Basta andar pelos bairros antigos de Lisboa, para perceber o que mudou nos últimos anos na sua caracterização habitacional. Na sexta feira passei pela Lapa e depois desci pela Madragoa. Quando passei por algumas ruas, porta sim porta não, descobria residências de alojamento local. Em Alfama e Castelo, passa-se a mesma coisa.
Mesmo bairros com a Graça ou Campo de Ourique, embora não tenham enfrentado esta "pandemia" do negócio residencial, cresce cada vez o número de habitantes naturais de outros países, porque são os únicos que conseguem alugar ou comprar casas...
Como nos concelhos limítrofes da Capital, que têm acolhido a maior parte das pessoas que trabalham, mas não conseguem viver em Lisboa, não se tem construído as casas necessárias, para fazer face a este aumento de população, o problema foi-se agravando ano após ano.
Espero que desta vez os autarcas de Almada, Amadora, Odivelas ou Loures, sigam o exemplo do Isaltino (mesmo que ele exagere no autoelogio...), invistam nos seus concelhos e construam casas de rendas acessíveis, em vez de assobiarem para o ar - ou ficarem à espera que o governo central lhes resolva os problemas...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
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