Todos sabiam que «cuidar de pessoas é muito diferente de tratar de flores», mas daí até fechar a faculdade de medicina aos filhos dos pobres, quase que se tinha de voltar à Idade Média...
O mais curioso é percebermos que estes pensamentos nunca saíram da cabeça de quem abomina a democracia e gosta da desigualdade e da compartimentação social, até a loucura chegar à América. Havia o cuidado de os "fechar a sete chaves", porque ninguém gosta de ser apelidado de "fascista", nem mesmo os nazis ou salazaristas...
Agora com a existência de um partido da extrema-direita, que é tudo e nada ao mesmo tempo, já se sentem mais confortáveis a "pôr a boca no trombone"...
No dia seguinte ainda houve a tentativa de desvalorizar as palavras do doutor, com o argumento de que estava bêbado.
Não foi suficiente. O jardineiro não voltou a cuidar daquele jardim...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
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