Recorro mais ao dicionário (devia dizer aos...) e ao "senhor google", que por muito que disfarcemos, é um grande "inteligente artificial".
Talvez exista um limite de idade para escrever...
É quando me aparece o exemplo do nosso Nobel, que publicou o "Memorial do Convento" aos sessenta anos e foi galardoado com o prémio sueco com setenta e seis anos de idade...
Depois do "Memorial" foi escrevendo obras como "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1984), "A Jangada de Pedra" (1987) ou o "Evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991), que tanta polémica deu, ao ponto de ele se exilar de forma voluntária em Lanzarote...
O mais provável, é esquecermos umas palavras e encantarmo-nos com outras...
Também sei que o ritmo da escrita diminui, com a mesma naturalidade que nos aparecem os primeiros cabelos cinzentos ou as dores que se vão tornando crónicas...
(Fotografia de Luis Eme - Lisboa)
Apesar da minha avançada idade e de ser uma leitora "militante" estou sempre a encontrar novas palavras, e não estou a falar de Mia Couto.
ResponderEliminarJosé Saramago continua a deslumbrar-me.
Abraço
Esse é um dos encantos da língua portuguesa, Rosa. :)
EliminarEm termos de valorização para o país, só CR7 poderá estar quase ao nível de Saramago, embora Portugal não saiba valorizar o grande escritor que temos relativamente ao jogador da bola.
ResponderEliminarSó não está ao mesmo nível, porque a Cultura não tem a importância social do futebol, Severino...
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