Chovia e eu estava na paragem do metro.
Uma mãe com a idade da minha filha estava com o chapéu aberto, com a filhota ao colo. Cheguei-me para uma ponta e convidei-a a vir para o abrigo da paragem.
Ela veio e agradeceu.
Depois chegou o metro, sentei-me e ela sentou-se a meu lado. Como ainda havia lugares sentados perguntei-lhe se queria sentar a filha. Disse-me que não.
Quando se levantaram para sair a pequenita virou-se para mim a sorrir e ofereceu-me um "Tchau".
Surpreendido deu-lhe um "adeus linda".
Tudo isto seria normal, se não se desse o caso da mãe e da filha, serem de cor... E por isso mesmo, não estarem habituadas a serem tratadas e olhadas pelos outros, com normalidade, desde que existe um partido político, que faz questão de colocar as pessoas dentro de catálogos de cores e de nacionalidades...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
Há muitos anos que acordámos para a realidade de africanos brancos e portugueses negros, mas está difícil de aceitar por muitos!
ResponderEliminarAbraço
Há muita gente a querer que o tempo volte para trás, mas isso é uma impossibilidade, Rosa...
Eliminar