sexta-feira, janeiro 30, 2026

O quase mestre da "escola de mulheres"...


Só estive uma vez com João Canijo, e foi por um mero acaso, estava com um amigo comum ligado ao mundo dos filmes e acabámos por conversar durante alguns minutos.

Isto já foi há uns anitos, foi pouco tempo depois dele acabar as filmagens de "Fátima". Ainda devíamos estar em 2016.

Acabámos por falar da "legião de mulheres" que o seguia, algumas das quais chegaram a ser suas companheiras. O Nuno disse que devia ser do "mel" que ele tinha lá em casa, como se o João não estivesse ali. Acabámos os três a sorrir, sem que o realizador abrisse muito o jogo. 

Pensei nisso ontem, quando li a notícia, de que tinha sido encontrado na sua casa, em Vila Viçosa, sem vida, pela empregada doméstica.

Sim, as mulheres são muitas vezes um enigma para nós, homens, porque fazem questão de fazer as coisas ao contrário do que estamos à espera. Digo isto sem qualquer onda de machismo ou feminismo. Somos diferentes, ponto final.

Elas têm muitas coisas em doses superiores a nós, como seja a força (de viver, não é a física...), a sensibilidade, a visão e a manha...

Provavelmente o João Canijo "viu mais longe" (como elas...),  que a maioria de nós, as pequenas e grandes coisas sobre a natureza feminina. Isso poderá explicar a relação que tinha com a Rita Blanco, a Anabela Moreira, a Beatriz Batarda ou a Cleia Almeida e os excelentes filmes que realizou com elas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


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