Quando olho para o Mar que mora dentro de mim, nunca o encontro parado, quase a querer imitar a lassidão de um rio.
Sei que a culpa é da minha praia da infância (e de sempre...) a Foz do Arelho, com um mar selvagem diário, povoado de sons e ondas fortes, distantes de qualquer "canto de sereia".
Foi naquela praia atlântica que percebi que o Mar é quase como nós, precisa de espaço para se expandir e para libertar toda a sua raiva.
Nas praias com menos agitação foi muito mais fácil ignorar a sua verdadeira natureza, selvagem, não o levando a sério, nem mesmo nos dias em que se mostrava irritado. Convencimentos de quem se julga "senhor do mundo"...
Alguns "iluminados", mais atrevidos e endinheirados, até foram capazes de construir casas nas praias (com a manha de um dia poderem transformar o areal mais próximo em praia privada...). com a complacência das autoridades, que raramente se esquecessem de mostrar o seu "preço" num lugar visível.
Até que chegou, não um, mas vários dias para o "ajuste de contas"...
O óleo é de Daniel Pollera.

.jpg)
+(1).jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
