quarta-feira, julho 29, 2026

Não faz mal, não é importante...


Fomos a uma livraria a Vila Real de Santo António e fizemos o que é costume fazer-se nestes lugares, comprar livros.

Houve dois que se colaram logo às minhas mãos, "As Cartas de Berlim" e a "Aguarela de Paris", de Katherine Reay e João Pinto Coelho. Disse-lhes que sim...

Estava já em casa, de regresso às leituras, quando pensei na "perigosidade" de se lerem livros. Acabei por escrever estas palavras no "caderno de desabafos":

«Ler muitos livros é mais perigoso do que parece. Sem te aperceberes vais-te apropriando das palavras dos outros e começas a misturá-las com as tuas... e uns dias depois, olhas-te ao espelho e chamas-te escritor...»

Sei que há tanto de exagero como de realidade nesta frase... 

Não faz mal, não é importante...

(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Pipa)


2 comentários:

  1. As palavras são um elemento muito democrático, pertencem a todos!
    E quem nos diz que não são os escritores a apropriarem-se das nossas palavras? :))

    Abraço

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    Respostas
    1. Claro que sim, Rosa.

      São "caçadores de palavras". Muitas vezes furtivos. :)

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