sábado, agosto 15, 2026

Ser um "artista pop" não é para quem quer. É só mesmo para quem pode...


Apesar de termos milhares de homens e mulheres, que passam o tempo a cantar coisas que chamam de "pop", sempre pensei que os verdadeiros "artistas pop", nesta nossa Lusitânia, se contavam com os dedos das duas mãos.

O primeiro artista que senti que era diferente de todos os outros, foi o António Variações, que não teve medo de ir atrás do que não existia, sem mostrar receio de ser antigo ou moderno, muito menos de ser único. Isso acontecia na forma como cantava, dançava e também como se apresentava em palco.

Depois apareceu o Rui Reininho. Mais tarde o David Fonseca. E depois o Samuel Úria (podia falar também da Manuela e dos Clã, da Sónia e dos The Gift ou do Tomás e dos Capitão Fausto... e pouco mais...).

Apesar de serem diferentes do António, vivem o palco como se estivessem nas suas salas de estar, sem se esconderem atrás de ninguém e sem terem qualquer problema em vestir umas calças às riscas amarelas e vermelhas.

Cada um deles tinha (e tem) uma identidade própria, coisa rara na música portuguesa.

Pensei nisto a0 olhar para este cartaz que anuncia os concertos do David em Lisboa e no Porto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


3 comentários:

  1. Tem graça, mas nunca colocaria David Fonseca na lista de cantores pop!
    Talvez pelo seu início nos Silence Four...

    Abraço

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    1. Para mim ele tem tudo o que deve ter um "artista pop", Rosa.

      É único no estilo, na presença e na voz, pelo menos no nosso pequeno meio musical, onde de conta demasiado por cima das canções dos outros e se usa a mesma camisa e o mesmo penteado. :)

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