Embora a minha mãe tenha nascido e crescido numa aldeia, onde nem mesmo a menina mais afortunada, aprendia a tocar piano e francês, nunca lhe passou ao lado a importância das coisas bonitas e curiosas no nosso crescimento.
Hoje ao almoço, nas Caldas, perguntei-lhe por que razão, na minha meninice e na do meu irmão, nos levava às matines do cinema e uma ou outra vez, ao Museu José Malhoa.
Disse-me que isso acontecia por passar muitos domingos sozinha connosco (o pai era caçador e preferia passar os domingos aos tiros que a passear com a família...) e que de vez enquanto, sentia necessidade de arranjar programas diferentes para nós...
Disse-lhe que foi graças a Ela, que gosto tanto de cinema e que me sinto tão bem dentro de museus...
(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)
Eu não tive essa hipótese, vivíamos longe de museus, mas tínhamos cinema, embora limitada pela idade.
ResponderEliminarA minha mãe não ia, mas deixava-nos ir e também íamos quando estávamos de férias na Nazaré.
Adoro cinema e agora só o vejo na televisão.
Abraço
Sei que a minha mãe foi fundamental na minha educação e no gosto pelas coisas, Rosa.
EliminarEra um tempo em que a educação era mais dividida que partilhada. Educavam-se rapazes e raparigas em separado...
Até por isso, devemos dar vivas a Abril.
Não percebo surgir como anónima, de vez em quando.
EliminarNão sei como eram educados os rapazes.
Quer do lado materno, quer paterno dominavam as mulheres, algumas de personalidade muito forte.
O meu pai, devido à sua profissão, era motorista numa empresa rodoviária, passava temporadas fora de casa.
A minha mãe era a grande decisora, e o meu pai concordava sempre com ela.
Abraço
No nosso tempo era assim, Rosa.
EliminarO curioso, é que apesar dos erros, não éramos pior educados que as crianças e jovens de hoje,