Ele gostava que as residências de estudantes fossem para todos os estudantes e não apenas para os que o seu agregado familiar tem fracos rendimentos económicos.
Claro que graças, às "virtudes" da língua portuguesa, ele agora pode dizer que quando falou do estado em que ficam as residências universitárias dos "pobrezinhos", queria culpar o Estado, que nunca faz qualquer tipo de obra de manutenção ou beneficiação, e não os alunos...
Talvez não falte muito, para que se volte ao ensino de 24 de Abril de 1974, que estava reservado apenas para alguns (no secundário há cada vez mais divisões e balizas entre o ensino público e privado)...
Depois do que a AD tem feito com a saúde e com o mundo do trabalho, talvez agora esteja apostado em tornar a ensino superior, só para alguns, como aconteceu durante as ditaduras salazarista e marcelista. Nesse tempo o país era governado pelas "castas", ou seja, pela "meia-dúzia de famílias do costume", que tinham todas as portas abertas, inclusive as das universidades. Sim, até mesmo os seus filhos burros conseguiam chegar a doutores e engenheiros...
Talvez esta aliança cada vez menos democrática, queira acabar de vez com "a escadaria social" (no nosso país não se pode falar sequer em "elevador", continua a ser preciso ter "boas pernas", para não se desistir a meio das escadas...), que nos foi proporcionada pela Revolução de Abril (e não pelo tão aclamado 25 de Novembro, agarrado com as duas mãos pelos saudosistas do fascismo...).
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Mesmo que estivesse a referir-se à gestão deficiente e ao investimento/financiamento, como causa da degradação dos espaços públicos iremos desaguar na mesma premissa - para os mais pobres qualquer coisa serve, uma vez que nem têm termos de comparação com o privado.
ResponderEliminarAbraço
Percebe-se que há a tentação de tornar o país completamente desigual e de continuar a destruir uma classe média lúcida e com algum poder económico, que é (ou era) quem faz a diferença nas escolhas, até eleitorais, Rosa.
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