O desaparecimento de Natália Nunes, fez com que pensasse na sua generosidade, pois foi mais uma escritora que se deixou secundar pelo talento do marido, o poeta António Gedeão. Poderia falar também de Maria Judite de Carvalho, que ofereceu quase todo o palco literário a Urbano Tavares Rodrigues. Haverá mais alguns casos, praticamente todos com o mesmo final... num tempo em não era apenas a rua que pertencia aos homens.
Sim, embora a literatura fosse do género feminino, as mulheres quase que serviam apenas de "decoração", numa sociedade masculina e machista.
Felizmente hoje as coisas são diferentes, o talento é muito mais importante que o género, em quase todas as áreas da sociedade (talvez a política continue a ser a área menos receptiva à mudança...).
(Óleo de Louis Buisseret)
muito bem! :)
ResponderEliminarSério?
Eliminar:))
Luís, não sei se foram elas que se deixaram secundar ou se foi a sociedade que dava primazia aos homens e, portanto, isso só lhes aconteceu, sem que houvesse vontade.
ResponderEliminarTambém penso que o talento é mais importante do que o sexo, daí não me rever nadinha na cena das quotas.
Devem ter sido as duas coisas, Isabel.
EliminarEmbora perceba que em alguns casos as quotas tenham de existir (na política por exemplo...), são sempre redutoras...
" se foi a sociedade que dava primazia aos homens" O problema está em saber se havia razões para isso. Se sim quais?
ResponderEliminarClaro que havia.
EliminarAna
É uma grande verdade. Talvez por isso fiquei tão surpreendida ontem ao descobrir um escritor brasileiro que assinou toda a sua obra como sendo uma mulher.
ResponderEliminarSolange Rech
Um abraço
Se calhar por querer fazer parte da "minoria", Elvira. :)
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