quarta-feira, outubro 28, 2026

Cerejas, palavras, poetas e críticos menores...


Estou a ficar menos contido. Estou a deixar-me levar mais pelos meus amigos que adoram ser "velhos do restelo" e defendem que o papel do crítico é "descascar laranjas", sem estar com rodriguinhos. É por isso que lhes agrada tanto a forma de escrever do João Miguel Tavares, que tantas vezes me leva a apelidá-lo de "fascista", tal é o jeitinho com que se vai encostando ao Chega e ao senhor Coelho.

Foi por isso que soltaram os cães todos e tentaram morder nas canelas dos "críticos com coração de manteiga" (Luís Osório foi o primeiro a levar para "assar" assim como o melhor "amigo dos amigos", que enche as sua crónicas sempre com dois ou três comparsas "excepcionais", do qual Oliveira Martins é o seu melhor protótipo...).

Pouco satisfeitos deram vivas ao fim do "Jornal de Letras", com anos de atraso, porque este dava abrigo à "capelinha" da meia dúzia de poetas e ensaístas com obra publicada, que criticavam (com palavras "bonitas"), à vez, os livros uns dos outros. 

Também disseram mal do "Ípsilon" e da "E". E se mais suplementos existissem de cultura, maior teria sido a lata de tinta aberta e vertida sobre a manta da crítica das culturas...

(E eu ganhei a aposta...)

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


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