Felizmente, há quem não cale a sua revolta e venha para a praça pública denunciar casos concretos, dizer como funciona esta agência estatal (o seu normal é não responder a e-mails, não atender telefonemas e "obrigar" as pessoas que precisam dos seus serviços, a passarem a noite à sua porta, para obterem uma senha e serem atendidas).
É preciso que pessoas como Lilian Kopke, que vive no nosso país há 38 anos, onde trabalhou até se reformar, com dois filhos portugueses, falem publicamente das dificuldades que têm em conseguir renovar o seu estatuto de residente permanente (renovável de cinco em cinco anos).
Tudo indica que foi graças ao seu testemunho público, que a documentação que tinha desaparecida no sistema, voltou a aparecer, em poucos dias...
É uma pena que a nossa democracia ainda não tenha chegado a muitas instituições publicas (como a AIMA...), que ainda não perceberam que o seu principal papel é ajudar as pessoas a cumprirem a lei, informando-as correctamente dos seus direitos e deveres, e não em dificultar-lhes a vida, como acontece diariamente.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Estive a ler a história dessa senhora
ResponderEliminarhttps://www.dn.pt/sociedade/pianista-brasileira-a-trabalhar-em-portugal-h-quase-40-anos-deixou-de-existir-na-aima
não percebi a razão para não ter pedido a nacionalidade portuguesa, somos peçonhentos e temos bigode?
Não vou por esse lado, Pedro.
EliminarPodemos gostar de sermos de um país e não sentirmos necessidade de pedir a nacionalidade, até por sempre termos sido bem tratados (só nos últimos anos é que os estrangeiros são colocados em causa, com a ascensão do Chega...).
Sei que nos EUA e no Canadá (tenho tios que vivem lá...), pedir a nacionalidade era um objectivo de vida, porque se melhorava o estatuto social e deixáva-se de correr o risco de se ser deportado. No nosso país isso nunca foi um perigo...
"Não responder a e-mails, não atender telefonemas e "obrigar" as pessoas que precisam dos seus serviços, a passarem a noite à sua porta, para obterem uma senha e serem atendidas..."
ResponderEliminarUma vergonha tratar assim as pessoas! Mas não haverá ninguém responsável que se oponha a esta vergonhosa situação e que interceda por estas pessoas? Ponham-se no lugar daquelas pessoas.
A palavra é mesmo essa, vergonha, Severino.
EliminarSe esta gente que governa não tem respeito próprio, muito menos terá respeito pelos outros...