Nem sei por onde comece. Não é que sejam muitos, eu diria até que, são do clube dos "poucos e bons".
Apesar do Manel da mercearia do bairro se esticar um pouco com os preços, é de uma simpatia a toda a prova. Não é por acaso que há algumas avós que vão lá só para "namorar" com o jeitoso do moço, que nasceu para atender pessoas. Também é bastante culto (formado em gestão, ficou com a loja dos pais, no período complicado do pós-troika), ou seja, tem conversa para toda a gente.
Depois desço à Gil Vicente, onde tenho pelo menos quatro cafés à minha disposição. Curiosamente, nem sempre vou ao que tem melhor atendimento, graças à Soraia, porque tenho de atravessar a rua e nem sempre o faço (o piloto automático leva-me vezes demais na direcção do "Repuxo", mais pelo peso histórico da primeira tertúlia cultural que frequentei, que pelo "atendimento", que deixa muito a desejar, porque há quem esteja sempre a fazer um "frete ao cliente" e deixe o sorriso em casa.
Continuo na direcção de Cacilhas e entro na "melhor farmácia do mundo". Sim, são quatro os funcionários (três "elas" e um "ele"...), além do sorriso e das palavras agradáveis que oferecem a quem chega, tentam resolver todos os problemas, nunca nos mandam para a concorrência. Penso que acabam por ser vítimas da simpatia, deve haver quem lá vá, só para se sentir bem atendido e ter "uma prosa", sobre um dor qualquer.
Sobre Cacilhas, estamos conversados.
Depois subo a Almada e entro no "Olivença", que mesmo sem ter nada de especial como restaurante, tornou-se quase familiar, muito graças ao Carlos, que recebeu de braços abertos a nossa cada vez menos expressiva, "Tertúlia do Bacalhau com Grão", no primeiro dia da semana.
Falta falar da loja de fotocópias que frequento, no centro de Almada, há mais de vinte anos. Falo de um casal daqueles que já não há (o Carlos e a Maria José). Além da simpatia e do serviço de excelência, são de uma honestidade que também já se usa pouco nestes tempos estranhos.
Antes de acabar esta pequena crónica, escrita por ser adepto do "comércio simpático", ainda fiquei a pensar se esquecera alguém. Acho que não. Claro que há mais pessoas que sabem receber, com a Carla dos "óculos" ou o casal simpático da tabacaria mais pequena de Cacilhas, mas não sou um cliente tão assíduo como nos outros lugares.
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
Lá na santa terra onde moro também sou adepta do comércio simpático, no minimercado, na peixaria, na churrasqueira, na loja dos jornais, na sapateira, na florista, no talho, na frutaria, em dois restaurantes, todos me tratam pelo nome e com sorrisos de simpatia.
ResponderEliminarEu pago da mesma moeda.
Aqui em Lisboa, só no restaurante do bairro, no café do rés do chão e no local onde vou fazer análises é que encontro esses sorrisos, mas não sabem o meu nome.
Abraço
E esqueci-me de falar da lavandaria, é raro lá ir, mas sou sempre bem tratado, Rosa. :)
EliminarBom dia
ResponderEliminarEmbora passe por aqui todos os dias e nem sempre comentar , hoje faço questão de o fazer porque o tema é sem dúvida para mim muito importante , até porque já fui um pequeno comerciante e a simpatia fazia parte do meu ADN , do que me sinto muito orgulhoso.
JR
É o mais importante, Joaquim (pelo menos para mim).
EliminarO comércio simpático nem sempre é fácil de encontrar. Que bom encontrar tantas lojas com simpatia de quem atende.
ResponderEliminarUma boa semana,.
Um abraço.
Pois não, Graça.
EliminarHá lugares que até nos "empurram" para fora...