sábado, junho 06, 2026

Livros, poesia e comércio...


O nosso poeta mais alto sabia mesmo das coisas do comércio, a frase "primeiro estranha-se, depois entranha-se", diz quase tudo sobre a forma como reagimos às novas formas de mercado.

Ou seja, este ano a Feira do Livro, pareceu-me mais "normal", talvez pelas cores e por não a ter visitado em "hora de ponta", mesmo que tenha tudo de grande centro comercial a céu aberto.

Isso também deve ter acontecido por ter levado um lista com meia dúzia de títulos (para depois trazer uma dúzia...) e os ter encontrado praticamente todos.

Pelo que tenho lido, esta novo modelo é um êxito, para os escritores, para os leitores, e sobretudo para os editores. Também gostei de ver por lá o "Lobo de olhos azuis".



Tenho a sensação de que ter uma "biblioteca" na sala voltou a estar na moda. E se por lá estiverem livros autografados, tanto melhor. Sempre fomos melhor a mostrar que a fazer.  E como agora os livros são mais bonitinhos (grandes criativos gráficos)...

E além disso sabemos que a sabedoria popular poucas vezes se engana, pelo menos no nosso país: "um burro carregado de livros continua a ser um doutor..."

(Fotografias de Luís Eme - Lisboa)


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