Nunca morri de amores pelas generalizações. Provavelmente por gostar de "nadar contra a corrente", e também por ter sido educado com valores da esquerda (dos quais não me envergonho nem um pouco...), desde cedo me habituei a olhar para um cigano, um negro, um homossexual, sem preconceitos.
Não os olho como iguais, porque todos nós somos diferentes. Defendo sim que devem ser tratados de forma igual pela sociedade, seja no capítulo dos direitos seja no dos deveres.
Mas é tão fácil apontar o dedo aos "diferentes", até os jornalistas caem nesse erro com facilidade...
Sim, é dado mais destaque a um crime praticado por um negro ou cigano, que por um branco.
Esta forma como protegemos aqueles que consideramos "os nossos" deve ter explicações ao nível da psicanálise, contribuindo para que a sociedade ainda se torne mais "vesga", do que já é.
Quando conseguirmos analisar a vida social, com todas as pessoas no mesmo patamar, gente de bem e gente de mal (foi a forma mais simplista que encontrei para separar o trigo do joio...), sem focarmos a cor de pele, o credo ou modelo de vida escolhido, deixaremos de apontar o dedo aos negros aos amarelos ou aos vermelhos. Todos nós devemos ser julgados apenas pelos crimes ou problemas que possamos causar, sem se entrar na acusação quase "tribal", como aconteceu em França.
E não vale a pena culpar a "crise", mesmo que ela traga atrás de si, o pior de nós...
O óleo é de Steven Kenny.






