Aceito que isto faça confusão ao cidadão comum, agora aos dirigentes dos clubes... oh "santa hipocrisia". Sim, foram estes mesmos clubes que aprovaram nas reuniões da Liga (a bem do negócio...), que o futebol não podia parar durante a pandemia e todos os clubes eram obrigados a ir a jogo, desde que tivessem sete jogadores disponíveis para entrarem em campo (o número mínimo autorizado, para que os clubes não perdessem por falta de comparência...). Nessa altura não pensaram na aberração que estavam a aprovar, pois qualquer equipa que entre em campo com menos de onze jogadores, entra logo a perder, ainda antes do apito inicial do árbitro...
Da mesma forma que acabaram com as "quarentenas" nos planteis dos clubes. Para jogar bastava ter um teste negativo, não importava que estivessem durante a semana em contacto com os infectados... (embora isso estranhamente não acontecesse neste caso, provavelmente por causa da nova variante do vírus). Ou seja, como de costume, o futebol funciona com regras à margem da própria sociedade.
Talvez não estivessem a contar que acontecesse o inesperado (apesar de estar regulado). Mas aconteceu, e se não alterarem as regras, irá acontecer mais vezes durante a época futebolística.
Embora seja muito menos grave não deixa de ser uma brincadeira de mau gosto a atribuição da Bola de Ouro a Lionel Messi, talvez naquela que foi uma das suas piores épocas de sempre, por todos os problemas que viveu no Barcelona e também pelas dificuldades de adaptação a Paris. Mas o futebol é isto...
Gostava de saber o que disseram Salah, Benzema, Jorginho, de Bruyne ou Lewandowski sobre o assunto, depois de saberem o "resultado final"...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)