Um encontro marcado acabou por ficar sem a minha comparência, porque a pessoa com quem eu me ia encontrar mudara de casa (e já uns anitos...) e por pensar que eu estava a par da mudança, não me disse nada. Ou seja, só o descobri à entrada do prédio, onde também já vivi...
Felizmente pude contar com a simpatia e a disponibilidade de duas senhoras (da lavandaria e do cabeleireiro da rua), que mesmo sem nunca me terem visto em parte alguma, tentaram "menorizar" a sucessão de contratempos, que aconteceu em poucos minutos. Havia duas senhoras que ainda habitavam no prédio que poderiam, resolver a questão. Mas não estavam nesta manhã. E, infelizmente, também não estavam contactáveis.
Mas esteve longe de ser uma manhã perdida. Pude passar por ruas por onde não passava há vários anos e recuar no tempo, e sentir, ao mesmo tempo, a simpatia e a camaradagem dos bairros que gostam de ser antigos...
Só depois do regresso a casa é que me pude "desculpar", ao responder à "chamada não atendida".
Em Agosto, de certeza que será possível conversarmos sobre uma terceira pessoa, que nos é querida a ambos, para que a minha homenagem sobre a forma de livro seja mais abrangente...
(Fotografia de Luís Eme - Cruz Quebrada)
Uso o telemóvel para muito mais do que telefonar e tenho-o sempre por perto.
ResponderEliminarQuem vive só tem que estar sempre contactável, para sossego dos familiares.
Abraço
Claro, Rosa.
EliminarA vida tem sempre muitas nuances. :)
É a grande armadilha dos tempos actuais, e todos ficámos presos nela.
ResponderEliminarSim, é algo que nos prende, controla e limita, Severino.
EliminarSe pensarmos um bocadinho, percebemos que nos leva, entre outras coisas, a liberdade de sermos e de irmos para onde nos apetece.