Podia começar pela parte material, em que para a mesma tarefa é normal existirem ordenados diferentes. Há patrões que até se dão ao desplante de fazer referência à função de "chefe de família", colocando em segundo plano as tarefas que ambos realizam...
Mas o que vou falar é do desporto. Soube de três casos de clubes (um deles conhecido a nível nacional, a Académica de Coimbra...) em que por dificuldades financeiras, as primeiras modalidades a fecharem foram as secções femininas. Em qualquer um destes casos, nem sequer se deram ao trabalho de ouvir as atletas ou os seus familiares, para estudaram com ambos qualquer possibilidade de viabilidade...
O curioso disto tudo é ver à parte mais direita de quem nos representa no Parlamento, querer mudar tanto a Constituição, quando, apesar de ser a principal lei do país, se percebe que continua a contar pouco no nosso dia a dia, numa coisa tão concreta como a igualdade de oportunidades para todos, homens e mulheres.
Nota: Por ser dia do Pai, é uma boa oportunidade para falar dos direitos da minha filha, que são mais pequenos, curtos e estreitos que os do meu filho...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Se sairmos do desporto e entrarmos na política continuamos em desvantagem.
ResponderEliminarPenso que o mundo estaria melhor com mais mulheres à frente dos destinos das nações.
Olhamos para o ecrã da televisão e o masculino impera a todos os níveis.
Abraço
Eu nem vou por aí, Rosa.
EliminarApenas penso que as oportunidades devem ser iguais para todos.
Não deixa de ser curioso que seja sobretudo no privado que existem mais discriminações, pelo menos salariais. Na função pública não existem funções masculinas e femininas, existe uma única tabela salarial para todos.