terça-feira, agosto 25, 2026

«Como é que se contraria a versão humana, do "desde que não me chateiem, está tudo bem"?»


A pergunta fazia todo o sentido e teria uma boa resposta, quase moderna, fazer-se uma "actualização" da tal versão humana, menos egoísta e com mais sentido cívico e colectivo.

Foi o Rui que colocou a questão, por perceber que o seu prédio está prestes a ser "tomado de assalto", por uma empresa que já gere a maior parte dos edifícios da sua rua. Ninguém se quer dar ao trabalho de administrar o condomínio e estão pouco preocupados se o valor da prestação mensal passe a ser o dobro num futuro próximo...

As colectividades que conhecemos também vieram à baila, por serem dirigidas há anos e anos pelas mesmas pessoas, devido ao desinteresse dos seus associados, sobretudo pela forma que elas passaram a ser geridas, onde o interesse particular se passou a sobrepor ao de todos.

A Carla deu a mão à palmatória, por ter tornado a filha mais "responsável", afastando-a dos grupos de jovens que defendem o clima de forma mais radical, ao ponto de já terem dado um banho de tinta verde ao primeiro-ministro.

Sim, todos sabemos que não vamos lá com "paninhos quentes", e o mais curioso, é estarmos sem soluções, mesmo à mesa do café... 

Talvez outro tipo de jornalismo, de políticas e de redes sociais, conseguisse combater esta quase "anestesia geral" por tudo o que cheire a colectivismos (e a chatices...). 

Talvez...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


2 comentários:

  1. O condomínio do prédio onde vivo agora é a amostragem mais próxima que tenho do tema.
    Ainda é um dos moradores o responsável, mas vê-se e deseja-se com moradores e proprietários de lojas que contestam tudo e têm prestações em atraso.
    Realmente não há paciência para aturar certa gente!
    E cá vou contando que ele vá aguentando o barco.
    É verdade, desde que não sobre para mim!

    Abraço

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    1. Os condomínios devem ser os espaços associativos mais estranhos, onde as pessoas tentam ter mais direitos que deveres, Rosa. :)

      Embora a sociedade caminha cada vez mais para aí...

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