Crato é apenas mais um político da "escola do cavaco", daqueles que nunca se enganam e gostam de apontar dedos aos outros. E logo ele, que cometeu erros como ministro em toda a linha, desde a pré-primária à universidade...
Por saber que foi dos ministros da Educação mais contestados - e considerado por muito boa gente o pior ministro desde a Revolução de Abril - resolvi fazer alguma pesquisa e encontrei um belo resumo do muito que se fez de mal às escolas e aos professores no seu mandato. Embora a minha escolha siga a direcção do quadrante político oposto, achei esta frase da socialista Alexandra Leitão (publicada no "Diário de Notícias de 22 de Maio do corrente ano...) a mais completa sobre a sua passagem como responsável pela educação:
«Em 2011, o Ministro da Educação, Nuno
Crato, afirmou que o Ministério era “uma máquina gigantesca que se acha dona da
Educação em Portugal. Eu quero acabar com isso”. E, na verdade, durante o
período em que Nuno Crato foi ministro, que correspondeu ao período de
intervenção da Troika, desapareceram quase três mil estabelecimentos escolares,
aumentou-se o número de alunos por turma, cortaram-se apoios educativos,
incluindo na educação especial, e retiraram-se 30.000 professores das escolas.
Detenhamo-nos neste último ponto. Quando já era previsível, atendendo ao perfil
etário dos professores, que num futuro próximo haveria falta de docentes por
causa das saídas para a reforma, o Ministério tirou do sistema dezenas de
milhares de professores, essencialmente contratados, ou seja, os mais jovens.
Estes professores foram até convidados a emigrar pelo Primeiro-Ministro Passos
Coelho.»
Mais palavras para quê, é um governante português, e está tudo dito...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

O que se está a passar na Educação é de bradar aos céus, com Crato e a Milú, como lhe chamávamos, a opinarem sobre um assunto onde só cometeram desmandos.
ResponderEliminarEntretanto as famílias vivem tempos complicados com os filhos sem escola ou sem professores.
Segundo Fernando Alexandre 30 alunos numa turma não compromete as aprendizagens.
Fala de cátedra, pois como professor universitário nunca teve essa experiência.
Haja paciência.
Abraço
Este é apenas mais um exemplo de como não se passa cartão ao PISA, Rosa. Como faltam professores, aumentam-se as turmas e o assunto fica resolvido...
EliminarImagino o que deve ser dar aulas a turmas com alunos de cinco países diferentes...
Este ministro é bom é a passar culpas (como quase todos...).
Ainda não percebi porque razão alguns tipos medíocres aceitam ser ministros. Muitos até vão ganhar menos dinheiro.
ResponderEliminarSó dão votos ao Chega.
Ruca (sou o anónimo dos outros comentários)
Deve ser para dizerem lá na santa terrinha que o senhor dôutor é ministro.
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