(Por serem coisas que não fazem parte da tua maneira de ser, por sempre dares valor a pelo menos meia dúzia de exemplos na educação dos teus filhos, olhaste para tudo aquilo como algo no mínimo absurdo...)
A minha filha também achou tudo aquilo estranho. Embora nunca trocássemos palavras sobre o assunto durante a refeição, trocámos demasiados olhares cúmplices.
Estávamos sentados à mesa com pessoas amigas e uma delas, ainda antes de começarmos a comer, recebeu uma chamada telefónica. Poderia ter despachado a conversa ou simplesmente ter dito que estava a começar a jantar. Mas não, a conversa com a amiga (escutada por todos nós) era mais importante...
Conversa que continuou durante toda a refeição, sobremesa e café incluídos...
O mais curioso naquilo tudo, foi sermos todos pessoas demasiado educadas, que nem sequer lhe chamámos a atenção para acabar com aquele "diálogo mole" e começar outro connosco, com bons modos claro...
Isto explica quase tudo sobre nós. Coisas que achamos importantes, para outras pessoas não têm importância nenhuma.
Mas depois deste retrato, acho que continua a ser muito bom tomarmos as refeições sem a presença dos telemóveis ao lado dos talheres...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
Nunca assisti a uma cena dessas, mas se tivesse alguma afinidade com a pessoa far-lhe-ia um sinal.
ResponderEliminarMas isso sou eu que sou bem mais velha e não perco a veia pedagógica!
Abraço
Nestes tempos as pessoas pensam que podem fazer tudo, Rosa.
EliminarMesmo que depois estejam na primeira fila para criticar os outros...
Nem vale a pena dizer-lhes que a liberdade é outra coisa.
Uma pessoa a ter uma prolongada conversa mole com uma amiga parece-me uma maneira educada e um pouco woke, vá, de dizer: "duas mulheres a tagarelar banalidades ao telefone, uma sem noção e outra sem respeito pelas pessoas que estão à volta". Claro que esta é a minha opinião pouco informada sobre o que, realmente, aconteceu.
ResponderEliminarNão percebi se aquela acção foi provocatória para alguém, Pedro.
EliminarOu se foi uma maneira de não falar com ninguém.
A única coisa que sei é que foi estranho.
Assim como a nossa complacência...