«Não é nada imaginação minha, ela queria mesmo que eu enlouquecesse. Porquê? Porque o amor está mesmo a menos de um palmo do ódio.»
Olhámos uns para os outros, sem conseguir perceber onde estava a verdadeira loucura. Ele percebeu a nossa incapacidade de dizer o que quer que seja. E foi então que começou a fazer desenhos.
«O seu passatempo preferido nos últimos tempos era mudar as coisas dos sítios e depois perguntar-me se eu sabia onde estava isto e aquilo. Quando eu já estava a começar a duvidar do meu estado psíquico, ela cometeu um daqueles deslizes imperdoável, que vêm dos livros, a chamada "morte do artista", deitando tudo a perder. O que é que eu fiz? O que as mulheres gostam de nos fazer. Mudar a fechadura e colocar as suas coisas do lado de fora da porta das escadas. Sim a rua também é das cadelas.»
Foi então que soltou uma gargalhada sonora e com um grande "latão" perguntou-nos se tínhamos gostado do enredo do policial que estava a escrever...
(fotografia de Ernest Haas)
Estranha forma de começar a imaginar um enredo policial.
ResponderEliminarA mim pareceu-me mais uma comédia...Mas, quando os homens se encontram,
(como na foto) tudo é possível!! :)
Foi apenas uma brincadeira com inversão de papeis, Janita. :)
Eliminaraté que faz sentido, mudando o local das coisas e ir enlouquecendo o outro/a, mas, pode por vezes se virar o feitiço contra o feiticeiro, mas não está mal, para começar um enredo policial ou não....
ResponderEliminar:)
Claro, Piedade.
EliminarAté porque os crimes perfeitos são uma utopia. :)