domingo, outubro 12, 2025

A bela praia que gosta de se intrometer nas eleições...


Ontem como estava perto do mar, resolvi passar ao lado das praias da minha infância.

Não esperava encontrar tantos veraneantes tardios, embora os médicos continuem a recomendar o Sol e o ar marítimo, com o célebre iodo, para algumas doenças, como as ósseas, por exemplo.

Fiquei a pensar que, se hoje estiver novamente, "um dia daqueles", há alguns candidatos que vão ficar com menos votos...

(Fotografia de Luís Eme - São Martinho do Porto)


sábado, outubro 11, 2025

Saber onde (e em quem...)

 

A primeira vez que vi este cartaz publicitário, li "outra coisa".

Mas pensei que não podia ser, eles não podiam andar por aí a dizer estas coisas, quase a ensinar a "saber votar". 

Depois de uma segunda leitura, percebi a mensagem. Queriam apenas que víssemos onde íamos votar amanhã.

E claro, o meu olhar crítico, olhou para os últimos resultados das eleições e ficou com a sensação de que esta gente que me rodeia, também não sabe muito bem em quem votar, ou seja, é mais masoquista do que parece...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, outubro 10, 2025

A moda de governar para "ganhar eleições"...


Nem se pode dizer que a moda de governar para ganhar eleições, tenha começado com o PSD.

António Costa, por exemplo, foi bom a governar desta forma. Embora fosse menos descarado que o "conde monteverde", foi desta forma que se conseguiu manter tanto tempo no poder...

Olhando para a actualidade, os reformados são o "público-alvo" das maiores atenções do primeiro-ministro, que se habituou a criar, um mês ou dois antes das eleições, um qualquer suplemento que faz as delicias dos mais idosos. Acredita que, mesmo que a memória já não seja a mesma, eles não o esquecem quando vão votar. 

Foi por isso que voltou a repetir a façanha, agora, mesmo que estas eleições não o elejam, sejam apenas para as autarquias. Revela-se um bom amigo dos autarcas sociais democratas, mesmo que estes (e os outros, como os socialistas em Almada...) também insistam em colocar novos tapetes de alcatrão, para tapar os buracos de quatro anos, na semana das eleições...

Mas as benesses não se ficam por aqui, até se corta a erva dos jardins, o que nos faz pensar muitas vezes que não era má ideia existirem eleições anuais nos lugares onde habitamos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, outubro 09, 2025

As "mulheres-turistas"...


Não sei explicar porquê, mas cruzo-me com mais "mulheres-turistas" (duas a duas, três a três ou mais), que com "homens-turistas", pelas várias avenidas das duas margens do Tejo.

Fico com a sensação que elas viajam mais que os homens, pelo menos para o nosso país.

Posso estar enganado. Podem ser os meus olhos que se fixam mais nas mulheres.

A única certeza que tenho, é que, pelo menos o Ginjal e o Jardim do Rio são mais visitados pelas mulheres que pelos homens que chegam do mundo...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, outubro 08, 2025

Os anónimos que ainda acreditam na ideia de bem...


Nestes tempos de "podridão humana", onde há demasiado espaço para a gente que passa o tempo a servir-se dos outros e a empurrá-los para trás (o meu olhar está fixado apenas no nosso país não viajo para as "guerras"...), é uma alegria encontrar pessoas genuinamente solidárias, que nos dão alento para pensar que ainda há esperança no meio dos humanos, que ainda há quem pense nos outros e lhes dê a mão, mesmo sem os conhecer de parte alguma.

Hoje aconteceu isso. Vi duas pessoas que ajudam os outros, apenas por humanismo, apenas por acreditarem na tal ideia de bem, quase urgente, para que o mundo onde vivemos fosse muito mais saudável e melhor para todos, em todos os campos...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


terça-feira, outubro 07, 2025

Será que se está a preparar em Gaza um episódio parecido com a "guerra de Solnado"?


Se há coisa que já se percebeu, é que tanto Trump como Netanyahu, são capazes de tudo, para atingirem os seus objectivos pessoais, que por vezes tentam fingir ser colectivos.

É por isso que tenho algumas suspeitas de que o Presidente dos EUA está a querer "acelerar" um acordo de paz em Gaza (que tem tudo para ser parecido com o de "judas"...), por ver que se está a aproximar a atribuição do seu tão sonhado "Nobel da Paz".

Prémio que tem "exigido" em quase toda a parte onde discursa, ao ponto de inventar guerras que terminou sem elas começarem. Embora seja quase anedótico, que um ditador mentiroso, possa ter tais aspirações, no mundo actual parece que tudo é possível.

O que é verdadeiramente grave, é a notória falta de carácter dos principais líderes europeus, que a única coisa que têm deixado no ar, na relação com Trump e com os EUA, é a sua cobardia e hipocrisia (onde nem falta um português de apelido Costa...), ao ponto de estarem prontos a apadrinhar um "prémio" completamente imerecido, mesmo que os seus júris, só de vez em quanto, escolham os melhores...

É por isso, que este episódio é parecido com a "guerra do Solnado" (que parava aos fins de semana, para descanso do "inimigo"...), embora essa fosse completamente inofensiva, ao contrário do que se passa diariamente em Gaza. 

Nada nos diz, que depois de Trump receber o tão desejado "Nobel da Paz" (parece que é mesmo uma possibilidade...), não volte a existir uma marcha atrás no acordo e o Israel se mantenha firme, no propósito de aniquilar todos os Palestinianos...


segunda-feira, outubro 06, 2025

Os políticos ainda não se lembraram de dizer, que a culpa é das mães e dos bebés, que têm demasiada pressa em nascer...


Estava a ver uma notícia sobre a quantidade de partos feitos no interior de ambulâncias, com os Bombeiros da Moita com um número que até já pode ser recorde: 15 partos feitos nas suas viaturas, antes de conseguirem chegar a um hospital ou urgência de obstetrícia.

Em vez de pensar no exagero de urgências e maternidades fechadas, de Norte a Sul, lembrei-me que os governantes de hoje são do melhor a olhar para o lado positivo das coisas, pelo que só falta começarem a dizer, que a culpa é das mães e dos bebés, que são de tal forma despachadas e despachados, que se pode dizer que hoje vivemos uma nova era. Ou seja, um tempo quase sem "partos difíceis"...

E ainda me lembrei de mais um argumento: podem sempre dizer que a culpa é dos bombeiros, que andam numa lufa-lufa para entrar no "guiness", ao ponto de escolherem sempre os caminhos mais longos na direcção dos hospitais e maternidades.

Sei que não devia estar aqui a oferecer ideias aos "pantomineiros" que nos governam, mas como dizia o bom do Dinis, o que nos safa, é conseguirmos ver sempre o lado mais engraçado das coisas (mesmo no meio das desgraças...).

Adenda: Já no começo da manhã do dia seguinte, a primeira notícia que apareceu no canal de notícias, assim que liguei a "caixa mágica", foi o nascimento de um bebé, no chão de um hospital em Gaia...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


domingo, outubro 05, 2025

Um almoço amigo e republicano...


Embora não fosse esse o motivo do almoço da meia-dúzia de vizinhos e amigos, que de vez em quando se juntam, como aconteceu hoje, o bonito domingo e feriado revelou-se, como sempre um convívio alegre e democrático (ser o dia da comemoração da implantação da República foi apenas uma coincidência feliz).

O belo repasto preparado pelas duas anfitriãs, foi acompanhado por conversas abertas sobre a actualidade, local, nacional e internacional. O primeiro tema de conversa foi a nossa rua. Da janela do terceiro andar vimos que tinham cortado o "matagal" (finalmente...), demasiado perigoso neste Verão farto em incêndios, porque devido à falta de lugares para todos os carros da vizinhança, muitos acabavam por estacionar rente aquele "barril de pólvora" (as vezes que disse ao meu filho para não estacionar o carro por ali...). 

Apesar do "passa culpa" e de "responsabilidade" do Município e da Junta de Freguesia (mesmo sendo ambos da mesma família política...), são ambas responsáveis pela sujidade e descuido das ruas, onde a acumulação de lixo rente aos contentores é já uma imagem de marca da Cidade. Todas nós sabemos (menos os responsáveis....), que há mais gente a fazer lixo, e por conseguinte, têm de existir mais recolhas pelos serviços camarários (nem sequer são feitas dia sim dia não em Almada...).

Também falámos da cultura e do associativismo local, com conhecimento de causa. Dos "tiros nos pés" dados por vários dirigentes e do aproveitamento dos governantes, para cortar apoios (não é por um mero acaso que continuam a fechar colectividades no Concelho...).

Já não sei porquê, mas a Joana, "extremamente desagradável", também acabou por surgir na conversa e foi aí que ouve alguma controvérsia, por não estarmos de acordo em relação aos limites do humor. Já em relação à sentença, sorrimos todos, por acharmos ridículo alguém pedir mais de um milhão de indemnização por uma piadola. Achámos que os "anjinhos" ficam muito bem com os custos das despesas judiciais.

Depois viajámos pela actualidade internacional, pela "flotilha" e pela "doença e cobardia" das redes sociais e de alguns comentadores políticos, que parecem ter duas mãos direitas e se esforçam em transformar uma missão humanitária num apoio a terroristas (com a cumplicidade do ministro da Defesa...).

Provavelmente, por sermos sobretudo, humanistas, estívémos em acordo em quase tudo, num almoço de amigos, que se prolongou até meio da tarde.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, outubro 04, 2025

Existe mesmo uma "idade da sabedoria"...


Lembrei-me de uma das conversas que tive com o Alberto, há já meia dúzia de anos, sobre o pequeno mundo cultural e associativo  de Almada. Foi quando ele me contou o bem que lhe sabia, dizer não, a alguns convites que recebia para participar em mesas redondas e quadradas, onde se falava de tudo e mais alguma coisa, sem que sobrasse ou se resolvesse coisa alguma.

Depois disse-me que eu estava quase a chegar à "idade da sabedoria" e que também iria começar a dizer não, cansado das tais conversas estéreis...

Não o levei muito a sério, limitei-me a sorrir. 

Meia dúzia de anos depois, não só sinto, como sei que ele estava certo. A partir dos sessenta, passamos a ter menos paciência para tais as conversas de circunstância e para as futilidades. Só continuamos nessa vidinha, se não tivermos nada de interessante para fazer, além de olharmos  para o nosso espelho favorito, que até é capaz de nos encolher a barriga e colocar mais cabelo na cabeça, apenas porque sim...

Se ainda tivermos vontade de fazer algumas coisas, começamos a ser mais selectivos, agarrando-nos ao que realmente nos interessa.

E às vezes, sabe tão bem dizer não...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, outubro 03, 2025

O silêncio dos culpados...


Não sei se sou só eu que reparo, que cinquenta anos depois de Abril, há quem queira "encolher" o nosso país, que apesar de ter o tal "mar plantado", no seu lado ocidental, sempre esteve longe de ser o "paraíso" dos poemas e da prosa poética.

Descubro um país com menos escolhas e também com menos espaço para as diferenças.

Um país com mais "verdades absolutas", mesmo que a maior parte das vezes, não passem de deturpações da realidade. 

Tal como aconteceu noutros tempos, em que a realidade era pintada diariamente com cinzentos, este país parece querer voltar atrás no tempo. Parece querer avivar os medos, como por exemplo, o medo das palavras. 

E atrás deste medo, vêm outros medos, que tornam cada vez mais difícil perceber onde começa a ficção e acaba a realidade no país e nas nossas vidas.

Se um juiz pode ser escutado e perseguido durante três anos, apenas porque há alguém no ministério público que lhe quer colocar um autocolante de "corrupto" na testa, pode-se fazer quase tudo às nossas vidas.

Curiosamente (ou não), os políticos dos partidos e os governantes dos muitos poderes existentes, ficaram em silêncio. 

Já nem sequer dizem a frase batida, que só cumprem quando lhes dá jeito: "à política o que é da política, à justiça o que é da justiça."

Infelizmente, é cada vez mais audível, o silêncio dos culpados...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, outubro 02, 2025

A Paz, o Pão e a Liberdade a Sério, que tanto falta fazem na Palestina...


Já todos percebemos que a direita e a extrema direita, com a ajuda de vários comentadores (e até de jornalistas...), estão apostados em serem os "pais" da "extrema esquerda portuguesa", mesmo que ela continue ausente no nosso espaço político, se pensarmos nos partidos que defendem os valores democráticos.

O único partido que tenta não cumprir nem respeitar a nossa Constituição, é o "albergue venturioso", que tanto aceita fascistas como bandidos (os "casos de justiça" falam por si...).

É por isso que acaba por ser estranhamente normal escutarmos - e lermos - as muitas adulterações que têm sido feitas à "Flotilha de Gaza", até mesmo de ministros, como o da nossa defesa.

Digam o que disserem, é sobretudo uma acção humanitária, promovida pela esquerda europeia, que apoia a Palestina. A esquerda que não esconde os valores que defende nem o que pensa sobre o genocídio de Gaza, levado a cabo por Israel.

(Fotografia de Luís Eme - Setúbal)


quarta-feira, outubro 01, 2025

O tempo deste tempo...


Outubro começa, os termómetros continuam a andar próximos dos trinta graus. Para uns é uma maravilha, para outros, nem por isso.

Quem gosta muito, muito de mar, daquele mar que tem praia, sol, toalhas, corpos pintados, ainda se pode deitar na areia e brincar com as ondas.

Quem tem de se levantar cedo, apanhar transportes para o trabalho, depara-se com outros quadros... A minha companheira, sensível a cheiros, queixa-se por ter de viajar no mesmo comboio das pessoas que não tomam banho todos dias nem mudam de roupa diariamente... 

São viagens diárias, de pé, com uma proximidade pouco agradável, porque além dos cheiros sujos, há os toques pouco inocentes, de outra gente, com idade para ter juizo.

É o tempo deste tempo...

O tempo que faz com que Benidorm ou Valência, aqui mesmo ao lado, fiquem quase submersas...

É o Outono que começa, curiosamente, menos melancólico, que o costume.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)