sexta-feira, junho 05, 2026

Mistificaçães sobre a Margem Sul...


Depois de ser apresentado como almadense, percebi que este era um péssimo cartão de visita, pelo menos para aquela alminha, que talvez tivesse atravessado o rio de cacilheiro menos de meia dúzia de vezes e não gostasse nada do que encontrou, logo em Cacilhas.

Ainda bem que já estava longe da "idade dos porquês", porque não senti a mais pequena curiosidade, sobre toda esta "azia" para com a Margem Sul.

Já estava sentado num dos eléctricos que agora fazem a ligação fluvial, quando me pus a pensar, que nunca tinha levara muito a sério algumas mistificações sobre o que existe para cá da margem esquerda do Tejo e se estende quase até Setúbal e Sesimbra.

Nem mesmo agora, que Almada é um dos "últimos redutos" das muitas pessoas que chegaram de fora e trabalham em Lisboa e só conseguem encontrar casa por estes lados, mesmo que também sejam a preços proibitivos...

Eles não sabem nem sentem as coisas agradáveis que o "melhor rio do mundo" é capaz de fazer por nós. 

Basta assistir às procissões diárias dos turistas, jovens de todas as idades, que desembarcam em Cacilhas e percorrem o Cais do Ginjal na direcção dos dois restaurantes com fama internacional ou do Jardim do Rio, o pequeno oásis com relva, que se enche de gente ao fim do dia, que escolhe aquele lugar para se despedir do Sol...

(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Pipa)


4 comentários:

  1. Eu sou do Norte, não conheço a zona de Lisboa e muito menos a "margem Sul", com expceção do Alcochete e como turista. Geralmente a "Margem Sul" é dita de forma pejorativa, ou pouco positiva. Quando vem nas notícias é por crime, por ser o dormitório de Lisboa e por ser dos pagantes das portagens da ponte. Mesmo nos sketches humorísticas, é sempre referida de forma depreciativa.
    Acredito também que a questão política pese. São os "bastiões" do PCP e esses pararam no tempo. Quem não inova, desaparece.

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    1. Pois, o problema é que há demasiadas frases feitas sobre a Margem Sul.

      E, se esquecermos do Seixal, que é a excepção que confirma a regra, há pelo menos oito anos que deixaram de ser os "bastiões do PCP". No caso de Almada, infelizmente. Porque os autarcas comunistas preocupam-se mais com a população que os "xocialistas" ou os "laranjinhas" e fizeram um excelente trabalho na cidade onde vivo.

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  2. Quando casei fui viver para Almada.
    A 1a. vez que vi cinema ao ar livre foi na Cova da Piedade, estreei-me como dona de casa no seu mercado.
    Vinda de Setúbal, parava na Cova da Piedade, entrava no mercado, comprava peixe fresquinho e depois subia até Almada, a pé.
    Tenho muito boas memórias da Margem Sul e às vezes penso como seria a minha vida se aí tivesse permanecido.

    Abraço

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    1. Eu também gosto de ser um "marginal do sul", Rosa. :)

      Além de ter feito bons amigos ao longo dos anos, sinto que pertenço aqui.

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