sexta-feira, agosto 16, 2019
quinta-feira, agosto 15, 2019
O 15 de Agosto...
O feriado de 15 de Agosto ainda continua associado à Feira Anual das Caldas da Rainha (que ainda se realiza, apesar de ter perdido o brilho de outros tempos...), pelo menos na minha cabeça.
Feira que fez parte da minha meninice, com o circo, o poço da morte, os carrinhos de choque, os carroceis, 0 algodão doce, as barracas de farturas e até os vendedores de quinquilharias...
Feira que fez parte da minha meninice, com o circo, o poço da morte, os carrinhos de choque, os carroceis, 0 algodão doce, as barracas de farturas e até os vendedores de quinquilharias...
(Fotografia de Luís Eme - Manta Rota)
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quarta-feira, agosto 14, 2019
coligação de avulsos...
Estou a acabar de ler "Coligação de Avulsos - ensaios de crítica literária", de Abel Barros Baptista.
Nem todos os ensaios me despertaram o interesse, mas há um ou outro, cuja pertinência acabou por me fazer pensar, muitas vezes até fora das palavras do autor.
É por isso que vou apenas realçar um ensaio, O Surto da Ficção e a Capitulação da Crítica, com aquele que o autor considera "melhor representante" da tal capitulação. Mas vamos lá às palavras de Abel Barros Baptista:
«O atrás referido Grande Prémio do Romance e Novela (APE) constitui-se o melhor representante da capitulação da crítica. José Saramago, por exemplo, o mesmo que viria a ganhar o Nobel em 1998, foi quatro vezes preterido nesse prémio: viria a ganhá-lo apenas em 1991, com o Evangelho Segundo Jesus Cristo, numa altura em que o seu êxito internacional era irreversível, sobre esmagador. É irrelevante debater se os romances que venceram Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Jangada de Pedra ou História do Cerco de Lisboa eram melhores ou piores romances que estes: interessa sim, sublinhar que, durante toda a década de 80, a crítica, com pouquíssimas excepções, paralisada perante o sucesso de um escritor relançado inusitadamente, não encontrou meios de lhe entender os livros, como se precisasse de mais tempo para assimilar uma radical novidade, o que até nem era o caso.»
Eu não falaria em falta de "entendimento", preferia a palavra "preconceito". Neste caso particular o preconceito que existe em termos ideológicos, sobre o homem - que neste caso particular foi José Saramago -, ao ponto de se ser capaz de colocar o escritor num plano secundário...
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terça-feira, agosto 13, 2019
Os "Galegos" do Século XXI...
É normal encontrarmos nos lugares onde se junta mais gente (de preferência turistas...), os "galegos do século XXI", que tem a vantagem de não andar com o respectivo barril de água a fazer a distribuição, quase casa a casa - dizem os antigos que era assim que se fazia em Lisboa e arredores, no começo do século XX.
"Os modernos" instalam-se em lugares estratégicos com geleiras, carregadas de garrafas pequenas de água, que vendem cada unidade a um euro, aos muitos sequiosos desprevenidos que andam por aí, a passear ao Sol...
E o lucro é pouco menos que cem por cento...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, agosto 12, 2019
A Verdade e a Honestidade no Futebol
Não é por conhecer José Mourinho e achar que ele é um dos melhores do Mundo (que não perdeu qualidades, nem está desactualizado, como gostam de insinuar por aí...), que deixo de destacar Pep Guardiola, com quem me identifico mais como técnico, por que privilegia sempre que pode, o espectáculo futebolístico, desenvolvendo e apoiando a criatividade dos seus atletas.
Ontem ele disse uma frase que vai fazer comichão a muito boa gente, especialmente alguns futebolistas que dão a sensação de se preocupar mais com a sua imagem exterior que com a equipa onde jogam (e também os muitos jornalistas e comentadores que invejam o seu êxito e dão sempre mais que cinco tostões por uma polémica...). Eis as suas palavras:
«O Rodri vai ser um jogador incrível
para nós. Não tem brincos nem tatuagens e o cabelo é de um médio. Um médio
defensivo deve ser assim e não pensar no resto.»
Concordo plenamente com o que ele disse. O médio que joga à frente dos defesas, é quem mais se deve preocupar com a equipa, quem deve ser mais eficiente e jogar da forma mais fácil (não é por acaso que são conhecidos como os "carregadores de piano"...), sempre com o pensamento do colectivo. Sei que quem percebe pouco de futebol vai tentar chamar-lhe preconceituoso e outras coisas feias.
A verdade e a honestidade fazem quase sempre doer. Neste caso particular irritam os "craques" que vão ao cabeleireiro dia sim dia não e estão a pensar mais na próxima tatuagem ou no brinco novo que vão comprar, que no próximo jogo...
(Fotografia de Luís Eme - Ayamonte)
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domingo, agosto 11, 2019
sábado, agosto 10, 2019
Primeiro Eu, Depois Eu e Depois Outra Vez Eu...
Os "simulacros" involuntários provocados por uma greve, que ainda não começou, têm sido um bom teste para qualquer tempo de crise.
O egoísmo é a marca maior que fica, com os exemplos de quem corre para as filas das bombas de gasolina, apenas por que sim, ao mesmo tempo que decora a casa com "jarricanes".
E não satisfeitos, ainda esvaziam as prateleiras dos super-mercados, como se viesse para aí qualquer "fim do mundo"...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sexta-feira, agosto 09, 2019
Uma História de Amor, "Para Sempre"...
Sair de casa de manhã e sentir aquele cheiro a terra molhada, que só a chuva de Verão consegue oferecer, tem sempre um gosto especial para mim.
Não estou a dizer isto apenas por já não estar de férias, ou não ter a cabeça na praia.
Acho que se trata mesmo de uma história de amor, daquelas "para sempre", por este perfume natural...
(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)
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quinta-feira, agosto 08, 2019
O Cidadão Comum, os Políticos e os Sindicatos...
Há já algum tempo que os sindicatos têm vindo a perder a sua relevância na sociedade. Isso acontece fundamentalmente por duas razões: o aumento da precariedade no trabalho (quem trabalha como prestador de serviços, quase que não tem patrão, muito menos direitos ou sindicatos para os defender...); e a dificuldade dos sindicatos em se adequarem aos novos tempos (alterarem as suas formas de luta e a comunicação com os trabalhadores).
Uma das formas de reagir a todas as mudanças foi a transformação das manifestações e das greves em algo mais incisivo, chamando a atenção das pessoas quase sempre de uma forma negativa, já que é sobretudo o cidadão comum que é prejudicado, nas formas de luta escolhidas.
E é por isso que se percebe, cada vez mais, que o "feitiço se está a virar contra o feiticeiro". Os grevistas conseguem com que a maior parte da população se coloque contra eles, porque são sempre elas a serem afectadas nos transportes, nos hospitais ou em quaisquer outros serviços públicos que necessitem. Ao mesmo tempo permitem a "resistência" dos patrões e do Estado, que sentem ter a maior parte dos cidadãos no seu lado e não lhes dão o que querem...
E se os políticos forem "habilidosos" como é o caso de António Costa, ainda conseguem obter dividendos eleitorais (como se notou nas eleições europeias...) ao mesmo tempo que deixam a oposição "com os pés e as mãos atados".
(Fotografia de Luís Eme - Vidais)
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quarta-feira, agosto 07, 2019
«Mau mau é quando as coisas, pequenas e grandes, deixam de nos incomodar.»
Eu sentia que ela combatia a indiferença com quase todas as forças que lhe restavam.
Ainda não perdera o hábito de viver os "problemas dos outros como seus". Mas pelo menos já não tentava resolvê-los... claro que falo dos que lhe eram quase distantes.
Estranhamente gostei de a ouvir dizer: «Mau mau é quando as coisas, pequenas e grandes, deixam de nos incomodar.»
Sim, ela queria dizer, entre outras coisas, que continuava tudo bem arrumado na sua "caixa dos pirolitos" (sempre achei graça a esta expressão).
E com tantas primaveras em cima do corpo, ainda não se cansara de dizer, que nós não somos ilhas isoladas...
(Fotografia de Luís Eme - Alcafozes)
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terça-feira, agosto 06, 2019
As Passadeiras Estão Quase Sempre no Sítio Errado...
Claro que este título não é para ser levado à letra, embora se fique com a sensação de que uma boa parte de nós olha para as "zebras" das nossas ruas desta forma, preferindo atravessá-las um pouco antes ou um pouco depois.
Há uma ou outra passadeira mal colocada (como as que surgem logo depois de curvas e com pouca visibilidade, para os peões e para os condutores), mas todos sabemos que o problema não começa nem acaba aí.
Há sim o gosto de "infringir", de atravessar as ruas onde nos dá mais jeito, esquecendo que também existem "multas" para peões...
O problema não seria tão grave, se não fossem as pessoas de mais idade (com menos reflexos, menos visão e menos audição...), a escolherem quase sempre o caminho mais curto para chegar ao "lado de lá"...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
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segunda-feira, agosto 05, 2019
A Criatividade e a Influência Musical do Zeca e do Pedro
Zeca Afonso fez noventa anos no dia dois deste mês.
Falou-se e escreveu-se muito do seu património discográfico (para uns tantos perdido, para outros esquecido ou abandonado, mas eu acho que não, deve ser sim, um daqueles "tesouros" muito bem guardados no cofre de alguém...), até se fizeram as petições do costume, para que a obra do Zeca fosse classificada de interesse nacional. Algo que me parece um pouco inconsequente, pois se há obra musical que sempre teve e tem interesse nacional, será a de Zeca Afonso.
Como continuamos a não saber o que se passa no "lado de lá do mundo", talvez até seja possível que o Zeca, escreva e cante, sobre aquilo que lhe querem dar agora (e "panteão" rima com tanta coisa...) que ele não está por cá, para receber... E também já deviam saber que o Zeca não gosta nada dessas coisas.
Para o conhecermos bem basta escutarmos atentamente as letras das suas canções. Fazia-nos melhor escutar os seus poemas que pedem revoluções, que assinar petições.
Mas nem era sobre isso que queria escrever...
Três dias antes do dia de aniversário do Zeca, Pedro Ayres Magalhães fez sessenta anos.
Continuo a pensar que o Zeca e o Pedro são as pessoas mais importantes do panorama musical dos últimos cinquenta anos, não só pelo que criaram, mas muito pelo que influenciaram. Curiosamente, ou não, exerceram a sua influência em espaços musicais completamente diferentes.
Se o Zeca aos noventa anos de idade, já está próximo de ter conquistado a "unanimidade" (o que quer que isso seja...), o Pedro ainda está muito longe desse patamar. Mas eu sei que ele irá lá chegar. Deixo aqui algumas das suas palavras, ditas numa entrevista ao jornal "I" (que falam um pouco do que escrevi):
«Eu senti a solidão de ser português quando era adolescente,
nos anos 70. E o que me fazia impressão em Portugal era ninguém se relacionar
com esse problema. Por isto sentia falta de pensar, de teorizar. Encontrei a
resposta a escrever canções sobre a saudade, sobre o que somos como portugueses, tanto nos Heróis do Mar como nos Madredeus. Os Madredeus não foram
bem entendidos, mas amanhã, quando as pessoas estiverem ainda mais
insatisfeitas com o presente, irão pesquisar e nessas pesquisas vão encontrar a
história, muito bonita, de uma banda que cantava sobre o ser português e que
foi tocar essas palavras a todo o mundo.»
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
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domingo, agosto 04, 2019
A Caça aos "Fantasmas" (também pode ser às "bruxas") no Jornalismo...
Sei que devo estar errado, embora não consiga ver nenhum "homem a morder um cão", nesta vontade que a comunicação social tem em caçar fantasmas, muitas vezes onde eles não existem...
Vou dar o exemplo de duas notícias que me deixaram a pensar nas férias. Uma foi o caso do ferido que perdeu a vida durante o transporte de helicóptero do INEM para um hospital. A preocupação de quase toda a comunicação social, foi o porquê do transporte aéreo não ter aterrado nos dois primeiros pontos de encontro. Embora não tenha descoberto o porquê (mas acredito que isso aconteceu apenas por questões de segurança da aeronave e dos seus tripulantes...). Não vi ninguém a referir-se ao estado físico do homem, que deve ter sido agredido de uma forma brutal - por isso não resistiu -, muito menos a apontarem o dedo ao agressor, o verdadeiro "assassino".
A outra notícia é recorrente, agora que estamos na época dos incêndios. Quase toda a gente procura encontrar falhas na acção dos bombeiros e da protecção civil, fingindo não perceber que mais de noventa por cento dos incêndios são provocados pela mão humana, e quase sempre de forma maléfica. Quase todos se voltam e apontam o dedo a quem procura "apagar fogos", esquecendo os incendiários...
(Fotografia de Luís Eme - Pinhal do Cabeço)
sábado, agosto 03, 2019
O Velho Hábito de Encolher o Mundo...
Folheio o último número do "Jornal de Letras" e penso nas pessoas que me dizem, «Ainda lês isso? São sempre os mesmos a escrever sobre os mesmos. A literatura é muito mais que isso.»
Lembrei-me também de uma frase da Rita, que disse que o mundo era outra coisa, maior que os jornais e as televisões.
Embora em saiba que ela tem razão, não é essa a lógica de quem exerce qualquer poder, por mais insignificante que seja. O exemplo mais visível é a prática do mundo partidário, que escolhe os seus dirigentes e governantes tendo como base o cartão de militante, o grau de amizade e até o parentesco (não deve haver nenhum governo local de Norte a Sul que não tenha a sua dose de primos, tios, cunhados - por ter mais vergonha que eles, "excluo" neste texto esposas, irmãos e pais...). A competência e o conhecimento técnico, estão quase sempre distantes das três ou quatro primeiras premissas, para qualquer escolha.
É por isso que todos temos a sensação de que é tão difícil deixarmos de "plantar cepas tortas", do Algarve ao Minho (e estava eu a pensar escrever sobre livros e escritores...).
É uma pena não nos conseguirmos libertar deste velho hábito de "encolher o mundo"...
(Fotografia de Luís Eme - Vila Real de Santo António)
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sexta-feira, agosto 02, 2019
Vinte Metros Quadrados (com livros)...
A minha praia não é exemplo, muito menos aqueles vinte metros quadrados, com oito pessoas.
Talvez seja mesmo, uma ilusão...
Pois, vamos lá então a este meu resumo do olhar: três liam livros, duas jogavam às cartas, duas fingiam dormir enquanto o Sol lhes pintava a pele e só uma andava a navegar pelo mundo fora com o seu "smartphone"...
(Fotografia de Luís Eme - Praia do Cabeço)
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quinta-feira, agosto 01, 2019
Regresso...
Cheguei a Almada ao fim do dia de ontem.
A coisa realmente importante que fica, é que houve mesmo descanso (levei o computador, porque tinha um ensaio para deixar quase pronto, mas nunca o tirei da mala...).
Sei que as férias acabam por ser quase sempre iguais, vamos, invariavelmente aos mesmos sítios (por proximidade e por gosto...). Desta vez esteve sempre bom tempo (um dia ou outro mais ventoso, mas nada que nos afastasse da praia, como aconteceu noutros anos...).
Saudades? Algumas. Vai-me fazer falta o cheiro a mar e a pinhal, das viagens que fazíamos diariamente a pé, entre a nossa casa de férias e a praia...
E agora?
Sei que tenho de "acelerar" um pouco, pelo menos até meio do mês. Mas como as "baterias" estão carregadas, penso que não é nada de extraordinário...
(Fotografia da Luís Eme - Praia do Cabeço - a última tirada na praia, virado para a Praia Verde, dando uma ideia errada, de quase uma "imensidão" de gente na nossa praia...)
quinta-feira, julho 25, 2019
sábado, julho 20, 2019
É Importante Mudarmos de Ares...
Como já devem ter percebido, já estou no Sul.
Embora de ano para ano, sinta mais dificuldades em manter esta quinzena de férias no "reino dos algarves" (isto de sermos um país para quem vem de fora, tem muito que se lhe diga...), como praticamente todos os portugueses, pois sobe tudo, menos os ordenados. Mas vale a pena o esforço, porque para gozarmos férias a valer, temos mesmo de mudar de ares...
E a verdade é que não nos alimentamos com o sorriso sonso do Costa...
(Fotografia de Luís Eme - Praia do Cabeço)
terça-feira, julho 16, 2019
A Gente "Bipolar" dos Hospitais...
Sempre que vou a consultas ao hospital público (quase sempre como acompanhante...), espero no mínimo uma hora, em relação à hora previamente marcada.
Como sei que muitos dos médicos (e enfermeiros) do serviço público trabalham também no privado, faz-me confusão esta sua "bipolaridade", ou seja a habitual falta de respeito pelos utentes do Serviço Nacional de Saúde, no não cumprimento de horários. Algo que curiosamente não se passa nas clínicas da CUF ou da Luz, onde muitas vezes nem cinco minutos tenho de esperar.
Parece que esta gente quando está no serviço público, só têm direitos, os deveres são só para os outros...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
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segunda-feira, julho 15, 2019
Algo que Fica Depois do Bom Gosto e do Bom Senso...
Reparei nas pequenas notas que tinha num papel, com coisas que aconteceram e outras imaginadas. A única coisa que tinham em comum, era não "caberem" num blogue (pelo menos nos meus...).
Isso fez com que pensasse na palavra "auto-censura", que se usa por tudo e por nada, vá lá saber-se porquê. Senti logo que era demasiado forte. Há muitas coisas que se dizem ou escrevem, que sabemos logo que ficam algures depois do bom gosto e do bom senso, quase numa rua escura, suja e mal cheirosa.
E estava aberto o caminho para falar da historiadora mais famosa do país - por umas semanas, diga-se de passagem, que popularizou de novo os "bonifácios"... Mas o bom gosto diz-me que não. Muito mais que o bom senso. E sabem que mais, neste pequeno caso a auto-censura, nem sequer espreitou à esquina.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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