quinta-feira, junho 05, 2025

A aposta na continuidade (parece que a cultura ainda tem cara de "papão"...)


O título que escolhi, "a aposta na continuidade", poderia servir para resumir as escolhas do primeiro-ministro para o novo governo. Mas não. O que quero falar é da Cultura, que agora se junta ao Desporto e à Juventude.

Devo começar por dizer que não tenho nada a dizer, em abono ou desabono, da ministra Margarida Balseiro Lopes.

Mas voltar a desvalorizar a cultura - como tem sido hábito dos sociais democratas -, ora acabando com o ministério, ou tentando banalizar a sua importância na sociedade, é o que é... (Bom bom são os duetos com Tony Carreira, que até mereciam uma cassete para se vender nas feiras...).

O facto da maior parte dos agentes culturais terem a fama (e o proveito) de ser de esquerda, terá a sua influência, como tem tido nas últimas décadas. É mais uma forma de tentar condicionar o mundo das artes e letras, mesmo que isso tenha uma influência negativa na sociedade, cada vez mais ignorante e limitada.

Mas o mais curioso, é juntar o desporto à cultura (a juventude casa com tudo...), tal como aconteceu durante muitos anos no Município de Almada e que eu nunca percebi as vantagens desta "união de facto".

Nota: a última medida de Dalila Rodrigues como ministra da Cultura, diz muito do seu carácter, ao despedir a programadora cultural do CCB, Aida Tavares, minutos antes de se despedir da pasta...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


4 comentários:

  1. Quem convida Tony Carreira para celebrar o 25 de Abril e se junta a ele na cantoria não é capaz de ver mais longe.

    Abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ou pelo menos não se esforça muito, Rosa.

      Ele sabe muito bem que dá mais votos alimentar este dueto que ir à ópera...

      Eliminar
  2. Tem toda a razão Rosa, convidar Tony Carreira para celebrar o 25 de Abril é das maiores anedotas (pornográficas) deste meio século!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É apenas mais uma forma de "transvestir" o 25 de Abril, Severino, dar-lhe um outro sentido mais vulgar e roubar-lhe o sentido...

      (não é por acaso que o Luís além de "querer trabalhar", quer ser apenas "um de nós"...)

      Eliminar