Fingem mais uma vez que se pode comparar o que não é comparável.
Muitos até dizem que Cristiano nunca foi um génio, que o seu talento é apenas fruto de muito trabalho e disciplina.
Se tivessem falado com os seus antigos companheiros das camadas jovens do Sporting, ou com os seus técnicos, percebiam que Ronaldo foi desde sempre, "o melhor de todos". Desde os iniciados até aos juniores.
Claro que foi sempre um jogador diferente de Messi, até na zona do terreno onde jogava. Por ser alto, forte e rápido, jogava nas alas, sem nunca perder de vista a baliza adversária. A velocidade, a força, a técnica e a inteligência, sempre foram as suas grandes armas. Messi, pequenino e franzino, valia-se da magia que tinha nos pés, para esconder a bola e ludibriar os adversários, ao mesmo tempo que era protegido (e bem) pelos árbitros, pela sua aparente fragilidade física.
É por isso natural que se note muito mais, a decadência futebolística de Cristiano. Além de ser mais velho dois anos e alguns meses, perdeu, naturalmente, as suas principais armas. A velocidade e a força física não são as mesmas aos 41 anos, que eram aos 25, 30 ou 35 anos. É um problema com o qual Messi não se confronta de forma tão directa. A sua magia não se perde no tempo, porque faz parte da sua essência, sem estar dependente apenas da condição física, de mais ou menos velocidade.
É por isso que continuo a achar que não se pode comparar o que não é comparável.
Escrevi isto sem qualquer patriotismo bacoco. Para mim, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, são os melhores de sempre.
(Fotografia de Luís Eme - Algarve)
Eu continuo a gostar do Ronaldo, só espero que termine este Mundial de forma digna.
ResponderEliminarEle é um lutador!
Abraço
Claro que ele precisava de ter sido "educado", que a selecção é mais importante que ele. Além de ser tarde demais, há ainda o "por maior", de ele ter carregado a selecção às costas durante anos, Rosa e a ter tornado uma empresa de milhões.
EliminarMas penso que, como é inteligente, bastava alguém dizer-lhe, com bons modos, que o tempo dele está a passar e que tem de repartir o seu tempo de jogo com os companheiros...
Mas falta esse alguém na selecção.
É verdade. Mas houve outros jogadores tão grandes como eles: Iniesta e Xavi dominaram durante anos o futebol de selecções (2 Euros e 1 Mundial é obra ao alcance de quantos?), Zidane foi enorme, Ronaldinho e Ronaldo Fenómeno também. Já nem falo de Pelé, Maradona, ... E, o que interessa para este torneio, Vitinha, João Neves e Nuno Mendes não devem nada a Cristiano Ronaldo, nem têm de lhe prestar vassalagem. Conquistaram a Liga dos Campeões dois anos seguidos, porventura ganharão outras, de modo que hoje é Ronaldo quem deve ceder a primazia e o comando da equipa. O que é triste é que muito provavelmente não o fará por ser completamente destituído de ética desportiva. Só pensa em si, e no dinheiro. Do que tenho visto dele ao longe nos últimos anos (fitas antes e durante o Mundial 22, péssima atitude durante o Euro 24, ligação política aos criminosos príncipes sauditas que atingiu o auge público durante a visita ao Trampas, ...), concluo que o grande Cristiano Ronaldo não tem um pingo de vergonha na cara e que tem a inteligência de um calhau.
ResponderEliminarCada um de nós tem direito à sua opinião, mas ninguém chega aos calcanhares de Messi e Ronaldo.
EliminarNão brilharam uma época ou duas, foram os melhores do mundo, pelo menos durante uns quinze anos consecutivos...
Não penso que o Ronaldo seja esse "calhau". A sua vida diz-nos que lhe falta tudo menos inteligência. Foi sim transformado em rei pela própria federação, até por questões económicas.
E apesar das "bocas" em relação a não lhe passarem a bola, são isso mesmo, bocas. Acredito que o ambiente na selecção é bom. Claro que ele não pode, nem deve jogar, 90 minutos, para bem de todos. Mas isso é um problema do seleccionador, apenas dele...
Pois, eu tinha a mesma opinião que o Luis. Até há uns poucos anos via-o como um fulano pouco instruído, mas com uma enorme inteligência desportiva, com aquela sabedoria que resulta do *saber fazer* algo a fundo ; que, no caso dele, vinha de praticar superlativamente bem, de forma ímpar, uma dificílima actividade desportiva. Pensava até, observando o futebol a meia (senão a longa) distância, que antes do Mundial 22 ele andava a dar música ao tipos do Manchester United, estando na verdade totalmente empenhado em preparar-se para o Mundial 22, com vista à conquista do único troféu que lhe falta. Tudo o que vi do que se passou a seguir infirmou essa minha ingénua hipótese. E, agora pergunto-me (que o futebol não me interessa muito): que fulano é este? Um multi-milionário, em plena maturidade, com todo o tempo do mundo, vida cosmopolita, a falar um inglês matarruano , e que não dá mostras de sentir a mais leve aspiração em se aperfeiçoar e se cultivar para lá dos pontapés na bola? Se excluirmos a já ida excelência desportiva, tudo o que se recolhe dele tem escassa qualidade humana ou cultural. Daí o meu cepticismo quanto à sua inteligência.
EliminarClaro que ele tem muitos ques (como a sua adoração por Trump...), mas não é parvo nenhum.
EliminarEm relação à selecção ele vale-se do estatuto que lhe deram, onde todos lhe prestam vassalagem, inclusive o presidente.
Acho mesmo que os únicos com quem tem um tratamento normal são os seus companheiros, os futebolistas...
Mas está a correr o risco, voluntariamente, de não saber sair na altura certa, como jogador de classe mundial. E é aí que todos os elementos da selecção, desde dirigentes a treinadores, passando pelos jogadores, deviam ajudá-lo a sair bem da selecção.
Bom dia
ResponderEliminarFelizmente ainda há quem veja futebol !
JR
Muito graças ao meu pai, que me levou de mão dada aos estádios, quando tinha seis, sete anos, e a quem nunca ouvi chamar nomes aos jogadores ou aos árbitros, como fazia a maior parte das pessoas que estavam à nossa volta, no Campo da Mata...
Eliminar