sexta-feira, novembro 14, 2025

A arte de brincar com coisas sérias


Meio a brincar meio a sério, falámos sobre qual seria o "nosso preço", para fazermos daquelas coisas que nos violam os princípios, que podiam ir de simples fretes a que assistimos no dia a dia (dizer bem ou mal de alguém apenas por causa da cor da gravata ou do penteado...) até quase ao "linchamento público".

O Carlos começou logo com as suas graçolas e disse que havia pessoas que nasciam logo em saldo, que estavam preparadas para "vender o pai ou a mãe", logo na infância e às primeiras, trocando-as por um doce qualquer.

O Rui veio com as suas filosofices e perguntou-nos, o que é que era isso dos princípios. Ninguém lhe respondeu. E ele não se ficou.

Sem se rir, disse que andava demasiado baralhado, para estar numa mesa de café, a montar e desmontar princípios, como se estes fossem peças de lego.

O Carlos disse que estava desiludido, por não o ouvirem. Acabara de falar exactamente das pessoas para quem os princípios eram isso mesmo, "peças de lego", que eram usadas para colocar no lugar certo.

A Carla disse que éramos todos demasiado idiotas e parvos para andarmos por aí com um "preço" na testa. E lá se partiu para outros lados, sem que alguém de "descosesse" em relação ao seu preço...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


2 comentários:

  1. Todo o homem tem um preço e o de alguns é muito baixo.
    A frase não é da minha autoria, mas já a ouvi muitas vezes.

    Abraço

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    1. Sim, Rosa, o normal é existir sempre, uma ou outra pessoa, em "saldo", à nossa volta...

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