terça-feira, dezembro 13, 2022

Mais uma "Manhã Submersa"...


Depois do flagelo dos incêndios de Verão, começamos a viver, com alguma insistência (ironia das ironias, na continuação de um ano de seca extrema com as barragens quase vazias...) as cheias de Inverno, fruto de chuvas intensas. Chuvas que têm trazido à superfície as muitas insuficiências da maior área metropolitana, erguida com o pensamento direccionado no lucro fácil (inclusive das Autarquias...) e no conforto humano, ignorando as preocupações ambientais.

E depois, tal como há quem goste de viver com uma janela em cima do mar, também há quem pouco se preocupe se a sua casa foi construída em cima de uma linha de água e de um mais que provável leito de cheia.

Se nunca ligaram aos conselhos sábios de Gonçalo Ribeiro Telles, que andou anos e anos a "pregar para o deserto", de pouco vale  - aos muitos que vivem à espera de "milagres" -  pedirem ajuda a Santa Bárbara, agora que chove...

O que não deixa de ser curioso é vermos a lata de alguns autarcas, como é o caso do presidente da Câmara de Oeiras, com quase quatro décadas de poder, a aproveitar o tempo de antena televisivo que lhe dão para dizer banalidades e fingir que os problemas de Algés e do Dafundo, se devem apenas à "chuva intensa" e às "marés". Mas ali está ele (e outros eles, por esse país fora), pronto para fazer mais promessas, para somar às muitas que não cumpriu...

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)


segunda-feira, dezembro 12, 2022

Singularidades de um Treinador que sabe Mais sobre os Homens que sobre Futebol...


A aventura futebolística portuguesa no Catar esteve quase a ser das "arábias", apesar dos muitos percalços, protagonizados pelo nosso "melhor do mundo", que continua com uma dificuldade enorme em "descer à terra" e voltar a ser humano.

Curiosamente, ou não, neste "dia seguinte" o alvo de grande parte das críticas é o nosso seleccionador nacional (parece que a maioria dos portugueses quer vê-lo num futuro próximo a treinar gregos ou malteses e não portugueses...).

Sempre fui crítico em relação ao seu papel como treinador de campo (além de não escolher os melhores jogadores para o "onze", teimou vezes demais em colocá-los fora das posições onde se sentiam mais à vontade e obtinham mais rendimento desportivo, sem esquecer a sua paixão por "trincos"...). Da mesma forma que sempre enalteci as suas qualidades como líder e condutor de homens.

Não foi por acaso que, sempre conseguiu ser respeitado por todos, inclusive por Cristiano Ronaldo, neste seu longo reinado de mais de oito anos como seleccionador. 

Mesmo durante o Mundial, agiu sempre como um verdadeiro "comandante", até quando deixou o "melhor do mundo" no banco. Apesar de ficarem no ar dúvidas se esta decisão tinha sido disciplinar ou apenas desportiva, Fernando Santos disse que tinha sido apenas uma opção técnica (e bastante válida, porque era notório que o nosso ponta de lança deixara de fazer a diferença nos relvados...). Só alguém muito bem formado e tolerante, era capaz de desvalorizar as notícias polémicas diárias sobre o "melhor do mundo", ao mesmo tempo que tentava reforçar a importância da equipa de "todos nós", tendo mesmo a "lata" de pedir, já no final, para deixarem o Cristiano em paz e respeitarem-no pelo muito que deu ao País.

Tenho dúvidas que outro treinador qualquer, perante o cenário "ronaldiano" cada vez com tons mais escuros (graças às "pinceladas" da família...) agisse com a mesma compostura, tentando valorizar a importância do "melhor do mundo" e "capitão", em vez de o tratá-lo apenas como mais um dos 26...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, dezembro 11, 2022

A Moda de Catalogar as Pessoas e de Inventar Heróis


Estes dias estranhos, cada vez mais manietados pelas televisões sensacionalistas e pelas redes sociais, dizem-nos que nem todos conseguem resistir a esta "moda" de se inventarem heróis. Heróis quase sempre descartáveis, com apenas direito a um dia ou dois de "fama".

Há um filme que retrata muito bem estes tempos (o "Herói Acidental", que tem como protagonistas Dustin Hoffman e Andy Garcia), em que as televisões que dão notícias como se fossem folhetins de novelas e gostam de escolher um ou outro herói, para "colorir" qualquer tragédia. Tal como no filme, o "herói" escolhido pode apenas ter vontade de aparecer na televisão e ganhar alguma coisa com isso. E só depois é que se apercebe do "turbilhão" mediático em que se meteu...

Mas o que queria mesmo era falar do futebol, provavelmente a área onde existe uma "fúria" maior em se inventar "heróis", para de seguida os descartarem, ao descobrirem que são apenas pessoas normais. 

Mas é importante frisar que este fenómeno não é novo no "desporto-rei" nem foi inventado pelas televisões. Desde os começo dos anos setenta do século passado, que os jornais - ao perceberem que Eusébio não era eterno - passavam o tempo à procura de um "novo Eusébio" (como se as coisas funcionassem assim...), destacando os jovens de cor que mais se salientavam nos campos de futebol. É importante dizer que a maior parte dos jovens de origem africana que foram submetidos a esta comparação, não aguentaram a pressão e acabaram a jogar em divisões secundárias ou desistiram mesmo de ter uma carreira futebolística.

Voltando à actualidade, no nosso "reino da bola" não é apenas Cristiano Ronaldo, que é catalogado como o "melhor do mundo". Por exemplo, João Cancelo é vezes de mais "vendido" como o melhor lateral direito do mundo (depois do Mundial deve ter "caído" do pedestal...), tal como Ruben Dias, que também leva com a carga do "melhor central do mundo" ou até o jovem guarda-redes, Diogo Costa, que também já começa a ser "empurrado" para o clube dos "melhores do mundo". Este trio poderá, quanto muito, fazer parte de um lote bastante alargado, com dezenas dos ditos "melhores do mundo", que tanto jeito dão aos jornalistas sem assunto...

Provavelmente esta "tara" de catalogar as pessoas e de inventar heróis - levada nos nossos dias ao extremo -, existe desde sempre, e é apenas mais uma das muitas inventadas pelos humanos, que sempre tiveram necessidade de viver rodeados de pequenos e grandes "deuses"...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


sábado, dezembro 10, 2022

Coisas mais Instintivas que Obrigatórias...


Há muitas coisas que funcionam de forma instintiva dentro dos campos de futebol.

Por exemplo, uma das coisas que continua a fazer muita confusão às pessoas, sendo até motivo de discussão, é o facto da nossa selecção "jogar para o Ronaldo", embora esta questão faça cada vez menos sentido.

E faz cada vez menos sentido porque o Ronaldo já não "resolve" os jogos como resolvia. Os jogadores como seres pensantes (com a cabeça e os pés...) são os primeiros a aperceberem-se que as coisas já se passam de forma diferente no relvado, que ele hoje perde mais bolas é menos oportuno e falha mais golos. E de forma natural, começam a escolher novas linhas de passe e outros finalizadores, que também sabem meter a bola dentro das balizas.

Isso também irá acontecer com a Argentina, a breve trecho, onde a "messidependência" sempre foi muito maior, que a nossa "ronaldodependência". E antes aconteceu com Eusébio, Pelé, Maradona e tantos outros futebolistas que faziam magia dentro dos estádios.

Vou ainda mais longe: sempre que há um jogador que faz a diferença e consegue resolver as partidas com o seu talento natural, passar-lhe a bola, é uma forma inteligente de jogar futebol.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, dezembro 09, 2022

A Velha Diferença entre as Mãos e os Pés (que o tempo engoliu, felizmente)...


Durante demasiado tempo cultivou-se a ideia de que as pessoas bonitas não tinham artes para escrever ou pintar. Só os "monos", que se fechavam em casa e falavam com as paredes é que podiam conseguir escrever grandes romances, "pincelados" com os seus dramas internos e externos.


Felizmente foram aparecendo homens e mulheres bonitas, capazes de nos oferecer boas histórias e lá foram desmontando mais uma daquelas invenções (só pode ter nascido de uma pessoa muito feiazinha...), que quase envergonhava as pessoas que gostavam de escrever e de se ver ao espelho, que quase que eram obrigadas a escrever para a gaveta e com o maior dos secretismos.

Com o desporto acontecia quase o mesmo, era comum dizer-se que quem era bom de mãos e de cabeça, não sabia usar os pés. Também se demorou algum tempo a perceber que uma coisa não tinha nada a ver com a outra coisa. Embora aqui a culpa possa recair nos rapazolas, que desde a primária, só escolhiam para as suas equipas os "bom de bola", empurrando os menos afortunados para o mundo dos livros.

Eu sei que não sou o melhor exemplo, porque continuo a ser uma escritor da "terceira divisão" e embora tivesse jogado nos iniciados e juvenis do "meu" Caldas, era sobretudo um "lutador", quase capaz de pôr a cabeça onde os outros colocavam os pés. Ou seja, a técnica estava longe de ser o meu forte.

Mas o meu amigo Zeca, além de ser um escritor das "primeiras", era um artista de bola, muito ao jeito do Garrincha. Quase que tinha mais prazer em "dar baile" e "sentar" os amigos na areia (os relvados apareceram depois...), que em meter a bola dentro da baliza.

Felizmente tudo isso se foi esbatendo com o tempo. Bonitos, feios, inteligentes, burros, amarelos, azuis, todos (e todas...) podem ser "bons de bola" ou "bons de tola"...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, dezembro 08, 2022

Coisas que as Pessoas Sabem e Nunca Vão Dizer...


As pessoas gostam de esconder os seus "esqueletos" nas malas que pensam que ninguém vai abrir, pelo menos nos anos mais próximos.

É humano. E ainda é mais humano nas sociedades altamente competitivas, onde só há lugar para os "vencedores".

Vou dar um exemplo simples, mais uma vez ligado à nossa selecção (pensava eu que ia escrever quase nada sobre o Mundial, mas tem acontecido tanta coisa...).

Finalmente se fez luz na cabecinha do seleccionador, com ele a perceber que as coisas melhoravam de uma forma significativa, se os jogadores começassem a jogar nas posições onde se sentem mais à vontade e obtêm mais rendimento desportivo, e não no seu sistema tático estranho, onde se banaliza o "talento" e joga sobretudo para não perder.

Claro que ele nunca vai dizer que alterou o seu sistema de jogo, em função dos seus atletas. Quanto muito, talvez seja capaz de dar a desculpa de que foram eles "que se libertaram" dentro do campo...

Infelizmente, ou felizmente, esta é a norma da nossa sociedade, esconder os enganos e fracassos em qualquer parte. Parte essa que até pode ser debaixo do tapete ou atrás da porta.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, dezembro 07, 2022

Uma Outra Irracionalidade no Futebol...


Não devia falar de Cristiano Ronaldo, até por continuar a ser assunto em tudo o que é sítio. Mas apetece-me escrever sobre um outro lado do futebol, que até aqui me tinha passado ao lado. Apercebi-me ontem de  "outra irracionalidade", que está completamente à margem do jogo, que tem mais a ver com a "mitologia" ou "idolatria".

Apesar de Gonçalo Ramos ter feito um jogo exemplar e marcado três golos, quando foi substituído por Ronaldo, as pessoas que enchiam o estádio, esqueceram-no, completamente. Todos os gritos e aplausos foram para o capitão da selecção. O mais curioso, é que eram sobretudo os espectadores do Oriente quem alimentava esta quase "doença ronaldiana". 

Ou seja, para eles Ronaldo continua a ser "bestial" e nunca uma "besta"...

Foi por tudo isto, que pensei pela primeira vez, que talvez seja todo este movimento planetário, que  contribuiu para que o Cristiano, já esteja com os pés mais nas nuvens que nos relvados, que viva mais no tal mundo das redes sociais, que no mundo real. 

Não é que eu estivesse à espera de algo parecido com "rei morto, rei posto", porque continuo a pensar que o Cristiano ainda pode dar algo ao futebol, e porque acho que os seus problemas são mais psicológicos que físicos. E só ele é que os pode resolver (com ajuda, claro). 

Mas para isso, precisa de querer deixar as "nuvens" para voltar para os "relvados"...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


terça-feira, dezembro 06, 2022

Coisas Normais num Mundo quase Estranho...


Num mundo ligeiramente mais perfeito falava-se de muitas outras coisas, para além de Cristiano Ronaldo, que todos sabem que já não é um rapaz de 20 anos.

E seria uma coisa perfeitamente normal, um jogador já com 37 anos, começar o jogo no banco dos suplentes, resguardando-se para aquela que pode ser a fase decisiva da partida, que até pode ter prolongamento, como aconteceu no Espanha-Marrocos.

Não sei o que é que se passa com o nosso seleccionador, mas é uma coisa estranhíssima (segundo o seu historial...), dar a titularidade a Gonçalo Ramos, mesmo que ele tenha sido o nosso melhor avançado durante esta campanha (Rafael Leão e André Silva pareceram "corpos estranhos", na selecção, nos momentos em que jogaram...).

Acredito que com esta equipa iremos vencer o jogo.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, dezembro 05, 2022

«Tu que nem sequer vais aos jogos, como é que tens a lata de estar a discutir futebol comigo?»


Quando as pessoas começam a não ter argumentos nas conversas, tentam fazer "jogo rasteiro", pondo em causa o outro, usando palavras que nem sequer deviam ser chamadas para a conversa.

Quando ouvi o Nicolau a dizer, quase aos gritos, ao meu sobrinho, esta "pérola": «Tu que nem sequer vais aos jogos, como é que tens a lata de estar a discutir futebol comigo?», meti-me na conversa e disse que ele estava certo, acrescentando que só pessoas inflamadas pela clubite e alienadas pela estupidez futebolística, é que deviam falar sobre o jogo do "pontapé na bola".

As minhas palavras acertaram mesmo no alvo e ele tentou virar os argumentos maliciosos para mim, dizendo que o futebol não era para "pretensos intelectuais", mas sim para o "povo".

Ofereci-lhe um sorriso e desmontei algumas das patetices que ele teimava em dizer, em relação ao Cristiano Ronaldo e a outros jogadores que não eram (ou tinham sido...) do "seu Benfica". Claro que nunca o convenci, nem queria. O mais importante era defender os argumentos válidos do meu sobrinho, sem ponta de "clubite". Estas pessoas que gostam de dar "cacetada" aos outros, como qualquer defesa de terceira categoria, adoram fingir que estão sempre certas...

O que nos vale é que se o Cristiano marcar um ou dois golos aos suiços, põe fim a esta "Caça ao Ronaldo" e ele volta a saltar, num ápice, de "besta a bestial".

É por estas e por outras que se percebe que este futebol dos estádios (portugueses) não é mesmo para todos. É sobretudo para os espertalhaços que são adeptos das "vitórias a qualquer preço" e idolatram gentes com a qualidade de um pintinho, um bruno ou um vieira...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, dezembro 03, 2022

«Com ou sem amor, é sempre o coração que deixa de bater»


Há pessoas que mesmo sem ser extremamente cultas, habituam-se aos "jogos de palavras" e saem-se quase sempre com expressões que, no mínimo, nos fazem sorrir. 

Se não nos encontrarmos todos os dias, nem sequer ligamos ao abuso que é feito de "lugares comuns" e da "sabedoria popular".

O Abílio é assim. O Victor com alguma ironia dizia que ele era um "expressionista das palavras", porque nada lhe escapava. Lembrei-me do que ele dizia, sempre que oferecia um piropo à Rosa e ela lhe virava costas, com cara de quem tinha vontade de o mandar para aquele sítio: «Ela foge de mim como o diabo na cruz. A pequena gosta de mim e ainda não sabe.»

A risota era geral. Claro que tinha muitas saídas que faziam recordar a senhora de Caneças, quando disse o óbvio, "para morrer só é preciso estar vivo». 

Numa das conversas em grupo sobre as telenovelas de "partir o coração", cheias de "romeus e julietas", ele saiu-se com mais uma das suas "verdades, verdadinhas", que nos colocaram todos a olhar uns para os outros, antes de soltarmos uma gargalhada, que só não foi geral, porque ele se manteve impávido e sereno.

Mas quem é que era capaz de duvidar que: «Com ou sem amor, é sempre o coração que deixa de bater, quando vamos embora.»

(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Pipa)


sexta-feira, dezembro 02, 2022

Tantas Conversas que Continuam Adiadas...


Não sei se a pandemia irá voltar. Sei apenas que se voltar, já não nos iremos "fechar" em casa, como fizemos durante largos meses.

Agora que o Inverno está a chegar com mais frio e chuva, é possível que aumentem os casos de "covid" (já devem estar a aumentar, mas felizmente sem a gravidade de antes). O caos nos hospitais nunca deixou de existir. Mesmo que aumentem as visitas às urgências, não se deve dar por isso. Já nos habituámos às notícias sobre as largas horas de espera, assim como à falta de médicos e de enfermeiros.

Mas não é sobre isso que quero falar, é sobre a vida que não normalizou. Há pessoas que nunca mais voltámos a encontrar, outras surgem-nos de uma forma fortuita, no interior de um supermercado. Contamos as últimas novidades e dizemos que temos de combinar e encontramo-nos para pôr a conversa em dia, mas não marcamos nada. Prometemos telefonar depois...

Muitas vezes é um "depois" longo, só telefonamos se for mesmo necessário...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quinta-feira, dezembro 01, 2022

Este Começo de Dezembro e o Natal (mais distante)...


Este começo de Dezembro, com o frio a começar a forçar o uso de roupa quente, a publicidade a cheirar a Natal, tanto nas ruas como na televisão, está longe de me convencer... Até já começaram a "plantar" as árvores da época aqui e ali. Mesmo assim, nunca me senti tão distante do Natal.

É provável que isso aconteça em parte porque os meus filhos já são adultos (e a vida ainda não "chegou a netos"...). Por outro lado, a pandemia conseguiu quebrar com uma série de hábitos, como eram as reuniões familiares quase grandes. Mas não é só isso...

Sei que a razão principal é este nosso regresso forçado a uma vida cada vez mais difícil, graças a esta inflacção galopante, que nos lembra todos os dias, que vivemos tempos de guerra, como se a Ucrânia ficasse logo ali, ao virar da esquina... E nem é preciso ter muita imaginação para nos colocarmos no lugar dos milhões de pessoas que, além de morrer assassinadas pelas bombas russas, também têm de lutar diariamente para conseguirem suportar o frio excessivo e até a fome...

E esta conversa está longe de ser coisa do "discurso das misses". É uma realidade que nos persegue há já quase um ano. 

Sentimos que é tempo para tudo, menos para festas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)