burka, em relação ao véu, não sou tão radical.

Se todos temos um rosto, não faz qualquer sentido que ele esteja escondido. E se pensarmos que vivemos tempos complicados e de desconfiança em relação a quem chega do Oriente, é desejável que tudo seja mais visível e transparente...

Não podemos ignorar que no Ocidente, se excluirmos o período carnavalesco, só os bandidos é que escondem atrás de máscaras. 

O normal é que quando tomamos a decisão de ir viver para outros países, cumpramos as suas leis, regras e tradições... Aparentemente, é muito mais complicado para um Europeu a adaptação ao Médio Oriente...

(Fotografia de Luís Eme - uma brincadeira de praia da minha filha e de duas amigas)

quarta-feira, agosto 01, 2018

Voltar...


Voltar às rotinas do dia-a-dia, é um processo cada vez mais lento, à medida que os anos vão passando. Talvez por a idade nos ir roubando alguma frescura e também a "esperança" de que o dia de amanhã pode ser melhor que o de hoje...

As temperaturas mediterrânicas também não são uma boa ajuda...

Passei os últimos quinze dias  sempre com Sol, mas com uma temperatura extremamente agradável, sempre abaixo dos 30 graus (o meu limite de bem estar...). O único contra do Sul foram as águas do mar se encontrarem ao nível das da Foz do Arelho ou da Costa de Caparica (refrescando até ao osso...).

Mas não há nada a fazer, senão voltar...

(Fotografia de Luís Eme)