quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Sim, fala-se menos e escreve-se mais (coisas curtas e grossas)...


Falámos sobre falarmos menos uns com os outros, em todo o lado, em casa, no trabalho, nas ruas.

Reparámos que até nós falamos menos uns com os outros. Desculpámo-nos com o Inverno que este ano decidiu ser um Inverno a sério, com todo o tipo de tropelias. Até obrigou a recolher as duas ou três esplanadas que fazem parte dos nossos roteiros... Bebemos café ao balcão porque detestamos o interior dos cafés e pastelarias com temperaturas de Verão e ofertas simpáticas de vírus de gripes de várias cores.

O Carlos continua a ser o nosso "farol". Só ele mesmo para dizer que: «Fala-se menos para escreve-se mais. Daquelas coisas curtas e grossas que cabem dentro dos telemóveis, que tanto nos podem "derreter" como deixar furibundos.»

É verdade. Mas também se fala menos, porque nos fartámos dos "estranhos" que estão sempre a querer contactar connosco. Pobres diabos, vivem disso, do negócio de "impingir" coisas, seja via telefone seja na rua ou à porta de casa. Palavras sábias da Carla.

O Rui deu mais ainda uma achega a esses tocadores de campainhas, «tu não abres a porta da rua, mas há sempre um estúpido, normalmente do segundo esquerdo, que abre o trinco.»

Sorrimos, sem ir à procura da lógica do segundo esquerdo. Felizmente nenhum de nós mora numa fracção com esse número, para chamar o Rui de mentiroso.

Sabe bem falar com  leveza, neste dias pesados...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


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