A verdadeira questão é a forma de jogar da selecção de Martinez, que joga sempre "do meio-campo para trás", com aqueles passinhos inconsequentes, quase em género de "rabia". Mas há ainda um problema ainda grave, recorrente: a sensação de que os jogadores do meio-campo jogam em todo e lado e em sítio nenhum. Parece que jogam sempre fora dos lugares onde poderiam realmente render e dar espectáculo. Quando temos um Bernardo Silva (o mais desaproveitado), um Vitinha, um Bruno Fernandes ou um João Neves, na zona crucial do jogo, o mais natural era jogarmos de uma forma avassaladora e proporcionar situações de golo aos nossos avançados.
É por isso que espero que Jorge Jesus seja o próximo seleccionador. Com ele sei que a selecção passa a jogar do "meio-campo para a frente", sem medos, ao mesmo tempo que aproveita todas as potencialidades dos nossos melhores futebolistas.
Em relação aos habituais delírios portugueses, que vão da "besta ao bestial", de "melhores a piores do mundo", são isso mesmo, delírios...
(Fotografia de Luís Eme - Seixal)
Um jogo para esquecer, com contínuas jogadas para trás, sem garra, adormecidos com o golo demasiado cedo!
ResponderEliminarDe resto seguimos em frente, porque atrás vem gente!
E se foi assim com o Congo, como será com a Colômbia?
Abraço
O delírio é alimentado pelo discurso das vedetas. Passam semanas a contar-nos que o Mundial é o topo das suas carreiras, que querem ser campeões do Mundo, etc etc e depois ... jogam para o lado e para trás, ficam com um ar desolado quando levam o primeiro golo no primeiro jogo e quando ainda têm a segunda parte toda para jogar!, a linguagem gestual do Ronaldo em campo é a de um derrotado (pior, despeitado porque os pretos do Congo têm o topete de não o deixar marcar e ganhar de acordo com o estatuto inerente), o Vitinha sai a abanar a "bandolette" (deve estar farto de saber o circo em que está metido) enquanto o Martinez (que também deve estar farto daquilo), de costas, o ignora, etc. Nem sei como é que o Gonçalo Ramos ainda não bateu com a porta, há anos que o treinador o humilha. É evidente que não se prepararam para o Mundial, têm andado a brincar na Flórida debaixo de calor húmido e tempestades que impedem os treinos programados. Até eu era capaz de prever que na Flórida isso ia inevitavelmente acontecer. Sou adepto da selecção nacional de andebol que, quer ganhe ou perca, joga sempre muito e com uma enorme elegância - que é algo que faz falta a esses multi-milionários. A culpa não pode ser do Martinez, a Bélgica dava espectáculo e quase chegou à final do Mundial.
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